Mon 15 Jan 2007
A minha vida toda eu tive problemas com sono. Não insônia, acho que conto nos dedos de uma mão as vezes na vida que tive insônia. Uma vez que eu deite a cabeça no travesseiro, não tenho dificuldades em dormir. Meus problemas sempre foram em manter o padrão de sono que a maioria das pessoas parece adotar.
Eu sou uma pessoa essencialmente notívaga, ou seja, meus níveis de energia atingem o pico no período da noite. Pode contar que entre as 8-10 horas da noite eu estou me sentindo totalmente energizada, pronta pra começar qualquer projeto, como se tivesse acabado de acordar depois de uma noite dormida maravilhosamente, independente do horário em que acordei. Dormir cedo vai completamente contra a minha natureza. Isso desde que me conheço por gente – tenho memórias remotas de ser colocada na cama pra dormir quando criança (nunca muito cedo, porque eu simplesmente não dormia) e ficar acordada brincando no escuro até as altas horas da madrugada. Invariavelmente, acordar de manhã cedo era um pesadelo. E este padrão me acompanhou a vida toda, apesar de por pelo menos 20 anos eu ter brigado contra isso com todas as minhas forças, completamente em vão, tentando me adequar aos “padrões sociais”.
Os problemas de você ser notívago(a) são vários. Há os problemas de ordem social e os de ordem prática, para citar apenas alguns:
De ordem social:
- Primeiramente, paira no inconsciente coletivo o equivocado consenso de que as pessoas produtivas acordam cedo. “Quem não acorda cedo é preguiçoso”. “Deus ajuda a quem cedo madruga” – todo notívago genuíno já ouviu estas frases na vida e as abomina! Isso não poderia estar mais longe da realidade, produtividade não tem nada a ver com o horário que se acorda, mas com como você usa o seu tempo quando está acordado. Mas em geral, por conta deste consenso equivocado, notívagos acabam sendo erroneamente vistos como pessoas que não são muito produtivas ou são preguiçosas ou indisciplinadas. Este é o primeiro problema.
- A maioria das pessoas que não são notívagas, acham que sono é uma questão de hábito. Que quem “gosta” de ficar acordado à noite só não consegue manter um ciclo de sono regular porque não se disciplina para isso. Este é outro grande equívoco. Se disciplina fosse a solução, eu não seria mais notívaga há anos, pois, acreditem, eu já tentei de tudo. Até os meus 30 anos, eu segui, com muita dificuldade (dada a minha natureza noturna) uma rotina “normal” como todo mundo: indo à escola, depois à faculdade e depois ao trabalho, conciliado até mesmo com um MBA à noite. E seguir estes horários que são naturais para a maioria das pessoas, além de ter sido difícil, não mudou minha natureza, não importando o quanto eu me disciplinasse. O que pouca gente sabe – e que eu própria descobri há não muito tempo – é que os hábitos de sono estão ligados a um gene. Dizer a um notívago que ele se sentirá energizado como “todo mundo” de manhã se se disciplinar para dormir nos horários “corretos” é o mesmo que eu dizer a uma pessoa que se ela se esforçar e se disciplinar vai mudar a cor dos olhos de castanhos para verdes. Simplesmente não é assim que funciona.
De ordem prática:
- Como a maioria das pessoas parecem não ser notívagas, o mundo está estruturado de forma que as atividades (comerciais, sociais, etc) se dão durante o dia e não durante a noite, o que torna a vida de um notívago bem complicada. Isso afeta todas as suas interações: profissionais, pessoais e familiares. Se você tem um sono incontrolável às 10 horas da manhã, assim como uma pessoa que não é notívaga sente um sono enorme às 3 da manhã, isso acaba afetando até mesmo sua vida profissional, caso você tenha um emprego “normal”. Um notívago tem duas opções: ou passa a vida brigando contra sua natureza para se adequar, ou se rende a aceitar sua natureza e escolhe empregos ou atividades profissionais que possa exercer em períodos não convencionais (que foi o que eu acabei fazendo). Ambas carregam sua parcela de limitações: a primeira implica em sentir-se exausto o tempo todo, especialmente na parte da manhã, acarretando em esforços enormes para manter a produtividade em níveis aceitáveis. A segunda implica em reduzir suas opções em termos de atividades profissionais e interações sociais, já que a maioria das posições convencionais exigem um horário regular iniciado na parte da manhã e a grande maioria das pessoas que você conhece dorme durante a noite enquanto você está acordado e vive durante o dia, parte do qual você está dormindo.
- Na mesma lógica do ítem anterior, quando você tem um estilo de vida que te permite flexibilidade de horário (como por exemplo trabalhar à noite e dormir na parte da manhã), você estará dormindo pelo menos uma parte do tempo durante o qual as atividades comerciais se dão. Como conseqüência, enquanto você está tentando dormir, o telefone da sua casa toca, seu celular toca, a campainha da sua casa toca, etc. Seu sono é interrompido um monte de vezes, então a qualidade do seu sono é afetada numa base diária. Ao mesmo tempo, por causa do primeiro problema de ordem social descrito acima, estas pessoas que estão tentando entrar em contato com você, acham um absurdo você estar dormindo às 10 horas da manhã, e você não vai ficar explicando pro mundo inteiro (bom, eu não fico!) que na verdade você está dormindo às 10 horas da manhã porque de madrugada, enquanto todo mundo estava dormindo, você estava dando duro trabalhando como qualquer pessoa, a única diferença é que você faz isso num horário diferente da maioria. Mas você sabe o que as pessoas estão pensando. Em geral, isso é irrelevante, mas dependendo da situação, esta imagem pode prejudicar algumas relações profissionais.
- Junto com o seu ciclo de sono, toda a sua rotina é alterada, inclusive a sua alimentação. Seguir uma dieta, por exemplo, é um desafio maior ainda do que seria para uma pessoa que dorme durante a noite. Se você acorda ao meio-dia, por exemplo, você vai almoçar ou tomar café-da-manhã? Você vai mandar pra dentro um jantar caprichado às 4:30 da manhã? Almoçar às 6 da tarde? Ou vai tomar café-da-manhã às 5 da matina antes de dormir? No início do ano passado, quando eu fui a uma nutricionista, foi um parto definir uma rotina de alimentação que se encaixasse na minha rotina de sono.
Bem, falei tudo isso até agora pra contextualizar. Aproximadamente 3 anos atrás, depois de muito ler e pesquisar, depois de muita briga comigo mesma para tentar mudar esta minha característica, eu finalmente resolvi que 20 anos de briga tinham sido suficientes e que era hora de aceitar que meu ciclo de sono era de fato diferente do da maioria das pessoas e viver de acordo com a minha natureza. Foi a melhor coisa que eu podia ter feito, nunca me senti melhor na vida com relação a sono. Mas, para colocar à prova final o que era realmente natural para mim, eu tomei a decisão de simplesmente ir dormir quando tivesse sono e acordar quando estivesse descansada, já que na época tinha flexibilidade para isso. Ignorei a existência de despertadores (que eu odeio, por sinal). Queria ver que feedback meu corpo me daria se eu o deixasse simplesmente fazer o que lhe fosse mais natural. O resultado foi interessante…
Conforme o tempo foi passando, eu notei que embora ficar acordada à noite fosse, comprovadamente, mais natural pra mim, manter uma regularidade de horário de sono era outra história. Em outras palavras, eu vi que o horário em que eu sentia sono e me sentia pronta pra dormir variava a cada noite. O resultado disso foi que meus hábitos de sono se tornaram os mais malucos que você possa imaginar que uma pessoa tenha.
Invariavelmente, de madrugada eu estou acordada, até pelo menos 3 horas da manhã – isso parece se manter estável, com raríssimas exceções. Mas a hora de ir dormir não segue um padrão fixo (posso ir dormir às 3, 4, 5, 6, 7 horas da manhã), alterando a hora que eu acordo e, conseqüentemente, a hora em que eu sinto sono na noite seguinte. Hoje, felizmente, eu tenho flexibilidade para manter este ritmo, mas não estou particularmente feliz com ele. Notívaga ou não, eu gostaria de manter uma rotina definida.
Pesquisei bastante e descobri que em algumas pessoas (uma porcentagem maior do que eu poderia imaginar) o ciclo circadiano não segue as 24 horas do dia. O corpo “acha” que o dia tem mais do que 24 horas. (Embora isso ainda não esteja comprovado, alguns estudo parecem indicar que este padrão esteja também ligado a um gene.) Em geral, estas pessoas têm 1) seus picos de energia no período noturno 2) uma enorme dificuldade em se manterem alertas na parte da manhã e 3) não conseguem manter uma regularidade de sono. Isso acontece porque, como o ciclo circadiano é alterado nestas pessoas, períodos de 24 horas não são a bússola natural do organismo. Bom, esta descoberta simplesmente me definiu! Meu ciclo circadiano não segue as 24 horas do dia. Perfeito! Isso explica, entre outras coisas porque, ao contrário da maioria das pessoas, eu consigo ficar 24, 32, 40 horas acordada direto sem o menor problema. Eu já cheguei a ficar acordada das 7 da manhã de uma sexta-feira ao meio-dia da segunda-feira seguinte (tá, isso foi uma exceção e uma necessidade, não uma escolha, mas eu consegui esta façanha). Isso também parece explicar por que eu preciso de mais horas de sono do que a maioria das pessoas – em geral, 9 horas de sono são ideais pra mim. Eu fico períodos mais longos acordada, portanto preciso dormir mais.
Tudo isso é muito lindo porque me trouxe respostas, mas não resolve o meu problema de conseguir manter uma rotina. Então eu comecei a procurar alternativas.
No blog do Steve Pavlina, ele fala em alguns artigos sobre sono polifásico. Sono polifásico é uma prática que consiste em recondicionar o sono dividindo-o em pequenos e múltiplos blocos ao invés de um único bloco de 8 horas. A modalidade de sono polifásico mais comum é chamada de Uberman Sleep Schedule, que consiste em dormir por 20 ou 30 minutos várias vezes por dia. Mas existem outras modalidades de sono polifásico menos radicais, como por exemplo dormir em blocos de uma hora e meia. A motivação de muitas pessoas para adotar esta rotina é ganhar tempo. Aparentemente, esta prática permite reduzir o tempo total de sono no período de 24 horas de 8 para 3, 4, 5 ou 6 horas, dependendo da modalidade que a pessoa escolhe, através da maximização da fase REM do sono. Eu não sei até que ponto esta informação é verdadeira, mas diz a lenda que pessoas como Leonardo da Vinci, Napoleão, Thomas Jefferson, Benjamin Franklin, Winston Churchill, Thomas Edison e Nikola Tesla eram adeptos desta prática. Vai saber… Mas embora eu tenha achado isso interessante, curioso, meu problema não é economizar tempo. E eu acho que dificilmente conseguiria ou gostaria de manter uma rotina radical como esta, tendo que interromper minhas atividades várias vezes por dia para tirar um cochilo – sem falar que alguém que siga esta rotina precisa ter realmente muita flexibilidade de tempo e disposição pra acordar a cada meia hora de sono.
Entretanto, esta descoberta me fez ver que, ao contrário do que eu imaginava, uma grande quatidade de pessoas pelo mundo adotam hábitos de sono não convencionais. Não me senti mais tão isolada na minha realidade.
E que talvez eu pudesse achar uma outra forma alternativa para tentar alcançar a regularidade de sono que eu preciso.
Foi aí que eu descobri o sono bifásico (que pode ser considerado uma modalidade de sono polifásico, na verdade). Auto-explicativo, não? Ao invés de dormir em um único bloco de 7, 8 ou 9 horas, você divide o sono em 2 blocos distintos, não necessariamente iguais, de forma a também maximizar a fase REM do sono. Idealmente, os blocos devem ser iguais ou múltiplos de 90 minutos, que é aproximadamente quanto dura um ciclo REM, embora possa variar de pessoa para pessoa. Aparentemente, permitir ciclos completos (ao invés de interrompê-los no meio) garante um sono de melhor qualidade. Isso já me pareceu bem mais viável. E bem mais próximo do que meu corpo parece achar que é natural.
Na minha pesquisa, descobri uma quantidade enorme de pessoas que já testaram este método e tiveram resultados tão positivos que resolveram adotá-lo como permanente. A vantagem do sono bifásico é que ele pode ser utilizado até por pessoas que têm um emprego das 9 às 6 da tarde – ao contrário do sono polifásico. Parece ser, inclusive, ser uma boa alternativa para mães de crianças pequenas, já que bebês/crianças pequenas naturalmente têm sono polifásico até aproximadamente um ano de idade, passando a bifásico a partir de então (possibilitando conciliar a rotina de sono da mãe e da criança). Através do sono bifásico, também se pode dormir menos horas no total, pois a lógica do ciclo REM é a mesma do sono polifásico. Mas eu não estou particularmente interessada nisso.
Na prática, um exemplo de como uma pessoa poderia dividir os 2 blocos é: dormir por 5 horas da 1:00 às 6:00 da manhã, depois dormir por 2 horas das 6:00 às 8:00 da noite. A escolha dos horários e da duração de cada bloco varia de pessoa para pessoa – da necessidade total de sono e da disponibilidade/flexibilidade de tempo individuais. Mas de qualquer forma, há bastante flexibilidade.
Então, depois de muito pensar, cheguei a conclusão de que valeria a pena fazer uma experiência. Lá no blog do 101 Coisas em 1001 Dias eu postei ontem um artigo falando sobre experiências de 30 dias. Com base nesta idéia, eu resolvi que vou fazer uma experiência de 30 dias com sono bifásico pra ver que resultados consigo com ele. Se der certo e eu conseguir manter uma regularidade, possivelmente vou adotá-lo indefinidamente. Caso contrário, terá valido a experiência.
Antes de começar o teste formalmente, nos 3 últimos dias, sem estabelecer horários definidos, eu fiz um pequeno teste de dormir em 2 blocos. Esta pequena experiência já me mostrou que meu corpo tem grandes chances de funcionar muito bem desta forma: eu dormi menos horas do que de costume, acordei me sentindo muito mais energizada, alerta e minha criatividade e produtividade aumentaram.
Eu ainda não escolhi um dia para começar a experiência oficial, porque estou ainda definindo os horários em que vou começar a dormir e os períodos de tempo de cada bloco. Mas assim que tiver isso definido, começo oficialmente a experiência e vou postar aqui no blog sobre ela ao longo dos 30 dias. Quem sabe outras pessoas com o mesmo problema podem tirar proveito indiretamente da minha experiência. Ah, sim, e com este post eu inicio uma nova categoria no blog, que vou chamar de “Experiências de 30 Dias“, pois esta é apenas uma das que pretendo fazer ao longo deste ano.
Como notas de curiosidade, bebês humanos são naturalmente polifásicos e vão diminuindo a quantidade de cochilos gradativamente, até que por volta de 1 ano de idade se tornam primariamente bifásicos. Não há nenhuma razão específica para que seres humanos devam ser necessariamente monofásicos, inclusive em algumas culturas a siesta (cochilo da 6a. hora) é uma prática comum e socialmente aceita. No mundo animal, existem muitas espécies que são polifásicas. Observe seu cachorro.
– Fonte.





January 15th, 2007 at 6:29 am
Disse tudo!
Produzir de noite.
Dormir de manhã.
Dormir, a cada noite, em um horário.
Dormir, pelo menos, 9 horas/dia.
Fazer ciclos de 90 minutos – comigo isso funciona perfeitamente! Há tempos, quando não durmo minhas 9 horas noturnas, durmo à tarde por, literalmente, 3 horas!!!
Deve ser por isso que gosto tanto do seu blog…
Você escreve situações que vivo…
Até!!
January 15th, 2007 at 12:57 pm
Jacque,
obrigada pelo comentário.
Eu estava lendo que as 8 horas de sono, como não são múltiplas de uma hora e meia, faz com que as pessoas se sintam mais cansadas do que se dormirem 7,5 horas ou 9 horas. Cochilos de 90 minutos costumam de fato funcionar muito bem.
E quanto a produzir à noite, tem a vantagem do silêncio quase que total – sem telefone, sem campainha, dá pra manter o foco muito melhor.
Beijo,
Patty.
January 15th, 2007 at 1:57 pm
No meu caso, o problema é outro. Eu preciso de grandes quantidades de horas de sono(quando digo grandes, são grandes, mesmo… cerca de 14 horas por dia pra ficar 100%), e aí vem junto aquele estereótipo que você falou de “gente preguiçosa”. Existem pessoas que precisam de cerca de 3 horas de sono por noite, e ninguém liga. Mas quando uma pessoa precisa dormir muito, é preguiçosa.
Realmente quando o sono foge um pouco dos padrões “aceitáveis”, das 8 horas à noite, a gente sofre um pouco.
January 15th, 2007 at 2:44 pm
Thais,
existem fases em que eu preciso de mais de 9 horas também. Dependendo das circunstâncias, não é incomum eu dormir 12 horas. Já precisei dormir 14 como você. Especialmente quando 24 horas ou mais acordada. Mas pra ajudar, eu tenho hipotiroidismo: quando tem algum desequilíbrio, meu sono aumenta bastante. Eu acho que este estigma é péssimo, porque é algo que você não tem muito como controlar… E como eu disse no artigo, as pessoas que precisam dormir mais não são necessariamente preguiçosas. Aliás, eu posso dizer que sou uma pessoa muito mais produtiva nas horas em que estou acordada do que muita gente que dorme 7-8 horas por noite. No entanto, a percepção social é outra, infelizmente.
Abraços,
Patricia.
January 17th, 2007 at 10:17 pm
Eu consigo dormir em qualquer horário depois de um período de adaptação e rotina. Li outro dia que antes da revolução industrial as pessoas dormiam nove horas por noite. Hoje, algumas pessoas têm a idéia de que o tempo do sono é um tempo perdido. Tem muita gente por aí cortando horas de sono para ganhar tempo.
Quanto a mim, prefiro cortar as horas de trabalho para dormir mais.
January 29th, 2007 at 11:36 pm
A história da minha vida… Estou relendo o texto com toda a atenção (já dei uma passada d’olhos e identifiquei-me tremendamente) e vou seguir os links para aprender mais sobre o tema. O passo seguinte será implementar a idéia. Não aguento mais brigar com meu relógio biológico e foi um alívio enorme descobrir que não sou “errada”.
May 7th, 2007 at 7:00 pm
Belo texto, Patrícia. No meu caso, vou para cama entre 10 e 10h30 e desperto, mais ou menos, às 5h30, mas com tudo isso, acho que a qualidade do sono não deve ser boa, pois me sinto bastante sonolento no período da tarde e com isso minha produtividade vai por água abaixo.
August 31st, 2007 at 11:12 am
Então você também é um notívago?
Se você, como eu e muitos outros amantes de tecnologia e computadores (deve ser um traço genético), também tem características realmente notívagas, talvez seja hora de mudar para a Suécia: Suecos criam horários especiais para notívagos. Aprove…
August 31st, 2007 at 11:46 am
Numa das aulas de fisologia humana eu lembro que li um texto falando que experiências mostraram que se um homem fosse deixado em uma caverna, o ciclo circadiano passaria para 26 horas… Por isso pessoas que ficam muito tempo enfiados em um escritório ficam com seu ciclo meio alterado…
Eu vou dormir todo dia as 3 da manhã e acordo as 7… De noite é o horário que eu mais rendo. Mas se eu simplesmente encostar na cama eu durmo…
October 1st, 2007 at 12:13 pm
Sou proprietário de uma empresa, e tenho meu sono MUITO fora do padrão de meus sócios/funcionários. Como sou um dos mais novos (idade) da sociedade, já ouvi muitos sermões sobre ‘dar exemplo aos funcionários, chegar na hora’, enfim, é muitocomplicado acordar cedo. Vou adotar a idéia do sono bifásico (1:00 – 6:00 | 6:00 – 8:00) e vamos ver no que dá. Concordo com o que a Lu disse, foi bom ler este texto e ver que eu não sou tão ‘errado’ assim.
October 1st, 2007 at 7:49 pm
B-Samfundet – Sociedade B
Do site da BBC Brasil, 31 de agosto, 2007:
A Suécia começa a criar este mês uma nova revolução social, com a introdução da chamada “Sociedade B” – uma sociedade que leva em conta os diferentes ritmos biológicos dos indivíduos para introd…
October 1st, 2007 at 7:53 pm
@ CFGIGOLÔ: é verdade, eu coloquei um texto mais recente sobre isso aqui no blog (http://www.sinestesia.co.uk/blog/?p=616)
@ Eduardo: sono bifásico pra mim funcionou muito bem. Faça um teste por 30 dias e veja o que acha. No meu caso eu realmente passei a dormir menos horas no total e a me sentir muito mais bem disposta mesmo assim. Tive que quebrar o sono bifásico por um tempo, mas pretendo voltar, porque pra mim foi realmente excelente.
Abraços,
Patricia.
October 9th, 2007 at 2:18 am
Incrível. Este post poderia ter sido escrito por mim, você descreveu o jeito que eu sou com o sono em detalhes, inclusive minha infância, no escuro a madrugada toda tentando dormir…
Obrigada pelo post e pelas dicas, acho que serão úteis para mim.
Vou tentar a experiência também!
Agora não sinto mais tanta culpa por dormir tão tarde!
October 14th, 2007 at 8:25 am
Adorei o texto. Me identifiquei totalmente. E em períodos de férias vejo que meu corpo sozinha realiza sono bifásico. Adorei a proposta. Mas pra mim, os blocos de sono seriam perfeitos se fossem das 3 as 8 e depois das 20 as 22. Será que pode alterar dessa forma os blocos? Abraços.
November 3rd, 2007 at 3:46 am
Patrícia,
Simplesmente adoreiiiiii seu relato. Aprendi muito e me identifiquei pra valer! Parece que li um relato sobre a minha vida. Várias vezes tive de quebrar em duas partes a qtde de horas de sono, por conta das obrigações, e lembro q funcinou muito. Por isso, vou testar já a sua dica sobre o sono bifásico.
Bjs
February 13th, 2008 at 9:52 am
Excelente post!!!
Desde o tempo de colégio estou tentando acordar cedo e ter disposição, mas parece
que isso realmente não vai funcionar… Tenho 27 anos, uma agenda cheia de pacientes, e assim como o Neto Cury disse logo acima, das 18-20h tenho um sono terrível, mas as 22/23h estou com energia para fazer qualquer coisa… e o pior de tudo é que me obrigo a dormir cedo para no outro dia às 08:00 estar no consultório. E consequentemente me “arrasto” até lá, de tanto sono que tenho na parte da manhã. Vou tentar seguir as dicas do post e verificar se minha qualidade de sono (e de vida!) muda. Obrigado, Patrícia, pelo excelente texto!
June 4th, 2008 at 1:26 pm
se dormir duas vezes por dia, em turnos: um grande de 6 horas e outro de 2 horas. realmente eu vou tentar, pois meus pesadelos com a rotina de dormir tem que terminar.
Adorei conhecer voce no Plurk.
espero ainda continuar, lendo seus maravilhosos posts.
Ps. vou dar uma olhada na rotina do cachorro, rs.
July 9th, 2008 at 8:43 pm
Olha só… eu também sou notívago (nem sabia que existia essa nomenclatura). só que no meu caso, eu tenho insonia cerca de 1 vez a cada bimestre, as vezes mais. nisso passo as vezes 2 a 3 dias sem dormir. meu “recorde” foi passar 5 dias sem dormir.. e depois 20 horas dormindo =P
Me acostumei da faculdade a 5 horas de sono a noite, mais uma hora na hora pós-almoço e vivia bem melhor que agora que ando dormindo cerca de 8 horas por “noite”. só tem o problema dos horários serem totalmente voláteis (não ter emprego fixo e depender de bicos deu nisso).
eu fazia então um sistema bifásico sem saber o que era isso… e principalmente que se havia estudos sobre o assunto.
que bom, recebi muita informação nova, que vai me ajudar!
July 15th, 2008 at 7:09 pm
adorei tudo q li,me identifiquei muito.mas toda minha vida .u q mais me incomodou qdo filhos eram pequenos.mas adaptei eles a minha rotina!! e meu marido tb.passo as madrugadas feliz da vida! e vou ate 2 da tarde durmindo..issso tem 31 anos hehe.ainda bem q casei com homem q me entende..noti´vaga assumida!!
July 20th, 2008 at 3:43 pm
Poxa, Pati! Amei esse post, é muito elucidativo e tranquilizador.
Gostei de saber que tudo isso tem causa genética. Vou tentar dormir em duas etapas pra ver como eu me sinto, depois te conto.
Beijocas!
November 19th, 2008 at 3:25 am
Nossa!
Vi uma pergunta em um site que falava sobre isso e tentei descobrir o que era um notívago… É, agora já posso dizer para a minha mãe que o horário de sono não é uma questão de hábito!
Eu achava que era por eu ter preocupações demais, mas a verdade é que eu prefiri estudar no período noturno, pois de manhã eu não entendo nada, posso até ficar “acordada”, mas fico em outro mundo…
De madrugada fico tão agoniada que quero arrumar casa, malhar, etc!
Minha psicóloga me indicou um médico que me receitaria remédios para dormir, mas eu não quis ir… não queria ser controlada por remédios!
É um alívio saber que não sou a única e que existe um nome para isso!
January 29th, 2009 at 7:13 pm
Nossa…agora me achei, sou exatamente assim…me sinto bem a noite e pela manha estou morta sem criatividade nenhuma…obrigada pelo post…
May 27th, 2009 at 8:03 pm
Estava escrevendo um post chamado, “nós os notivagos”, pesquisando sobre o assunto me deparei com este seu excelente post. Desisti de escrever , acho que esta tudo dito aqui, o que sentimos os que sofremos esse problema. Curioso que durante a tarde ou começo da noite fico com sono insuportável as vezes, principalmente quando tive que acordar cedo após uma noite “normal” ou seja, dormindo tarde.Mas a medida que vai anoitecendo eu simplesmente fico “ligado”, totalmente aceso e com a mente a mil.È o meu momento de inspiração.Jo Soares é um grande notivago, e sempre que pode o diz frente as câmeras, meio que se justificando. È que o sentimento de culpa sempre nos acompanha, a maxima “Deus ajuda a quem cedo madruga” nos aponta com seu dedo acusador.Mas é reconfortante saber que não estamos sós.No meio da noite, em varias cidades do pais luzes permanecem acesas enquanto la fora o galo começa a cantar.Os “normais” se preparam para mais uma jornada, enquanto nós nos aconchegamos em nossas camas e mergulhamos em sono profundo.
October 12th, 2009 at 3:11 am
Obrigadaaaaa…vc salvou minha sanidade mental com esse post! Achei q eu ia ter que me forçar a ficar acordada mesmo, até não aguentar mais.
*acho que é por isso que eu ando mal na escola, nunca funcionei de manhã.
Ajudou bastante. Bjão!
October 15th, 2009 at 4:56 am
Você me definiu, sou notivaga a muito tempo e ainda enfrento diversos problemas para me adaptar e principalmente adaptar os outros quanto à minha rotina. Obrigada pelo post, foi bem esclarecedor e confortante.
January 7th, 2010 at 3:24 am
Perfeito!
Acredite, Patrícia, não só virei seu fã – pelo fato de que você retratou TUDO o que eu gostaria de ter escrito sobre esse fenômeno que me acompanha – como deu a solução que vou apresentar ao meu médico.
Estou há meses sem trabalhar, com problemas de saúde, sem encontrar a causa fundamental. Acho que se eu resolver o problema do sono bifásico eu melhorarei.
Um fote abraço e muito obrigado!
Caetano Mauro Tavares
January 7th, 2010 at 5:21 am
Oi, Caetano,
fico feliz por você ter encontrado o que pode ser, de fato, a resposta para os seus problemas. A questão é que, quando brigamos contra a nossa natureza por causa da rotina é esperada de nós socialmente, o stress que isso gera no organismo é altíssimo. Este stress, somado ao cansaço em si, pode, de fato, produzir vários outros problemas de saúde sem que a causa original seja identificada. Se você acha que este pode mesmo ser o problema, minha sugestão é que você, primeiramente, aceite que essa é sua natureza e procure uma rotina de sono que, ao mesmo tempo, seja saudável para você e possa ser conciliada com sua rotina diária.
Espero sinceramente que você consiga fazer isso, porque acho que pode fazer uma diferença enorme na sua vida e na sua saúde. Depois volte pra contar os resultados e, se precisar de alguma ajuda, é só falar.
Abçs.
Patricia.