November 2007
Monthly Archive
Tue 27 Nov 2007
Postado às 10:30 pm | Categoria:
Project 365[4] Comentários
Completei uma semana de Project 365 e resolvi postar aqui no blog um mosaico semanal. Antes das fotos, queria comentar que estou adorando participar do projeto. Sabendo que precisa tirar uma foto por dia, você presta mais atenção à sua volta, nota coisas que no dia-a-dia costumam passar despercebidas. Te obriga viver um pouco mais no presente. E o registro visual (muito embora esta semana não tenha sido particularmente interessante) realmente te ajuda a lembrar o que aconteceu em cada dia. É interessante quando eu entro no set do Flickr, onde no primeiro dia havia uma foto e o restante do espaço em branco e agora ver este espaço em branco sendo preenchido com fotos novas todos os dias. Vai ser bem interessante olhar em retrospecto para um mês de fotos, 3 meses, 6 meses, um ano.
Eu quero achar uma forma melhor para montar o mosaico da semana aqui no blog, mas enquanto isso não acontece, aí vão as fotos desta semana (com os links para as fotos individuais no Flickr, onde tem mais informações na descrição de cada uma):

[4] Comentários
Wed 21 Nov 2007
Postado às 7:12 am | Categoria:
Project 365[13] Comentários
Há muito, muito tempo, eu encontrei o “Project 365” – que é um projeto que propõe que as pessoas tirem uma foto por dia durante 365 dias – e me interessei de cara, mas por algum motivo nunca me animei a começar pra valer. Vira e mexe pensava nisso, voltava no site, mas começar mesmo que é bom, nada…
Enquanto isso, minha câmera digital antiga, que já não era mais lá estas coisas, pifou de vez umas 2-3 semanas atrás. Eu vinha adiando a compra de uma máquina nova e, na verdade, deveria mesmo ter esperado para comprar em dezembro, mas ficar sem ter como tirar fotos começou a me dar nos nervos. Pesquisei por câmeras mais em conta para comprar uma que ficasse de estepe, mas acabei conseguindo um negócio muito bom numa Sony W35 no sábado e comprei. (ítem riscado da lista de 101 coisas. \o/).
Brinquedo novo, sabem como é… Talvez pelo fato de estar com uma câmera nova, finalmente me senti inspirada o suficiente para abraçar de vez a idéia do projeto 365. Isso significa que, por um ano, eu vou tirar e postar uma foto diariamente. Por uma questão de praticidade, as fotos irão para o Flickr e ficarão disponíveis neste link – e estou considerando a idéia de postar aqui no blog também (não sei se todos os dias ou se uma vez por semana – um mosaico da semana).
E embora eu esteja postando só hoje sobre isso, oficialmente comecei o projeto ontem, dia 20 de Novembro, com a foto abaixo (clique para ir à página da foto no Flickr e ampliar):

O projeto tem adeptos no mundo inteiro e um grupo bem movimentado no Flickr, onde as pessoas até sugerem temas para cada semana. O conceito gira em torno da idéia que ao tirar uma foto por dia você cria um histórico visual do seu ano. Portanto, o ideal é fotografar algo que tenha tido relevância em cada um dos dias, o que lá na frente poderá ajudá-lo a lembrar o que aconteceu em cada dia. É legal, também, tirar fotos de si próprio(a) de vez em quando para que as mudanças possam ser percebidas.
Quem quiser mais informações, visite o site oficial do projeto. E se alguém quiser me acompanhar via feed, use este link.
[13] Comentários
Tue 20 Nov 2007
Conhecem aquela velha pergunta sobre o que você levaria para uma ilha deserta se fosse ficar lá a vida toda? Pois bem, por algum motivo fora da minha compreensão esta pergunta veio à minha cabeça várias vezes nos últimos dias (vai entender!)… Acho que é porque às vezes filosofo demais sobre tudo.
A essência da pergunta original tem a ver com a identificação de valores: o que é importante para a pessoa que responde. Além disso, é uma forma de exercitar a criatividade pois se você só pode levar 3 coisas para passar a vida numa ilha deserta, vai pensar em sobrevivência física, emocional e psicológica e tentar achar ítens que supram estas necessidades da forma mais abrangente possível.
Mas a pergunta original é aberta demais e a variação clássica “Quais os 3 livros que você escolheria para levar para uma ilha deserta?” é bem entediante. Então, para tornar a coisa um pouco mais interessante, resolvi modificar um pouco a idéia , transformá-la numa listinha de perguntas mais específicas e taguear outras pessoas para responderem e passarem adiante.
O enredo é o seguinte:
Você vai passar exatamente um ano em uma ilha deserta, onde existe uma certa infra-estrutura, mas ela é limitada. Além de você não haverá mais ninguém na ilha, mas você terá acesso a alguns privilégios limitados. Com isso em mente, seguem as perguntas:
1. Na ilha você terá água à vontade e frutas nativas. Se souber pescar, com sorte vai poder comer um peixe de vez em quando. Fora isso, você terá que escolher apenas um tipo de comida salgada e um tipo de comida doce para comer todos os dias, o ano inteiro (podem ser cruas ou cozidas). Quais você escolhe?
2. Além da água (e, também com sorte, água de côco se você estiver disposto(a) a subir no coqueiro) não há nenhuma outra bebida na ilha, mas você pode também escolher um único tipo de bebiba, fria ou quente, alcoólica ou não, para ter à sua disposição ao longo do ano. Qual você escolhe?
3. Para manter a tradição, você pode também levar um único livro. Que livro você leva?
4. Igualmente, você poderá levar um único filme para assistir. Que filme você leva?
5. Você terá um notebook à sua disposição, mas com um único programa instalado. Mas você não pode usar um programa de comunicação (como email ou mensagens instantâneas). Qual programa teria mais utilidade para você e por que?
6. Você poderá acessar a internet, mas este acesso é limitado a um único site, o ano todo. (Se você escolher o Google, por exemplo, não poderá navegar para os links dos resultados da sua busca, que estão fora do Google). Também não pode ser seu webmail, Meebo e afins ou sites de notícias (o que elimina os portais). Fora isso, não há restrição nenhuma ao tipo de site, inclusive os que permitem comunicação de outros tipos. A qual site você quer ter acesso por um ano e por que?
7. Você também poderá ouvir música. Mas, claro, você terá que ouvir a mesma música o ano todo, pois só pode escolher uma. Qual você leva? E se fosse um CD?
8. Você poderá escolher um dia do ano para fazer uma única ligação para uma única pessoa, com quem poderá falar por 10 minutos. Para quem você vai ligar, quando e por que?
9. Você poderá escolher um programa de TV para assistir ao longo deste ano na ilha – limitado à freqüência de uma vez por semana. Você só não poderá assistir nenhum tipo de noticiário, fora isso não há restrições. Que programa você quer assistir?
10. Quando for seu aniversário, você terá direito a receber uma carta de um(a) amigo(a) ou familiar que tenha uma novidade para contar (sobre si próprio ou não). De quem você gostaria de receber a carta e com qual notícia?
11. Como não queremos que você transforme uma bola de vôlei no seu melhor amigo imaginário e a única pessoa na ilha será você, você terá direito a levar um animal de estimação para lhe fazer companhia (veja como estou facilitando sua vida!). Que tipo de animal você escolhe e por que? É um animal que você já tenha?
12. Do que você acha que sentirá mais falta? (Contato com as pessoas? Tecnologia? Não saber o que está acontecendo no mundo? Etc…)
13. Por outro lado, o que você acha que será positivo, proveitoso ou benéfico na experiência? Ou divertido?
14. Por fim, você tem direito a levar 3 outros ítens à sua escolha que:
a) não entrem em contradição com nenhuma das perguntas anteriores
b) não seja algo que você vá usar para sair da ilha, como um barco, por exemplo.
O que você vai levar e por que?
Depois de responder, repasse para quem quiser, idealmente para 5 pessoas.
Convido a responder as perguntas:
- Ana Paula (que não está em uma ilha deserta, mas se mudou para o Canadá e está longe das pessoas queridas)
- Alessandra (que faz aniversário hoje, me presenteou com uma camiseta do WordPress \o/ – e mora na “ilha” britânica – Inglaterra)
- Lu Monte (que sempre tem respostas e reflexões interessantes para tudo!)
- Rodrigo Bressane (porque eu mal posso esperar pra ver as pérolas-respostas que ele vai dar!
)
- Gustavo Gitti (que é filósofo por natureza e tem um blog interessantíssimo!)
- Daniel Santos (que escreve posts detalhados e abrangentes e vai dar uma perspectiva de pai de família)
- Thabata (que está de blog novo, adora o Sinestesia, usa meu tema Connections
e é moderadora do Chinchila Online)
Vou publicar minhas respostas no próximo post.
[25] Comentários
Sat 17 Nov 2007
A discussão sobre resenhas pagas em blogs está dando muito pano pra manga – você pode ler várias opiniões no Nossa Opinião. Minha opinião sobre este assunto é a seguinte:
Muito embora resenhas pagas sejam vistas por algumas pessoas como “compra de opinião”, isso me parece falta de informação. Não dá para generalizar desta forma. O problema não está no modelo em si, mas na postura ética de quem recebe para fazer a resenha.
Eu ainda não fiz. Já tive algumas oportunidades, mas na época não pude fazer por falta de tempo. No entanto, não tenho problema algum em publicar uma resenha patrocinada e, se a oportunidade surgir novamente e as circunstâncias permitirem, o farei sem nenhuma hesitação – mas de forma ética. Aqui no blog eu já falei positiva e negativamente sobre diversos produtos, serviços e empresas. De graça. Nunca ganhei nada do Boticário, por exemplo, para escrever sobre seus produtos ou sobre a empresa, nem antes nem depois que isso virou parte da matéria na Época Negócios. Se eu publico estas opiniões de graça, qual é o problema em receber para publicar exatamente as mesmas opiniões, se a empresa está disposta a pagar por ela?
É preciso fazer uma distinção entre receber para escrever o que a empresa quer que você diga e receber para dar sua opinião, seja ela qual for. Ainda assim, pela linha que seguem as pessoas contra as resenhas pagas, agências de propaganda não deveriam existir. Elas ganham dos cliente não só para criar uma campanha falando bem sobre um produto ou serviço, mas também para criar um desejo e uma intenção de compra – quer a agência ache que o produto seja bom ou não. Se o contra-argumento para isso é que “as pessoas sabem que é uma propaganda”, avisar o leitor quando se trata de uma resenha paga mata este argumento. E qualquer blogger ético faz isso, além de não ser obrigado a dar uma opinião favorável.
Com isso em mente, eu acho que uma resenha paga a um blogger que vai dar sua opinião sincera é uma forma de propaganda muito mais autêntica e verdadeira. O que é bom, pois ninguém gosta de se sentir manipulado e, ao ser verdadeiro, o blogger está apenas expressando uma opinião. Não entendo por que isso é visto com maus olhos, quando é uma forma honesta de divulgação, quando ninguém está tentando manipular o leitor, ao contrário do que acontece com muitas campanhas de marketing às quais você está sujeito há tanto tempo que nem sequer questiona. Se eu acompanho um blog e vejo uma resenha destas sabendo que a opinião é sincera, a credibilidade e o valor desta opinião são para mim maiores do que qualquer propaganda veiculada oficialmente, online ou offline. O que estas empresas estão comprando não são opiniões favoráveis, elas estão comprando um espaço no blog de alguém para a emissão de uma opinião que pode trazer um bom retorno porque o boca-a-boca é a forma mais eficaz de propaganda. Ela carrega maior credibilidade por ser uma indicação pessoal. Evidentemente, eu também sou contra a venda da opinião em si, ou seja, contra uma resenha positiva que não corresponde à opinião real de quem a escreve. Mas, de novo, esta é uma questão ética ligada ao indivíduo postando a resenha e não com o modelo de resenhas pagas em si. É fundamental esta distinção.
Isso já foi falado por algumas pessoas, como o Manoel Netto, a Lu Monte e outros, mas para me juntar ao coro, se uma empresa me pedir uma resenha e não houver nada de positivo que eu possa dizer (ou se a opinião for negativa na sua maior parte), minha postura será a de informar isso à empresa e deixar que ela opte se quer ou não que o artigo seja publicado. Ou simplesmente recusar a resenha. É uma questão de respeito.
Também sou contra não avisar explicitamente ao leitor quando se trata de um artigo pago. Na verdade, se a opinião é verdadeira, nem acho que isso tenha assim tanta relevância como se prega, mas como isso é considerado como respeito ao leitor pela maioria das pessoas, explicitar a natureza da resenha adquiriu relevância por convenção. Além disso, explicitar esta informação mantém sua credibilidade pois você está sendo honesto com o leitor. Então se algum dia eu fizer um artigo pago, seguirei esta convenção. Na minha opinião, tratar uma resenha patrocinada desta forma (avisando o leitor) a torna mais respeitosa na medida em que, em alguns casos, aquela opinião, embora sincera, não necesariamente seria publicada se a empresa não tivesse pago para isso.
O blogger que opta por ser pago para escrever algo em que não acredita não está sendo ético. Ninguém gosta disso, mesmo as pessoas que defendem o modelo. Mas desonestidade é uma falha de caráter em qualquer meio ou circunstância e não um problema inerente à compra de resenhas em blogs.
Além disso, ler ou não ler uma resenha paga é opção do visitante do blog. Eu, particularmente, leio quando é algo que me interessa, da mesma forma como leio qualquer outro post em qualquer blog. Se eu vejo que a opinião é inconsistente com o restante do blog e percebo isso como indicativo de falta de ética, páro de ler o blog. Muito simples. E nenhum blogger em sã consciência vai colocar em jogo sua credibilidade para ganhar alguns trocados. Os que fazem isso, naturalmente vão perder leitores e, com eles, o interesse das empresas em pagar por resenhas, já que aquela opinião não carrega mais credibilidade e não há visitantes para ler.
O que eu acho que incomoda as pessoas é partir do equivocado pressuposto que ganhar dinheiro com blog é de alguma forma errado. Neste ponto estou com a Lu Monte que escreve:
Essa mentalidade de que ganhar dinheiro é feio não é de hoje. A colonização portuguesa católica associou o lucro ao pecado, o dinheiro a Mamon, o enriquecimento à alma vendida ao diabo. Veja a diferença de mentalidade na América do Norte. Lá em cima, valoriza-se o self-made man, o cara que subiu na vida por seus próprios méritos, o acúmulo de dinheiro, desde que honesto. Em terras tupiniquins, quem tem sucesso ou dinheiro quase se sente culpado por isso e tem de ouvir o discurso “num país em que tantos passam fome”, yada yada yada.
Vamos amadurecer um pouco e entender que resenhas patrocinadas são uma forma de propaganda como outra qualquer. Na verdade, quando feita de forma ética, eu vejo como uma evolução dos modelos de propaganda tradicionais na medida em que uma opinião verdadeira não é manipulativa, postada nos blogs corretos atinge uma audiência qualificada e já pré-disposta a ler sobre coisas relacionadas àquele nicho específico e a qualidade e a credibilidade da opinião são maiores. É uma relação “ganha-ganha-ganha”: a empresa divulga seus produtos/serviços ou recebe feedback, o blogger recebe para dar sua opinião e o leitor recebe uma opinião que pode ajudá-lo em uma decisão de compra ou a formar sua própria opinião.
Outra questão que muitas pessoas precisam amadurecer é a idéia de há algum problema em fazer dinheiro com blogs. Não há absolutamente nada de errado em monetizar um conteúdo que você trabalha para oferecer (e paga para manter). Até porque algumas pessoas vivem disso. Assim como um autor de livros vive da venda de seus livros, com a única diferença que as pessoas pagam diretamente por eles, enquanto nos blogs quem paga a conta é o anunciante. Mas, essencialmente, é a mesma coisa: troca de valor em forma de conteúdo/informação/opinião/expertise por valor monetário. Só muda mesmo quem paga a conta. Isso sem falar que o blogger é uma pessoa que tem total liberdade editorial.
Para arrematar: criticar o modelo em si é falta de conhecimento. Critique o blogger que faz resenhas patrocinadas sem ética, da mesma forma que você talvez criticasse qualquer pessoa que ganha dinheiro de forma disonesta, mas não há nada de errado com o modelo em si. Ele representa uma evolução, na minha opinião, em uma época em que consumidores já estão pelas tampas com o discurso vendedor manipulativo praticado há décadas. E se você for fazer um post patrocinado, seja ético. Avise o leitor, dê uma opinião sincera, escreva sobre o que entende e não tente ficar em cima do muro porque está sendo pago. Seja verdadeiro. Você não está sendo pago para elogiar necessariamente ou para ficar em cima do muro. Você está sendo pago pela sua opinião e neste modelo de resenhas pagas, o anunciante sabe disso (basta olhar os termos de sites como o ReviewMe). Qualquer coisa diferente disso, melhor você monetizar seu blog de outra forma, ou sua credibilidade vai por água abaixo.
P.S.: Aviso ao leitor: Este post foi patrocinado por mim mesma, eu paguei para postar minha própria opinião com um potinho de iogurte e vários minutos de conexão banda larga.
– e um refrigerante, mas não vou dizer a marca, senão vai ter gente achando que é jabá.
[2] Comentários
Fri 16 Nov 2007
Lembram-se do Teste do Cubo sobre o qual postei um tempinho atrás aqui no blog? Pois então, muitas pessoas me pediram informações sobre a interpretação e eu passei alguns links em inglês, mas para quem não fala inglês isso não ajuda muito.
Eis que hoje descobri lá no blog do Jairo Siqueira, o Criatividade e Inovação, a tradução de algumas possíveis interpretações das simbologias mais comuns. Então, quem ficou perdido na hora de interpretar seu “cubo”, dê uma passadinha por lá e veja se as interpretações sugeridas batem com a realidade. Lembrando que a imagem mental que cada pessoa cria é muito subjetiva, então não necessariamente a interpretação sugerida é fiel a todos os casos, mas já é um começo, certo?
Comente este post
Fri 9 Nov 2007
Postado às 4:00 am | Categoria:
Blog[7] Comentários
Há dias estou tentando postar algo aqui no blog e o WordPress me traz de volta um erro “Not Acceptable”. Acho que o sistema não gostou do assunto do post. hehe
Este é um post de teste para ver se é algo vinculado ao outro que estou tentando publicar ou se é algo local. Porque no servidor eu já sei que o problema não está, o suporte postou normalmente ontem.
Então vamos lá: se você estiver lendo este post é porque eu não faço a menor idéia do porquê não consigo publicar o outro…
Edit um minuto depois: Yup, o sistema definitivamente “está vetando o assunto do outro post”.
Desculpa, Bressane, eu juro que tentei! Era sobre suas pérolas no Twitter. Mas vou continuar tentando.
[7] Comentários
Thu 1 Nov 2007
Postado às 10:26 pm | Categoria:
Dia-a-dia[11] Comentários
Pra quem não sabe, eu adoro tomar banho de chuva. Sempre – digo SEMPRE – que tenho a oportunidade de fazer isso, faço.
O calor insuportável que tem feito estes dias proporciona a oportunidade perfeita para um bom banho de chuva na hora em que ela chega.
Soube que hoje caiu uma tempestade torrencial aqui na minha cidade, mas eu, exausta por ter ficado muitas horas acordada, dormia quando isso aconteceu. Frustrada por ter perdido a chance de sair na chuva, fiquei torcendo para que chovesse novamente.
Enquanto isso pedi comida delivery para o jantar. Quando o entregador chegou, deu-se conta de que tinha esquecido parte do pedido, então ficou de voltar. Eu entrei e comecei a comer. Cinco minutos depois começa a cair o mundo lá fora. Chuva das pesadas, tempestade mesmo. Achei que o entregador esperaria passar para voltar, mas 2 minutos depois lá estava ele na minha porta.
Para eu poder pegar as coisas, teria que ir até a parte da frente de casa – que não tem cobertura. O entregador, então, muito simpático, pediu para eu esperar que ele tirasse as coisas da caixa para que eu não tomasse muita chuva. (Hehe…) Ele pingava da cabeça aos pés. Eu, então, sem a menor hesitação ou pressa, saí andando enquanto ele me olhava com ar de surpresa. Ambos parados na frente de casa com o céu vindo abaixo, seguiu-se o diálogo abaixo:
- Não se preocupe, eu adoro tomar chuva. Estava até pensando em vir aqui fora de propósito.
- É mesmo? Então você é das minhas. As pessoas me acham louco por sair fazendo as entregas neste temporal, mas eu não estou nem aí. Não tem nada melhor do que tomar chuva, ainda mais neste calor.
- Verdade. Eu estava torcendo pra cair mais uma boa chuva hoje, porque a da tarde eu perdi.
Trocamos mais umas duas ou três frases no mesmo estilo. Ele, então, se afastou e viu que logo atrás dele havia uma enorme poça d’água. Quando digo enorme, daria para uma família de patinhos morarem nela. Era realmente grande. Empolgado com o papo da chuva, o entregador pulou do meio-fio bem no meio da poça com toda a força que pode, fazendo um “splaaasasshhhhh” considrável. Deu mais uns pulos ensopando a bota, a roupa, jogando água para todos os lados e rindo. Isso, de capacete, caixa nas costa, calça e jaqueta pretas. Uma imagem simplesmente impagável!
Eu, do meu lado, fiquei ali parada, ainda embaixo d’água, olhando aquela cena com um sorriso no rosto e lamentando por não ter uma câmera na mão naquela hora. Teria dado uma bela foto. Fiquei ainda mais alguns minutos lá fora depois que ele foi embora aproveitando a chuva.
É difícil achar alguém que curta chuva como eu. Mas eu nunca tinha encontrado alguém com o mesmo tipo de atitude que eu tenho com relação a ela. Enquanto a maioria dos outros entregadores estão provavelmente presos e irritados esperando a chuva passar ou ao menos diminuir, este cara está curtindo o trabalho dele esta noite exatamente porque está chovendo e tirando o melhor da situação. Difícil passar em palavras o que foi a imagem dele pulando dentro da poça, por isso eu queria ter tirado uma foto (uma imagem vale mais que mil palavras, certo?). Mas chegou a ser poético. Entrei em casa com um sorriso no rosto por causa da atitude inusitada dele. Não fosse o fato de eu estar no meio do meu jantar, acho que teria eu também ido fazer o mesmo.
A chuva agora está mais fraca. Mas torço para que chova mais nos próximos dias, pois hoje não aproveitei nenhum dos dois pés d’água que caíram como gostaria.
Bom feriado pra todo mundo e aproveitem bastante. Especialmente se chover.
[11] Comentários