May 2007
Monthly Archive
Tue 22 May 2007
Postado às 6:09 pm | Categoria:
Bizarrices ,
Blog[15] Comentários
No dia 7 de abril de 2006, eu coloquei um post aqui no blog dizendo que estava com dificuldades de postar um vídeo do YouTube pelo WordPress. Logo o Paulo Camargo postou a solução e deu tudo certo. No entanto, uma outra pessoa (Simone) postou um comentário sobre como postar vídeos NO YouTube. Passo-a-passo. Este comentário acabou trazendo ao blog pessoas procurando por esta informação. E aí, pasmem, começaram a aparecer comentários de pessoas perguntando “como postar um vídeo no YouTube?” (entre outras coisas que nada tinham a ver com o post – mas sim com o YouTube). Depois do segundo comentário, eu respondi dizendo que a resposta estava acima, no comentário da Simone. Depois disso, mais QUATRO pessoas fizeram a mesma pergunta. Mais uma vez, eu educadamente respondi, dizendo que a resposta estava acima. Logo em seguida, MAIS UMA PESSOA postou A MESMA pergunta! Mais pra frente um pouco, mais outra… (suspiro…)
Aí eu perdi a paciência e postei um comentário dizendo o seguinte:
*** ATENÇÃO ***
Ao pessoal que está postando comentários perguntando como postar um vídeo no YouTube, POR FAVOR LEIAM OS DEMAIS COMENTÁRIOS, pois isso está explicado em detalhes no comentário da Simone – e este nem era o propósito original do post. Preguiça de ler não vai te trazer a resposta. Fazer uma pergunta para a qual a resposta está acima é o cúmulo da preguiça! Se houver mais comentários com esta pergunta, eu vou simplesmente deletar.
Se você está se perguntando por que eu sequer aprovei estes comentários, boa pergunta. Não sei. Acho que parte de mim queria ver até onde ia a coisa – e também alguns não passaram pela moderação.
Bem, depois de colocar o texto acima, acreditem se quiser, vieram mais 3 comentários com… – adivinhem… – (pausa para efeito dramático)… A MESMA PERGUNTA!
Dois deles eu apaguei. O terceiro eu postei:
vc sabe como fazer pra min carregar videos no you tube se souber vc me responde por e mail fazendo favor flw ate mas e obrigado por enquanto.
Eu não sei o que é pior. Se é a total inabilidade de ler ou a total inabilidade de escrever. Me arrependi de ter apagado os outros 2 comentários, mas querem apostar que surgirão ainda outros?
Eu honestamente não sei como estas pessoas esperam ter condições de usar um serviço como o YouTube. Ou qualquer outro.
Eu poderia escrever um longo texto sobre esta situação, mas querem saber? Nem precisa, precisa? Acho que todos os leitores inteligentes deste blog já captaram a mensagem.
Mas, se alguém se habilitar a fazer um desenho, pode ser que ajude. rs.
E quem quiser acompanhar a “saga”, siga este link.
[15] Comentários
Mon 21 May 2007
Interessante… Quando alguém me pergunta “o que eu faço”, sempre tenho dificuldades em responder. Por que? Porque eu faço muitas coisas. Porque diversidade é essencial para mim. Porque o tipo de diversidade que eu busco – e vivencio – profissionalmente não cabe dentro de um cargo (ou de um emprego, a propósito – o que é um dos motivos, aliás, pelos quais eu não tenho um). Pra mim, não existe resposta simples para esta pergunta.
Pra começo de conversa, muito embora este tipo de pergunta seja comum, especialmente quando se conhece alguém novo (é um tópico iniciador de conversas), na nossa sociedade as pessoas se definem muito (e definem os outros também) pelo seu emprego ou atividade profissional. “Sou engenheiro/advogada/arquiteto/consultor/professora/empresário” etc, etc, etc… Se por um lado isso tem um propósito, até certo ponto compreensível, acho que extrapolamos o propósito e damos valor demais a estes rótulos, como se fossem a coisa mais importante sobre uma pessoa.
Outro dia alguém me deixou um scrap no Orkut e eu fui olhar o perfil da pessoa. Lá tinha uma frase que dizia:
“Poderia dizer aqui tudo o que eu já fiz e deixei de fazer profissionalmente, mas aprendi a não mais atrelar meu ego ao meu trabalho. Eu não sou o que eu faço, eu sou o que eu sou.”
Isso sintetiza tão bem o que eu penso sobre este assunto que até deixei um comentário. As pessoas são muito mais – e muito mais interessantes – do que o cargo que ocupam, do que o rótulo que vem com o cargo. Até porque, a vida profissional é apenas uma face de cada indivíduo.
Eu e o Marcelo costumávamos conversar sobre isso às vezes; você liga em qualquer lugar e a conversa costuma seguir este padrão:
- Boa tarde, gostaria de falar com “fulano” por favor.
- Pois não, quem está falando?
- Patricia.
- Patricia de onde? (esprando que você se identifique através de um cargo e uma empresa.)
De novo, existe um motivo perfeitamente razoável para isso, identificar propriamente a pessoa antes de passar a ligação. No entanto, o que acaba ficano implícito é que você TEM que ser de algum lugar, de alguma empresa. Não existe o indivíduo, existe o indivíduo vinculado a uma empresa e a um cargo. Experimente dizer “de lugar nenhum, sou só a Patricia”. A pessoa do outro lado fica completamente perdida. Acreditem, eu já tentei. A reação é sempre algo como: “………. Mas… de onde exatamente?”
Eu e o Marcelo costumávamos brincar, criando respostas criativas e engraçadas para a pergunta. Mas no fundo, eu não vejo graça nenhuma nisso. Acho absurdo que tenhamos chegado a um ponto em que o rótulo é mais valorizado que o indivíduo. E não me digam que não é – experimentem se apresentar como “a assistente da Diretora bam-bam-bam”, depois ligue de novo e se apresente como “a diretora bam-bam-bam em pessoa”. Até o tratamento será diferente.
Não quero dizer com isso que estes rótulos não tenham seu valor. Se uma pessoa ocupa determinado cargo, em geral (em geral!) isso é representativo de um nível de conhecimento e experiência correspondentes (nem sempre isso é verdade, mas vamos considerar que seja) e, evidentemente, isso tem valor. O problema é que não é nisso que colocamos o foco, não pensamos que a pessoa tem determinado cargo porque percorreu um caminho de crescimento. Ao invés disso, a percepção é de que a pessoa é importante/ganha bem/etc. Esta pessoa é “respeitada” pelas cifras no contra-cheque, quando deveria ser respeitada pelo valor de seu conhecimento e experiência. É uma diferença sutil de ser percebida, mas representa uma diferença enorme na prática. É um reflexo de valores sociais – e são exatamente estes valores que estou questionando.
Mas voltando à pergunta “O que você faz?”, até a época em que eu trabalhava em agências, era fácil de responder: “Sou gerente de projetos numa agência de internet” – ou algo do tipo que correspondesse ao meu cargo na época. Mas depois que eu optei por sair do mundo corporativo e passei a fazer um monte de coisas diferentes, responder esta pergunta se tornou um problema. A resposta mais simples possível é “trabalho com internet”. Pra quem não entende nada de internet, esta resposta costuma ser suficiente (porém, um tanto quanto vaga, deixando um ar de interrogação na cara da pessoa) e para aqueles que entendem do “babado”, se querem entrar em detalhes, aí eu entro. Ainda assim a pessoa fica meio perdida, porque eu faço muitas coisas diferentes.
Exemplos práticos desta situação:
- Nas vezes em que dei alguma entrevista. Já aconteceu mais de uma vez. Na matéria o jornalista tem que identificar a pessoa entrevistada, então naturalmente faz esta pergunta. Eu já saí na mídia identificada como várias coisas difrentes. Se daqui a cem anos algum doido sem ter nada melhor pra fazer resolver pesquisar para saber quem eu era e o que fazia, baseando-se nas coisas que foram publicadas sobre mim, este coitado vai ficar bem confuso! rs
- Outro dia fui atualizar meu perfil no LinkedIn, onde TODO MUNDO tem um
rótulo (ahem), digo, cargo. Pensei comigo “Que diabos, o que é que eu vou escrever aqui?” Finalmente, escrevi assim (em inglês): “Eu não quero um rótulo. E não preciso de um. Mas se você precisa, dê uma olhada na minha experiência e escolha o que quiser.”
E é bem isso. Tem gente que precisa destes rótulos, para si próprio e para os outros. Eu não quero e nem preciso de um rótulo para definir quem eu sou. E estou muito bem assim, obrigada. Tirando a dificuldade de responder algumas perguntas, isso não muda em nada minha vida. Ah sim, e para tirar visto para os Estados Unidos isso também, aparentemente, atrapalha um pouco. (hehe) Tudo perfeitamente contornável.
E tem mais, eu acho que se definir através de um rótulo é altamente restritivo. Como já dizia Lao Tse, “When I let go of what I am, I become what I might be.” (“Quando eu me desprendo de quem eu sou, eu me transformo em quem eu posso ser.”). (Aliás, precisamos de um rótulo para identificar Lao Tse? Acho que não, né?) É este tipo de liberdade que eu quero para a minha vida: ser o que eu quiser, no momento em que eu quiser, com direito a mudar de idéia, de evoluir, de crescer, de tentar coisas novas quando as antigas não me fazem mais sentido.
No entanto, pela primeira vez eu encontrei um rótulo capaz de me definir. Eu não preciso dele, mas seria um bom título para colocar no meu perfil do LinkedIn.
Explico: outro dia achei um post em um blog (tive que remover o link porque o domínio que era antes um blog hospeda agora um site “pouco familiar” – rs) falando sobre mim e comentando sobre este post que escrevi. Gino Netto escreve:
“Em 1995 eu tinha exatos 22 anos e nem me imaginava trabalhando com informática. Talvez fosse melhor nunca ter imaginado… Mas desde essa época a Patrícia Muller já navegava pela Internet. Essa mulher é uma multifuncional. (…)”
Gino, se você passar por aqui, meus agradecimentos. Você foi a primeira pessoa no mundo capaz de me definir profissionalmente em uma palavra! Coisa que nem eu mesma consegui! Ah, sim, e gostei também do post falando sobre os termos de buscas que levaram pessoas ao seu blog.
Perfeito! A partir de hoje, para todos os que precisam de um rótulo, eu sou a “Mulher Multifuncional”.
Para os demais, eu sou a Patricia, Patty para os íntimos.
E vamos em frente, porque como “Mulher Multifuncional” eu tenho um tanto de coisas a fazer.
Boa semana para todos!
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Sun 13 May 2007
Eu estou há no mínimo 3 semanas (possivelmente mais) tentando escolher uma câmera digital nova pra comprar. Eu olho, comparo, pesquiso e não chego a conclusão nenhuma. Já está me dando nos nervos!!! São tantas marcas, modelos, funções e características – e preços! – que a esta altura do campeonato minha capacidade de julgamento e avaliação está compometia.
Isso sem falar nas opiniões. Pra algumas pessoas as câmeras da Sony são as melhores, pra outras, as melhores são as da Canon, ou da Nikon, e assim por diante. Aí, existem câmeras de marcas que, pra mim pelo menos, não são muito conhecidas, mas parecem ser boas, como é o caso das câmeras da Mitsuca. Eu devo estar muito por fora, mas antes de começar a pesquisar estas câmeras eu nunca tinha ouvido falar desta marca! Alguém sabe se estas câmeras são boas? Se as lentes são boas? Porque comparativamente falando, os preços são bem competitivos.
E aquelas Lumix da Panasonic, alguém tem uma destas pra me dar uma opinião?
Eu vi uma da Samsung que me pareceu excelente, mas aí o Marcelo me mandou um review dizendo que a bateria não dura nada. Pra ajudar, entrando no site da Samsung não há nenhuma referência a câmeras digitais, quanto mais especificações sobre esta câmera particularmente. Convenhamos, se no site oficial da empresa eles nem sequer dizem que fabricam/vendem câmeras digitais, eu pessoalmente não me animo a comprar.
E as câmeras da HP? Acho que não conheço ninguém que tenha uma da HP, mas tem umas que parecem ser ótimas! E as da Kodak?
Como vocês podem ver, estou completamente confusa.
Eu quero uma câmera com as seguintes características:
- Resolução mínima de 5 megapixels – idealmente 6
- Visor de LCD grande
- Memória interna com no mínimo 16MB, preferencialmente 32
- Gravação de vídeo com áudio
- Alimentação por pilha – não bateria de Íon-Lítio (preferencialmente, mas não é essencial). E que a pilha dure no mínimo razoavelmente, pois a câmera que eu uso hoje bebe uma pilha que não é brincadeira!
- Macro boa
- Modos de cena (retrato, noturno, praia, imagens em movimento, etc) e efeitos (sépia, preto e branco, etc) variados
- Zoom ótico mínimo de 3x
- Bom processador = câmera com desempenho rápido
Então, queria fazer mais uma pesquisinha com meus leitores, as perguntas são as seguintes (não precisam responder todas, basicamente estou querendo ouvir opiniões, as perguntas são para facilitar as respostas):
- Qual câmera você tem hoje? Está satisfeito(a) com ela? Por que?
- Se fosse trocar de câmera, qual compraria e por que?
- Dadas as características listadas acima, você tem alguma câmera pra indicar?
Agradeço antecipadamente a todos que responderem. E quando tomar minha decisão posto aqui no blog qual escolhi e quais foram os critérios.
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Wed 9 May 2007
Postado às 4:20 pm | Categoria:
Blog ,
Milestones[4] Comentários
Pessoal,
estou sumida mas estou bem!
Estou só sumida do blog mesmo, eu até escrevi um post bem grande explicando o porquê desta longa pausa, mas o servidor não colaborou na hora de publicar, então vou ter que tentar novamente depois.
Quero agradecer a todos os que me escreveram, alguns preocupados comigo, outros perguntando quando eu iria voltar a escrever e tudo mais, então vim rapidinho dar uma satisfação a vocês e dizer, resumidamente, que minha vida está muito corrida, mas é só uma fase e prometo que vou me esforçar pra postar com BEM mais freqüência, ok? Tenho várias coisas pra escrever aqui no blog, incluindo algumas novidades, mas realmente não tem dado tempo e quando sobra tempo estou tão cansada que não consigo parar pra escrever um texto decente – e pra escrever post “meia boca”, prefiro não escrever nada.
Bem, pra não passar totalmente em branco, ontem foi meu aniversário, completei 35 anos e não houve nenhuma grande comemoração – primeiro por ser uma terça-feira, segundo porque as pessoas com quem eu gostaria de comemorar, com exceção da Paula, não estavam aqui. Só fui pra casa dela à noite pra tomarmos uns drinks. Mas na sexta-feira passada eu fui num barzinho muito legal em São Paulo e dancei a noite inteira, foi ótimo, então meio que considerei esta uma comemoração e também amanhã vou fazer um jantarzinho, aí sim reunindo as pessoas queridas, pra fazer uma comemoração “oficial”.
Bem, por enquanto é isso; hoje, depois de uma maratona louca (de mais de um mês, na verdade, mas especificamente de sexta-feira pra cá) estou tirando o dia de folga, tentando (TENTANDO!) colocar minha vida online em ordem (meu GMail está com 3.898 mensagens não lidas – a maior parte mensagens legítimas e não spams, não tenho a menor idéia de como vou fazer pra ler e responer tudo isso, mas estou tentando), se eu conseguir posto mais alguma coisa aqui no blog mais tarde, senão, me desculpem pela ausência, muito obrigada pelos emails que me enviaram e prometo que estou tentando voltar à rotina normal de postagem.
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