Wed 30 Aug 2006
Já há algum tempo, eu venho lendo alguns artigos e ouvindo alugns podcasts de um blog que não vou mencionar agora, porque vou indicá-lo amanhã no meu post do BlogDay. Mas este blog fala de desenvolvimento e crescimento pessoal. Não, não aquelas baboseiras de auto-ajuda. O autor do blog oferece perspecivas pouco convencionais, cheias de insights, de um ponto de vista que por enquato vou chamar de filosófico - por falta de uma palavra melhor. É um prato cheio pra mim, que normalmente já gosto deste tipo de coisa (abordagens filosóficas), mas ultimamente estes textos e podcsts estão muito em sinergia com o momento que estou vivendo e me ajudando a fazer questionamentos importantes.
Eu já ensaiei mil vezes pra começar um post falando não só sobre este blog, mas sobre os assuntos que ele aborda. E hoje, lendo um dos artigos, fiquei pensando em algo e resolvi escrever este post.
Vou começar com uma pergunta: você é o tipo de pessoa que vai atrás dos seus sonhos? Antes de responder esta pergunta, pense em outra: quais exatamente são seus sonhos e até que ponto eles são autênticos ou condicionados pela nossa sociedade e pela nossa cultura? Vou dar um exemplo: se você sonha em casar e ter filhos, já parou pra pensar se isso é algo que você realmente quer ou se você foi tão condicionado(a) desde pequeno(a) a pensar que este é o desenvolvimento “natural” da vida, que inconscientemente você acabou abraçando este “sonho” como sendo seu, quando, na verdade, pode até ser que, sem este condicionamento, você jamais pensaria nesta possibilidade? Ou então, será que você não está tão imerso nas expectativas sociais que sequer considerar a possibilidade de não se casar e ter filhos lhe parece fora demais de contexto para que você tenha a coragem de optar por uma vida menos convencional?
Nós, seres sociais, em geral olhamos com uma certa desconfiança para aqueles que optam (não se acomodam, OPTAM) por estilos de vida diferentes da maioria e tendemos a “achar” que há algo de errado com estas pessoas. Se alguém não se casa ou não quer casar, é porque tem medo ou dificuldades em relacionamentos, por exemplo. Enquanto isso pode ser verdade em alguns casos, nunca paramos para pensar que isso pode ser uma escolha consciente e baseada em coisas que nada têm a ver com medos ou inabilidades pessoais. E provavelmente tendemos a pensar desta forma, porque isso nos dá uma falsa sensação de conforto de que os certos somos nós, vivendo nossas opções conformistas e condicionadas.
Ainda este fim-de-semana estava conversando com uma prima que tem 29 anos. Ela namora, mas mora sozinha, é independente, tem a vida dela. E me disse: “Patty, eu não quero casar ou ter filhos, pelo menos não por enquanto. Pode ser que isso mude um dia, mas por enquanto estou bem e feliz como estou. Não quero dividir meu espaço com outra pessoa, não quero abrir mão da minha independência e não quero limitar minhas possibilidades e meus sonhos tendo filhos agora.” Tem muita gente que olha torto para esta opção dela. A família pressiona, cobra dela uma postura diferente. As expectativas sociais são totalmente discrepantes dos sonhos e opções de vida dela. No outro extremo, eu tenho amigas que se casaram e tiveram filhos e são muito felizes assim. Algumas delas, eu acho que realmente estão felizes. Por pura sorte, os sonhos delas (condicionados, questionados ou não) coincidiram com as expectativas sociais. Outras, eu tenho a impressão de estarem se convencendo de que estão felizes por estarem fazendo o que “deveriam” fazer. Mas lá no fundo, estão gritando. Ou estão em completa negação.
Eu acho que não tem nada de errado com as pessoas que optam por vidas não convencionais (não que tenha algo de errado com as pessoas que vivem vidas mais convencionais, desde que estejam realmente felizes fazendo isso). Aliás, acho que estas pessoas estão mais conscientes sobre suas próprias vidas do que a maioria de nós (sim, estou me incluindo) que sofreu uma lavagem cerebral massificada e nem percebe que seus sonhos são produto direto de condicionamentos sociais. E o mais absurdo disso tudo é que nós mesmos alimentamos o próprio sistema, toda vez que julgamos alguém por fazer opções diferentes das nossas ou das esperadas.
Eu passei por uma experiência enriquecedora que me mostrou isso claramente. Vai, com certeza, passar por aqui o Marcelo, que passou por esta experiência comigo e não me deixa mentir:
Vou contextualizar primeiro: Eu nasci e morei em São Paulo até meus 30 anos. Fiz faculdade, fiz um MBA, trabalhei em agências (sim, na época este era realmente meu sonho). Depois de um certo ponto, já casada há alguns anos, eu notei que aquilo não fazia mais sentido pra mim. O estilo de vida que eu levava, muito embora estivesse até certo ponto de acordo com as expectativas que eu tinha criado pra mim mesma e condizente com as expectativs sociais, simplesmente não fazia mais sentido. Eu ia trabalhar me sentindo desmotivada, estava cansada o tempo todo (esgotada seria mais apropriado), minha vida social e familiar estava reduzida a zero, minha saúde estava reclamando, a falta de sensação de segurança estava me incomodando profundamente - e passar por tudo isso, já não estava mais valendo a pena. Então, como casal na época, eu e o Marcelo colocamos tudo isso na balança e tomamos a difícil decisão de largar tudo e sair de São Paulo - não só sair de São Paulo, mas ir para uma cidade de 70 mil habitantes no interior de SP. Sim, foi uma decisão difícil. Largar pra trás tudo o que você construiu profissional e socialmente (estou falando das amizades relevantes que a gente faz) é algo que demanda uma certa coragem. Mas, nós fizemos.
E agora é que vem a parte enriquecedora da história: nós avisamos as pessoas (amigos, conhecidos, colegas de trabalho, etc…) que estávamos nos mudando. A reação das pessoas foi diversa, mas a maioria demonstrou estranhamento, choque e coisas similares: “Nossa, sério?? Vocês têm certeza que querem mesmo fazer isso? Não é uma decisão meio drástica?” Este tipo de reação, por si só, já ilustra um pouco o que eu estava falando sobre expectativas sociais. Mas o mais incrível ainda estava por vir: esta mudança de vida nos mostrou claramente quem eram as pessoas realmente amigas e as que não eram. Algumas pessoas com quem tínhamos um contato social relativamente próximo simplesmente DESAPARECERAM do nosso contato, da nossa vida. E numa velocidade assustadora. Por que? Porque simplesmente deixamos de fazer parte do contexto de vida “aceitável” na visão delas. Teoricamente deixamos de pertencer ao grupo de “contatos profissionais importantes” e outras coisas do gênero que nem vou me dar ao trabalho de citar. Mas o fato é que, para nós, isso serviu para separar o joio do trigo e nos mostrou o quanto as opções não convencionais causam estranhamento nos cérebros condicionados de forma massificada. Os amigos que eram realmente amigos, mantiveram contato, vieram nos visitar, etc. Os que não eram, sumiram. E reapareceram em momentos que lhes foram oportunos ou quando perceberam que, mesmo estando em outra cidade, não tínhamos exatamente deixado de ser “contatos profissionais” que lhes poderiam ser úteis - ou seja, quando a nossa opção menos convencional se contextualizou novamente para eles. Acordaram um dia, lavaram o rosto com óleo de peroba e resolveram resgatar os vínculos. Too late… (Um parênteses aqui, embora não tenha a ver com o foco do post, mas só pra esclarecer: não é que eu ache que contatos profissionais não sejam importantes. São e todos nós temos. O que é feio é posar de amigo e depois tratar exclusivamente como contato profissional. As relações precisam ser claras.)
Mas enfim, voltando ao foco… Eu acho que este questionamento sobre sonhos é fundamental - ou ao menos deveria ser para a maioria das pessoas, ou ao menos para aquelas que não querem viver a vida em negação ou em estado de alienação. Não é o único que considero importante, mas é o objeto deste post. Se preferir, ao invés de olhar pra isso como “sonhos”, pense em “o que é realmente importante pra você - o que, ao final da sua vida, te traria a sensação de paz, de satisfação, uma vida realizada?”. Eu ando fazendo este questionamento. Não é à toa que a minha lista de 101 Coisas não está completa. Tento separar a parte de mim que quer coisas (que não são exatamente “coisas”) porque estou condicionada a querer ou achar que quero, que quer coisas porque as opiniões de pessoas supostamente felizes indicam caminhos teoricamente também com maior potencial de felicidade, da parte de mim que tem sonhos autênticos. Qualquer pessoa que já tenha passado por este nível de questionamento vai concordar comigo que esta não é uma tarefa fácil. Porque o próprio pensamento, o próprio raciocínio está também condicionado.
Mas uma coisa é certa: eu não quero viver minha vida deixando que a sociedade faça decisões por mim. A vida é muito curta para gastarmos nos enganando, permanecendo deliberadamente cegos com relação à nossa realidade, sem sequer jamais nos questionarmos sobre o que REALMENTE, lá no fundo, nos faz ou nos faria felizes. Eu já vivi boa parte da minha vida fazendo opções convencionais. Já me sinto suficientemente satisfeita - e insatisfeita - por trilhar os caminhos mais percorridos. E já fiz também opções menos convencionais e conheço as conseqüências. E hoje, penso que não há nada pior do que viver alienado, conformado com uma vida que lá no fundo não te faz feliz, mas você não tem coragem para mudar - seja porque você já investiu muito tempo nesta opção, ou porque tem medo das conseqüências, ou porque a sociedade vai te olhar torto se você fizer uma opção diferente. Se você olhar pra dentro de si mesmo, sendo verdadeiramente honesto e enxergar que suas opções de vida e sua situação atual estão em conformidade com seus sonhos REAIS (não condicionados), mesmo que eles por sorte coincidam com expectativas alheias, excelente. Parabéns, você é realmente feliz. No entanto, se você encontrar dissincronicidades, reavalie seus sonhos. Penso que ninguém deveria viver conformado em aceitar sonhos e expectativas alheias. Viva os seus!
Muito embora eu ainda esteja passando por este processo de auto-conhecimento (não é a primeira vez, diga-se de passagem) e, mais importante, de auto-conscientização, eu já tomei algumas decisões recentemente que muitas pessoas não compreendem. Estou prestes a tomar outras que talvez sejam ainda menos compreendidas. E também tomei “quase-decisões” no início do primeiro semestre que me abriram os olhos para toda esta questão. E, por incrível que pareça, eu posso dizer que, no meu caso especificamente, duas coisas estão se tornando claras:
1. Quanto menos convencionais meus sonhos, quanto mais as pessoas se espantam ou me questionam, mais isso se torna um indicativo de que eu estou no caminho certo.
2. Quanto mais eu percebo que estou no caminho certo, maior é a sensação de liberdade e controle que sinto sobre minha própria vida.
E no fim, é só isso que importa. O mundo todo pode discordar das suas opções, mas se você estiver em paz com elas e elas não estiverem prejudicando ninguém deliberadamente, todo o resto é irrelevante. Por outro lado, se você não estiver feliz com as suas opções mas continuar convivendo com elas porque o resto do mundo acha que é assim que as coisas têm que ser, ou porque você está por demais acomodado ou tem medo da mudança, no fim a frustração vai continuar sendo sempre e exclusivamente sua. E se você acha que está feliz, mas nunca fez nenhum tipo de questionamento, então corre o risco de estar vivendo de forma alienada e um belo dia acordar e ver que desperdiçou anos acomodado em uma situação dissincronizada dos seus verdadeiros sonhos e valores. Então, a idéia aqui é: questione e tenha coragem para mudar, se for o caso.
Uma pessoa muito querida, conversando comigo certa ocasião, me deu uma opinião (ou melhor, um conselho) quando eu disse estar em dúvida sobre uma decisão que tinha que tomar, que acho que ilustra um pouco o que falei. Esta pessoa me disse: “Siga o caminho menos trilhado”. Na hora, me pareceu uma resposta inusitada. E depois ficou na minha cabeça. Me relembrou a importância de questionarmos os caminhos seguros que em geral tendemos a escolher.
Vou terminar com uma citação que li em um dos posts do blog que mencionei no inicio:
Whatever you do, you need courage. Whatever course you decide upon, there is always someone to tell you that you are wrong. There are always difficulties arising that tempt you to believe your critics are right. To map out a course of action and follow it to an end requires some of the same courage that a soldier needs. Peace has its victories, but it takes brave men and women to win them.
- Ralph Waldo EmersonTradução:
O que quer que você faça, você precisa de coragem. Qualquer curso que você decida seguir, sempre há alguém para lhe dizer que você está errado. Sempre há dificuldades surgindo que lhe tentam a acreditar que seus críticos estão certos. Mapear um curso de ação e seguí-lo até o fim requer um pouco da mesma coragem que um soldado precisa. Paz tem suas vitórias, mas são precisos homens e mulheres corajosos para conquistá-las.
Eu sei que tenho vários leitores que partilham da minha “mania de filosofar”, então, filósofos de plantão, deixem suas opiniões, por favor. E pra você que leu este post na íntegra (ufa!), “filósofo” ou não, me diga: você já fez este tipo de questionamento?





August 30th, 2006 at 7:33 pm
É minha amiga, vc conseguiu sintetizar uma coisa muito complicada de uma maneira brilhante. Muito bem colocado.
Esse processo, questionar não semente as atitudes das pessoas em geral mas principalmente os seus próprios valores, tentar chegar ao âmago da sua alma (nossa… que forte… mas verdadeiro, o sentido no fundo é esse mesmo), não é uma coisa fácil. Separar o que realmente é importante para você, de acordo com os seus critérios e gostos e até mesmo instintos, é um processo contínuo e muitas vezes surpeendente.
Tivemos a oportunidade de fazer isso juntos com algumas coisas, e ainda continuamos a fazer isso juntos, mesmo que em ambientes separados hoje em dia. Foi extremamente recompensador. O resultado é sempre algo positivo ao final, seja para você entender melhor as suas preferências e até mesmo para permitir que suas escolhas sejam feitas.
Sinceramente, teria pouquíssimo a acrescentar ao seu post, acredito que vc tenha abordado o assunto de maneira invejável. Obrigado por compartilhar…
August 31st, 2006 at 10:45 am
E cadê o seu post do Blog Day, porque eu tô louca pra saber quem é essa criatura que fala disso! Adorei, Paty! Lindo mesmo…
Eu também tenho analisado minha vida ultimamente e estamos prestes a fazer a mudança mais radical das nossas vidas (que ainda é segredo, acho que não pra você, não lembro!). Estou confiante da nossa decisão, é isso que você falou. Não adianta chegar no fim da vida, olhar pra trás e não ver nada que tenha valido a pena… Eu não quero isso.
Li um livro, daqueles de auto-ajuda mesmo, mas que fala exatamente disso: “A essencial arte de parar”. É meio chato, mas aborda questões interessantes, disso de mudar a vida, pensar diferente, buscar realmente o que te faz feliz.
Bjs!!
September 2nd, 2006 at 5:58 pm
Ana, que bom que você gostou. Engraçado, quando escrevi este post - imenso por sinal - sabia que a maioria das pessoas não iria ler até o final. Normal… Mas, não sei te dizer por que, achei que você leria. Engraçado isso.
Obrigada por comentar. Agora estou curiosa sobre a sua mudança radical! rs - Não, você não chegou a comentar comigo. Mas, seja o que for, acredite e vá em frente.
Você chegou a visitar o blog do Steve Pavlina? Eu fico quase que hipnotizada lendo o blog e os artigos dele, passo literalmente horas nisso. Está me transformando de maneiras que eu nunca imaginei. O link está no post sobre o BlogDay, mas vou colocar aqui também:
http://www.stevepavlina.com/blog
Ana, se você passar por lá, depois comente comigo.
September 2nd, 2006 at 6:11 pm
Má, é verdade, tomamos muitas decisões assim juntos. Continuamos tomando, também é verdade. E acho que nós dois estamos no caminho da sincronicidade com nossos sonhos, hoje em dia obviamente distintos, mas cada um no seu caminho está “tocando um foda-se” para expectativas coletivas e abraçando as expectativas internas. Você já percorreu este caminho um pouco mais do que eu. Eu ainda estou no processo. Mas já me sinto infinitamente mais livre e em controle da minha vida, simplesmente por estar passando pelo processo. As coisas estão realmente mudando - e prepare-se, pois talvez até mesmo você vá se surpreender.
September 9th, 2006 at 12:10 pm
[...] Se, ao fazer sua lista, você simplesmente se pergunta “O que eu quero? O que eu preciso?”, você está se fazendo perguntas limitadoras. É claro que você precisa saber o que quer, mas precisa ampliar esta pergunta a um contexto maior se quiser ganhar a perspectiva necessária para compreender quais são as coisas que vão te possibilitar crescimento pessoal e congruência com seus propósitos. E saber o que você quer e definir seus propósitos de vida é mais complexo do que parece. Eu escrevi no meu blog um post falando sobre sonhos, questionando o quanto somos condicionados a achar que querermos coisas para nossas vidas e o quanto a falta de questionamento sobre isso pode criar frustrações. Passe por lá se tiver interesse em ler sobre isso, pode te ajudar neste processo de definir seus propósitos. [...]
September 17th, 2006 at 7:43 am
OI MUITO OBRIGADO POR ESSE TEXTO VCS SINTETISARAM ALGO QUE TAVA ME DEIXANDO MUITO ANGUSTIADO.
EU QUERO MUITO SER ARQUITETO E SEREI MAIS AINDA NAO ESTOU NA FACULDADE, ENATAO EU TENHO QUE ESTUDAR E MUITO. MAIS A MINHA MAE QUERIA QUE EU TRABALHASSE, SO QUE EU NAO QUERO POR QUE EU ACHO MELHOR SO ESTUDAR E ISSO ME DEIXAVA TRISTE
EU QUERO MUITO IR ATRAS DE MEU SONHOS MAIS EU FAZER O MEU PROPRIO CAMINHO MUITO OBRIGADO POR TUDO AGORA EU SEI QUE POSSO FAZER O MEU PROPRIO CAMINHO
September 18th, 2006 at 4:03 pm
Caio, puxa, eu fiquei muito feliz com seu comentário. Quando escrevi este texto esperava que ajudasse alguém de alguma forma, então fico feliz que tenha te ajudado. Não tem nada melhor do que isso.
Obrigada por comentar. E é isso aí, vá atrás dos seus sonhos e seja muito feliz. 
September 28th, 2006 at 5:01 pm
Cheguei a pensar nisso quando senti dificuldades em progredir em busca de meu sonho, a gente fica mesmo com medo de querer mudar, ainda mais quando a sua posição é a certa na visão da ’sociedade’.
Pior que na inocência de pensar que ao realizar esse sonho viveria as mil maravilhas, mas não foi bem assim… poder te-lo realizado foi como a sorte de um principiente em busca de sua lenda pessoal, fica difícil destruir tudo que construi para retomar outro caminho “claro que nada foi a toa”.
Vou segui-lo “mesmo tendo de sair da vida boa” porque só de pensar nesse novo sonho eu me sinto realmente muiitooo feliz!!! É fantástico!! E por isso vale a pena, muito a pena mesmo, só que será aos passos da tartaruga… nem por isso me importo, e ler o seu post só meu deu mais forças ainda para continuar, espero de coração que você também consiga realizar os seus.
Obrigado pelo seu post!!!
September 30th, 2006 at 12:38 am
Rafael, assim como disse para o Caio, obrigada por comentar! Fico feliz de verdade mesmo ao ver que o que escrevi tocou a vida de alguém positivamente, ainda que só um pouquinho. Boa sorte, seja muto feliz e não se arrependa de nada, muito menos de tentar. Te garanto, viver com a dúvida “do que poderia ter sido” é muito, muito pior!
October 5th, 2006 at 4:36 pm
Amei o que vc escreveu. Sigo várias coisas por um lado mais “outsider” da vida, e é incrível a capacidade das pessoas (e de nós mesmos) em julgar que o que fazemos/escolhemos. Tbm passei por isso, de fazer uma escolha e ver pessoas se afastarem porque simplesmente não conseguiam fazer meu jeito se encaixar na sua visão de mundo… só que tem uma coisa. Acho que valeu a pena cada passo dado. Mesmo que muitas coisas tenham um preço, é um preço que vale pagar, para ser mais inteiro.
October 6th, 2006 at 10:50 am
Olá, cheguei hoje no seu blog, não li mais nada somente este texto..bem..eu sou interiormente muito inquieta e não me lembro de alguma época de minha vida que esta questão não fosse pertinente.
Estou sempre me questionando sobre a rota que escolhi ou os desejos que tenho. Houveram épocas que eu senti que estava longe demais de mim mesma, de meu corpo, de minhas necessidades autênticas. Houveram épocas em que me perdi tanto que não sabia mais quem eu era e o que eu realmente deseja e queria. Sabia o que era esperado de mim e em resposta aos condicionamentos sociais, quase me destruo.
O custo da mudança foi alto, (mas não tanto como o de que eu estivesse na rota anterior) e está valendo..tem dado sentido a minha existência. Outro de meus temas permanentes..
Refiz vários roteiros e continuo fazendo isso…e obviamente continuarei a fazê-lo. Ou seja eu tinha um conceito de liberdade e integridade, renunciei-o, perdi-me, paguei a conta, voltei a revisar tudo e consegui libertar-me da pressão externa, no sentido amplo do termo. Sinto que faço todas as opções possíveis, embora evidentemente, não se possa negar que o contexto da mundo onde estou inserida me pressione de modo bastante incômodo…por exemplo…ando com medo de subir a minha rua, e nunca tive medo de nada..Motivo: assaltos diários. Lógico que penso que posso ser a próxima. Não deixo de sair, mas já me vejo fazendo uma adaptção que não pretendia. Eu gostaria de entrar e sair a qualquer momento como sempre fiz. Veja..fiz uma adaptação contrária a minha vontade.
Este ano adotei pelo três mudanças importantes: Assumi uma religião em profundidade, tornei-me vegetariana por razões éticas e políticas e mudei o modo de vestir-me ainda que a minha profissão me solicite outro…rs rs rs..por que ando melhor na rua com este que com o anterior…parece uma coisa banal..mas até os sapatos que a gente usa refletem o modo de vida de alguém..e como isso é importante!!
Claro que tem dias horríveis, por exemplo quando um amor acaba, quando se perde um sonho, rsrsrrs mas sei que acabou porque completou o ciclo….e isso não tem nada a ver com o externo. Continuo vulnerável e assumir isso faz parte também.
Bem..vou indo..escrevi demais…um abraço.
Voltarei para visitá-la.
gaivotanoazul
October 6th, 2006 at 10:51 am
Olá, cheguei hoje no seu blog, não li mais nada somente este texto..bem..eu sou interiormente muito inquieta e não me lembro de alguma época de minha vida que esta questão não fosse pertinente.
Estou sempre me questionando sobre a rota que escolhi ou os desejos que tenho. Houveram épocas que eu senti que estava longe demais de mim mesma, de meu corpo, de minhas necessidades autênticas. Houveram épocas em que me perdi tanto que não sabia mais quem eu era e o que eu realmente deseja e queria. Sabia o que era esperado de mim e em resposta aos condicionamentos sociais, quase me destruo.
O custo da mudança foi alto, (mas não tanto como o de que eu estivesse na rota anterior) e está valendo..tem dado sentido a minha existência. Outro de meus temas permanentes..
Refiz vários roteiros e continuo fazendo isso…e obviamente continuarei a fazê-lo. Ou seja eu tinha um conceito de liberdade e integridade, renunciei-o, perdi-me, paguei a conta, voltei a revisar tudo e consegui libertar-me da pressão externa, no sentido amplo do termo. Sinto que faço todas as opções possíveis, embora evidentemente, não se possa negar que o contexto da mundo onde estou inserida me pressione de modo bastante incômodo…por exemplo…ando com medo de subir a minha rua, e nunca tive medo de nada..Motivo: assaltos diários. Lógico que penso que posso ser a próxima. Não deixo de sair, mas já me vejo fazendo uma adaptção que não pretendia. Eu gostaria de entrar e sair a qualquer momento como sempre fiz. Veja..fiz uma adaptação contrária a minha vontade.
Este ano adotei pelo três mudanças importantes: Assumi uma religião em profundidade, tornei-me vegetariana por razões éticas e políticas e mudei o modo de vestir-me ainda que a minha profissão me solicite outro…rs rs rs..por que ando melhor na rua com este que com o anterior…parece uma coisa banal..mas até os sapatos que a gente usa refletem o modo de vida de alguém..e como isso é importante!!
Claro que tem dias horríveis, por exemplo quando um amor acaba, quando se perde um sonho, rsrsrrs mas sei que acabou porque completou o ciclo….e isso não tem nada a ver com o externo. Continuo vulnerável e assumir isso faz parte também.
Bem..vou indo..escrevi demais…um abraço.
Voltarei para visitá-la.
gaivotanoazul
December 10th, 2006 at 5:52 am
entao eu tenho um amigo meu ,que sonhou umas duas ou tres vezes que estava dentro de um quarto escuro na verdade esse lugar era como se fosse uma bola sem luz nenhuma e dai ele acordava desesperado,como se ele tivesse sendo sufocado,,duas semanas depois seu restaurante pegou fogo,e agora ele quer saber se tem como evitar que coisas ruins expressadas em sonhos virem realidades no mundo corporeo,e o que ele pode fazer a respeito,ou se tem como ele previnir de alguma maneira,nesses mesmos dias ele durmia e acordava com o sdentes travados e tinha a impressao que eles iam se quebrar,enquanto durmia,o que vcs podem fazer pra nos ajudar com esses tipos de sonhos ,por favor precisamos de sua ajuda ,espero uma resposta de vcs e desde ja obrigada
Luana Nakazawa
January 2nd, 2007 at 6:46 pm
Eu me questiono sempre. E recentemente tomei uma decisão dolorosa…ainda dói… Deixei de ser advogada (infeliz) para ser guia de turismo (feliz). O preço foi e está sendo alto. As vezes me sinto tão insegura que não acredito que tenha valido a pena, mas quando volto de um trabalho como guia, volto tão cheia de vida …que as sombras de dúvidas são espantadas para bem longe.
May 6th, 2007 at 10:02 pm
thats amazing.. olha amei sua msg
preciso realizar algumas mudancas na minha vida
e vc esta contribuindo para isso
continue a nos escrever
bjss
May 11th, 2007 at 11:32 pm
Fui procurar informações sobre o filme “The Secret”. Entrei no google…cliquei aleatoriamente…apareceu o seu blog…excelente!!…talvez sinestesia tenha me atraído.
Surpresa ao verificar o teu sobrenome…coincidência?…ôhh poder de atração!!…
Parabéns!
Volto para ler com mais calma…com mais tempo.
Müller
June 11th, 2007 at 11:24 pm
Já há alguns dias venho me questionando se estou fazendo o que realmente quero. Acabo de completar 26 anos e percebi que não estou feliz com as escolhas que iz até então. Quero fazer algo legal, que no fim do dia eu possa dizer: valeu a pena! E hoje, sem sono, navegando pela net, coincedência ou não, achei este blog e me identifiquei em absoluto. Eu sempre gostei do menos convencional e sempre fui muito criticada por isso. Sinto agora que preciso buscar qual é o meu verdadeiro sonho, aquilo que me realizará como profissional. Vou espiar mais teu blog, que sabe não me ajuda a descobrir o que está guardado dentro de mim mesma e, por hora, não consigo ver… Obrigada!
July 29th, 2007 at 9:10 am
[...] vez esta pergunta ecoou profundamente em mim. Não porque eu nunca tenha feito este questionamento, muito pelo contrário, mas porque eu percebi que responder esta pergunta era ainda mais importante do que eu pensava. [...]
May 3rd, 2008 at 12:04 pm
primeira coisa gostei do seu post… eu vivi isso quando anos passados fiz uma opção não muito convencional, logo quando sai da faculdade de filosofia (usp) resolvi fazer encontros para candidatos ao sacerdocio (padres) bem foi um terremoto em minha vida.. tipo mas tu cara tu vai viver sem mulher?, cara tu vero boiola ? meu paga um psiquiatra…com o dinheiro que tu tem nossa eu casava com …. encurtando chegou o momento de decidir logico que fiz a opçao menos convencional …hoje faço o 4 ano de teologia na puc,e vou ser padre missionario na africa..tou e sou feliz bjs a todos