Apr
2011
“Eles trocam o dia pela noite” (entrevista para o iG)
Não tive oportunidade de escrever sobre isso na ocasião em que aconteceu, então com quase 2 meses de atraso eu digo “antes tarde do que nunca” e conto:
Dia 4 de Março deste ano foi publicada no canal Delas do iG uma matéria com o título “Eles trocam o dia pela noite“, falando sobre pessoas que, como eu, possuem relógios biológicos diferentes do que é considerado padrão. A matéria não é longa, mas foi brilhantemente escrita pela Verônica Mambrini, que entrou em contato comigo para que eu desse uma entrevista sobre a minha experiência.
Já escrevi extensivamente sobre este assunto aqui no blog, então não vou repetir informações e opiniões. Mas queria compartilhar a publicação dessa matéria, não só porque fui entrevistada mas também porque meus artigos escritos anos atrás sobre isso continuam até hoje recebendo comentários de pessoas que se identificam com ele – indicativo de que notívagos não são assim tão incomuns e que as pessoas com essa característica buscam este tipo de informação. Então para os que se interessam pelo assunto, leia aqui a matéria na íntegra.
Ela conta com experiências de outras pessoas, os desafios comumente enfrentados e a opinião de um especialista – com a qual eu, particularmente, concordo parcialmente. Parte da minha entrevista aparece no final, como exemplo de como se adaptar social e profissionalmente quando se tem um relógio biológico diferente daquele em torno do qual a sociedade funciona – e minha opinião sobre o assunto.
Fiquei muito satisfeita com a fidelidade com a qual minha opinião foi expressa – e com o contexto no qual foi incluído. Acho importante fazer esta observação porque nem sempre isso acontece e me impressionou o altíssimo nível do jornalismo da Verônica. Já tive experiências com outras entrevistas em que informações e opiniões foram ou colocadas fora de contexto ou mal interpretadas pelo(a) jormalista, resultando em coisas imprecisas ou até mesmo bizarras que já foram publicadas a meu respeito.
Mas minha opinião nesta matéria está fiel ao que foi dito e a importância disso para mim é que este assunto já é rodeado de interpretações e pressupostos ignorantes o suficiente sem que precisemos repetir clichês sem fundamento. Então, fiquei contente por vê-lo abordado sob outra ótica, em um texto leve, bem pesquisado e isento de julgamentos, com equilíbrio entre diferentes relatos e opiniões – embora o espaço para a matéria tenha sido curto e, portanto, não permitindo profundidade. Mas agradeço à Verônica pela oportunidade de expressar meu ponto de vista e por mantê-lo fiel ao que foi dito. E por citar o que considero o maior equívoco com relação à forma como notívagos costumam ser vistos socialmente, como expresso na frase abaixo:
“Notívagos são mais comuns do que se imagina e acredito que estamos definindo ‘normalidade’ pelos critérios errados. A solução não é ‘tratar’ o metabolismo – e sim encontrar alternativas viáveis e saudáveis de interagir social e profissionalmente.”
Mantenho essa opinião. E espero que a matéria seja útil para outros notívagos e similares por aí afora.




Lu Francesa
27/4/2011 at 9:21 am (757 days ago)Muito interessante, tb sou uma “corujinha”, como dizem, desde adolescente durmo tarde, o problema foi qdo era “obrigada” a acordar as 5h30 por causa da escola, sentia muito sono e não conseguia me concentrar na escola…
Nanael Soubaim
5/8/2011 at 8:27 pm (657 days ago)Sou diurno, mas aprendi a me adaptar, pois já trabalhei por anos, várias vezes, na noite, e lamento que as cidades no interior do Brasil deixem os notívagos desassistidos de serviços.