August 2006


Prontinho, vamos falar então sobre o BlogDay. Antes de indicar meus links, quero comentar duas coisitas:

  1. Nossa blogosfera tupiniquim está crescendo em termos de qualidade, não está? Tenho sentido isso. Muitos blogs bons surgindo e se estabelecendo. Muita gente interessante, falando de coisas interessantes, de forma inteligente. Muita gente migrando seus blogs para plataformas mais completas, como o WordPress, investindo em domínio próprio e hospedagem, levando a coisa mais a sério. É a blogosfera amadurecendo. :-)
  2. Ainda estou visitando os links indicados por aí pelo pessoal que está participando do BlogDay. Descobri muitos blogs bacanas que não conhecia ainda. Aconselho a todos que “gastem” um tempinho hoje visitando estes links que estão sendo indicados por toda a blogosfera. Tem muita coisa boa.

Bem, vamos aos links. Foi difícil escolher somente 5 blogs. Eu acabei usando o critério da diversidade, procurei escolher blogs tanto em inglês quanto em português e que falassem de assuntos completamente diferentes:

1) Steve Pavlina – Personal Development for Smart People (Em inglês)
Este é o blog do americano Steve Pavlina, sobre o qual falei neste post. É seguramente um dos 3 melhores blogs – se não o melhor – que encontrei nos últimos tempos. Como o próprio título já diz, é sobre desenvolvimento pessoal e escrito para pessoas inteligentes. Sim, inteligentes. Não é baboseira de auto-ajuda. Para ler e ser capaz de apreciar este blog, você precisa ser uma pessoa no mínimo de mente aberta, interessada em buscar auto-conhecimento e crescimento pessoal. Não é um blog sobre filosofia, mas lá você vai encontrar, entre uma série de outras coisas interessantes, vários artigos falando sobre questionamentos filosóficos de uma perspeciva extremamente racional e lógica. Muito, muito interessante. Eu passo horas lendo este blog e ouvindo os podcasts que, aliás, recomendo fortemente que todo mundo ouça. Precisa gastar um tempinho por lá pra “pegar o jeito” da coisa, então visite com tempo. Se eu precisasse indicar apenas um blog para o BlogDay, seria este. Os textos são excelentemente escritos (em inglês), todos com coerência impecável do início ao fim. Importante saber:

- A razão deste blog existir é porque o autor tem um comprometimento ideológico com seu próprio crescimento e em ajudar no desenvolvimento pessoal do máximo de pessoas que conseguir atingir. Se você ler um pouquinho vai entender o que há por detrás disso.
- Ele deixa muito claro que a intenção não é que você concorde com ele, mas que seus textos provoquem reflexão, façam você pensar e, por conseqüência, você cresça ao final do processo.

Eu faço questão de indicar o meu podcast favorito. Se você tiver que optar por ler ou ouvir apenas uma coisa deste blog, ouça este podcast. Ele será suficientemente interessante para aguçar sua curiosidade para continuar lendo os textos do blog: o título do podcast é “What Is Your Purpose?“.

Visite com calma e vá com tempo e com o cérebro descansado para acompanhar os raciocínios. ;-) O link do título é para o blog, o site principal fica em: http://www.stevepavlina.com

2) Cute Overload (Em inglês, mas o foco do blog são as imagens)
Fritou o cérebro lendo o blog do Steve Pavlina? Vá relaxar no Cute Overload. As meninas vão gostar mais, mas aposto que vai ter muito macho abrindo sorrisinho aí atrás destes monitores. Só pra descontrair. Indicado pela originalidade, pelas imagens bacanas e porque, como todos sabem, sou apaixonada por animais. :-)

3) Doce Blog
Ganhou lugar na minha lista por ser um blog corporativo em plena ascenção, pioneiro, profissional e competente, muitíssimo bem escrito pelo colega Roberto Machado. Não podia faltar um blog corporativo na minha lista e este, certamente, merece destaque e a visita de todos.

4) BlogAjuda
Bom, se estamos falando de blogs, este é um blog para quem tem blog. :-) Ajuda para blogueiros, em especial àqueles que usam o sistema WordPress. Escrito pelo Rodrigo Ghedin, é ainda relativamente novo, mas merece um espaço na minha lista pela iniciativa e pelas dicas úteis, já que tanta gente está migrando para este sistema.

5) Despropaganda
Meu blog favorito sobre propaganda. Acabaram de mudar para o endereço acima (antes o blog ficava em http://www.despropaganda.blogger.com.br). Escrito com uma boa dose de humor e sarcasmo pelos publicitários Bruno Motta, Marcos Guimarães e Danilo Zero.

É isso aí, pessoal. Seleção dificílima!!! Como o Cute Overload é meio café-com-leite (mas eu não queria deixar de indicar), vou me dar o direito de fazer menções honrosas ao Thalis Valle, ao Simples Assim e ao Meio Bit, blogs que visito religiosamente. :-)

Boa navegação pra todo mundo e keep blogging!!!

Technorati Tags: , , ,

[13] Comentários 

…vou postar sobre o BlogDay. Mais tarde porque agora estou saindo. Posto qundo voltar, combinado? :-)

[2] Comentários 

Já há algum tempo, eu venho lendo alguns artigos e ouvindo alugns podcasts de um blog que não vou mencionar agora, porque vou indicá-lo amanhã no meu post do BlogDay. Mas este blog fala de desenvolvimento e crescimento pessoal. Não, não aquelas baboseiras de auto-ajuda. O autor do blog oferece perspecivas pouco convencionais, cheias de insights, de um ponto de vista que por enquato vou chamar de filosófico – por falta de uma palavra melhor. É um prato cheio pra mim, que normalmente já gosto deste tipo de coisa (abordagens filosóficas), mas ultimamente estes textos e podcsts estão muito em sinergia com o momento que estou vivendo e me ajudando a fazer questionamentos importantes.

Eu já ensaiei mil vezes pra começar um post falando não só sobre este blog, mas sobre os assuntos que ele aborda. E hoje, lendo um dos artigos, fiquei pensando em algo e resolvi escrever este post.

Vou começar com uma pergunta: você é o tipo de pessoa que vai atrás dos seus sonhos? Antes de responder esta pergunta, pense em outra: quais exatamente são seus sonhos e até que ponto eles são autênticos ou condicionados pela nossa sociedade e pela nossa cultura? Vou dar um exemplo: se você sonha em casar e ter filhos, já parou pra pensar se isso é algo que você realmente quer ou se você foi tão condicionado(a) desde pequeno(a) a pensar que este é o desenvolvimento “natural” da vida, que inconscientemente você acabou abraçando este “sonho” como sendo seu, quando, na verdade, pode até ser que, sem este condicionamento, você jamais pensaria nesta possibilidade? Ou então, será que você não está tão imerso nas expectativas sociais que sequer considerar a possibilidade de não se casar e ter filhos lhe parece fora demais de contexto para que você tenha a coragem de optar por uma vida menos convencional?

Nós, seres sociais, em geral olhamos com uma certa desconfiança para aqueles que optam (não se acomodam, OPTAM) por estilos de vida diferentes da maioria e tendemos a “achar” que há algo de errado com estas pessoas. Se alguém não se casa ou não quer casar, é porque tem medo ou dificuldades em relacionamentos, por exemplo. Enquanto isso pode ser verdade em alguns casos, nunca paramos para pensar que isso pode ser uma escolha consciente e baseada em coisas que nada têm a ver com medos ou inabilidades pessoais. E provavelmente tendemos a pensar desta forma, porque isso nos dá uma falsa sensação de conforto de que os certos somos nós, vivendo nossas opções conformistas e condicionadas.

Ainda este fim-de-semana estava conversando com uma prima que tem 29 anos. Ela namora, mas mora sozinha, é independente, tem a vida dela. E me disse: “Patty, eu não quero casar ou ter filhos, pelo menos não por enquanto. Pode ser que isso mude um dia, mas por enquanto estou bem e feliz como estou. Não quero dividir meu espaço com outra pessoa, não quero abrir mão da minha independência e não quero limitar minhas possibilidades e meus sonhos tendo filhos agora.” Tem muita gente que olha torto para esta opção dela. A família pressiona, cobra dela uma postura diferente. As expectativas sociais são totalmente discrepantes dos sonhos e opções de vida dela. No outro extremo, eu tenho amigas que se casaram e tiveram filhos e são muito felizes assim. Algumas delas, eu acho que realmente estão felizes. Por pura sorte, os sonhos delas (condicionados, questionados ou não) coincidiram com as expectativas sociais. Outras, eu tenho a impressão de estarem se convencendo de que estão felizes por estarem fazendo o que “deveriam” fazer. Mas lá no fundo, estão gritando. Ou estão em completa negação.

Eu acho que não tem nada de errado com as pessoas que optam por vidas não convencionais (não que tenha algo de errado com as pessoas que vivem vidas mais convencionais, desde que estejam realmente felizes fazendo isso). Aliás, acho que estas pessoas estão mais conscientes sobre suas próprias vidas do que a maioria de nós (sim, estou me incluindo) que sofreu uma lavagem cerebral massificada e nem percebe que seus sonhos são produto direto de condicionamentos sociais. E o mais absurdo disso tudo é que nós mesmos alimentamos o próprio sistema, toda vez que julgamos alguém por fazer opções diferentes das nossas ou das esperadas.

Eu passei por uma experiência enriquecedora que me mostrou isso claramente. Vai, com certeza, passar por aqui o Marcelo, que passou por esta experiência comigo e não me deixa mentir:

Vou contextualizar primeiro: Eu nasci e morei em São Paulo até meus 30 anos. Fiz faculdade, fiz um MBA, trabalhei em agências (sim, na época este era realmente meu sonho). Depois de um certo ponto, já casada há alguns anos, eu notei que aquilo não fazia mais sentido pra mim. O estilo de vida que eu levava, muito embora estivesse até certo ponto de acordo com as expectativas que eu tinha criado pra mim mesma e condizente com as expectativs sociais, simplesmente não fazia mais sentido. Eu ia trabalhar me sentindo desmotivada, estava cansada o tempo todo (esgotada seria mais apropriado), minha vida social e familiar estava reduzida a zero, minha saúde estava reclamando, a falta de sensação de segurança estava me incomodando profundamente – e passar por tudo isso, já não estava mais valendo a pena. Então, como casal na época, eu e o Marcelo colocamos tudo isso na balança e tomamos a difícil decisão de largar tudo e sair de São Paulo – não só sair de São Paulo, mas ir para uma cidade de 70 mil habitantes no interior de SP. Sim, foi uma decisão difícil. Largar pra trás tudo o que você construiu profissional e socialmente (estou falando das amizades relevantes que a gente faz) é algo que demanda uma certa coragem. Mas, nós fizemos.

E agora é que vem a parte enriquecedora da história: nós avisamos as pessoas (amigos, conhecidos, colegas de trabalho, etc…) que estávamos nos mudando. A reação das pessoas foi diversa, mas a maioria demonstrou estranhamento, choque e coisas similares: “Nossa, sério?? Vocês têm certeza que querem mesmo fazer isso? Não é uma decisão meio drástica?” Este tipo de reação, por si só, já ilustra um pouco o que eu estava falando sobre expectativas sociais. Mas o mais incrível ainda estava por vir: esta mudança de vida nos mostrou claramente quem eram as pessoas realmente amigas e as que não eram. Algumas pessoas com quem tínhamos um contato social relativamente próximo simplesmente DESAPARECERAM do nosso contato, da nossa vida. E numa velocidade assustadora. Por que? Porque simplesmente deixamos de fazer parte do contexto de vida “aceitável” na visão delas. Teoricamente deixamos de pertencer ao grupo de “contatos profissionais importantes” e outras coisas do gênero que nem vou me dar ao trabalho de citar. Mas o fato é que, para nós, isso serviu para separar o joio do trigo e nos mostrou o quanto as opções não convencionais causam estranhamento nos cérebros condicionados de forma massificada. Os amigos que eram realmente amigos, mantiveram contato, vieram nos visitar, etc. Os que não eram, sumiram. E reapareceram em momentos que lhes foram oportunos ou quando perceberam que, mesmo estando em outra cidade, não tínhamos exatamente deixado de ser “contatos profissionais” que lhes poderiam ser úteis – ou seja, quando a nossa opção menos convencional se contextualizou novamente para eles. Acordaram um dia, lavaram o rosto com óleo de peroba e resolveram resgatar os vínculos. Too late… (Um parênteses aqui, embora não tenha a ver com o foco do post, mas só pra esclarecer: não é que eu ache que contatos profissionais não sejam importantes. São e todos nós temos. O que é feio é posar de amigo e depois tratar exclusivamente como contato profissional. As relações precisam ser claras.)

Mas enfim, voltando ao foco… Eu acho que este questionamento sobre sonhos é fundamental – ou ao menos deveria ser para a maioria das pessoas, ou ao menos para aquelas que não querem viver a vida em negação ou em estado de alienação. Não é o único que considero importante, mas é o objeto deste post. Se preferir, ao invés de olhar pra isso como “sonhos”, pense em “o que é realmente importante pra você – o que, ao final da sua vida, te traria a sensação de paz, de satisfação, uma vida realizada?”. Eu ando fazendo este questionamento. Não é à toa que a minha lista de 101 Coisas não está completa. Tento separar a parte de mim que quer coisas (que não são exatamente “coisas”) porque estou condicionada a querer ou achar que quero, que quer coisas porque as opiniões de pessoas supostamente felizes indicam caminhos teoricamente também com maior potencial de felicidade, da parte de mim que tem sonhos autênticos. Qualquer pessoa que já tenha passado por este nível de questionamento vai concordar comigo que esta não é uma tarefa fácil. Porque o próprio pensamento, o próprio raciocínio está também condicionado.

Mas uma coisa é certa: eu não quero viver minha vida deixando que a sociedade faça decisões por mim. A vida é muito curta para gastarmos nos enganando, permanecendo deliberadamente cegos com relação à nossa realidade, sem sequer jamais nos questionarmos sobre o que REALMENTE, lá no fundo, nos faz ou nos faria felizes. Eu já vivi boa parte da minha vida fazendo opções convencionais. Já me sinto suficientemente satisfeita – e insatisfeita – por trilhar os caminhos mais percorridos. E já fiz também opções menos convencionais e conheço as conseqüências. E hoje, penso que não há nada pior do que viver alienado, conformado com uma vida que lá no fundo não te faz feliz, mas você não tem coragem para mudar – seja porque você já investiu muito tempo nesta opção, ou porque tem medo das conseqüências, ou porque a sociedade vai te olhar torto se você fizer uma opção diferente. Se você olhar pra dentro de si mesmo, sendo verdadeiramente honesto e enxergar que suas opções de vida e sua situação atual estão em conformidade com seus sonhos REAIS (não condicionados), mesmo que eles por sorte coincidam com expectativas alheias, excelente. Parabéns, você é realmente feliz. No entanto, se você encontrar dissincronicidades, reavalie seus sonhos. Penso que ninguém deveria viver conformado em aceitar sonhos e expectativas alheias. Viva os seus!

Muito embora eu ainda esteja passando por este processo de auto-conhecimento (não é a primeira vez, diga-se de passagem) e, mais importante, de auto-conscientização, eu já tomei algumas decisões recentemente que muitas pessoas não compreendem. Estou prestes a tomar outras que talvez sejam ainda menos compreendidas. E também tomei “quase-decisões” no início do primeiro semestre que me abriram os olhos para toda esta questão. E, por incrível que pareça, eu posso dizer que, no meu caso especificamente, duas coisas estão se tornando claras:

1. Quanto menos convencionais meus sonhos, quanto mais as pessoas se espantam ou me questionam, mais isso se torna um indicativo de que eu estou no caminho certo.

2. Quanto mais eu percebo que estou no caminho certo, maior é a sensação de liberdade e controle que sinto sobre minha própria vida.

E no fim, é só isso que importa. O mundo todo pode discordar das suas opções, mas se você estiver em paz com elas e elas não estiverem prejudicando ninguém deliberadamente, todo o resto é irrelevante. Por outro lado, se você não estiver feliz com as suas opções mas continuar convivendo com elas porque o resto do mundo acha que é assim que as coisas têm que ser, ou porque você está por demais acomodado ou tem medo da mudança, no fim a frustração vai continuar sendo sempre e exclusivamente sua. E se você acha que está feliz, mas nunca fez nenhum tipo de questionamento, então corre o risco de estar vivendo de forma alienada e um belo dia acordar e ver que desperdiçou anos acomodado em uma situação dissincronizada dos seus verdadeiros sonhos e valores. Então, a idéia aqui é: questione e tenha coragem para mudar, se for o caso.

Uma pessoa muito querida, conversando comigo certa ocasião, me deu uma opinião (ou melhor, um conselho) quando eu disse estar em dúvida sobre uma decisão que tinha que tomar, que acho que ilustra um pouco o que falei. Esta pessoa me disse: “Siga o caminho menos trilhado”. Na hora, me pareceu uma resposta inusitada. E depois ficou na minha cabeça. Me relembrou a importância de questionarmos os caminhos seguros que em geral tendemos a escolher.

Vou terminar com uma citação que li em um dos posts do blog que mencionei no inicio:

Whatever you do, you need courage. Whatever course you decide upon, there is always someone to tell you that you are wrong. There are always difficulties arising that tempt you to believe your critics are right. To map out a course of action and follow it to an end requires some of the same courage that a soldier needs. Peace has its victories, but it takes brave men and women to win them.
- Ralph Waldo Emerson

Tradução:
O que quer que você faça, você precisa de coragem. Qualquer curso que você decida seguir, sempre há alguém para lhe dizer que você está errado. Sempre há dificuldades surgindo que lhe tentam a acreditar que seus críticos estão certos. Mapear um curso de ação e seguí-lo até o fim requer um pouco da mesma coragem que um soldado precisa. Paz tem suas vitórias, mas são precisos homens e mulheres corajosos para conquistá-las.

Eu sei que tenho vários leitores que partilham da minha “mania de filosofar”, então, filósofos de plantão, deixem suas opiniões, por favor. E pra você que leu este post na íntegra (ufa!), “filósofo” ou não, me diga: você já fez este tipo de questionamento?

[19] Comentários 

Assim como o Neto Cury, me rendi ao Captcha. Nos rendemos, na verdade, pois também instalei o plugin no blog do Marcelo.

O problema de spams nos comentários está sério. Está comendo toda a taxa de transferência no Pink Frog (blog do Marcelo), tirando o blog do ar todo mês. O meu não chegou a sair do ar, mas fica crítico.

Atualmente, eu utilizo o Akismet para controlar os spams. Mas não está sendo suficiente. O Captcha é um sistema meio chatinho, porque obriga a pessoa que vai comentar a digitar um código de segurança. Mas eu não encontrei nenhuma outra alternativa mais simpática capaz de resolver o problema, então infelizmente fui obrigada a instalar o Trencaspammers – recomendação do Neto Cury. Até pesquisei outros plugins, mas acabei ficando com este, que não requer outras bibliotecas no servidor (GD Library) como é com a mioria dos outros plugins. A instalção foi simples, precisa alterar 2 arquivos de comentários no WordPress – mas é só copiar e colar no lugar certo – e subir o arquivo do plugin e ativar no painel de controle do WordPress.

Bom, está instalado e funcionando. Vamos ver se vai ajudar a diminuir o tráfego e controlar melhor os spams. Minhas desculpas ao pessoal que comenta, sei que é chato digitar o código (inclusive vou descobrir como faz para reduzir a quantidade de números – Neto? Help? – para facilitar pra vocês), então agradeço desde já a colaboração.

PS.: Quem quiser pesquisar outras alternativas de CAPTCHA para WordPress, tem uma lista aqui.

[24] Comentários 

Eu falei na semana passada sobre o Chat Show (antes chamado de Skypecast da Segundona), o Skypecast promovido às segundas-feiras à noite pela Rosana Hermann. Mas não expliquei exatamente do que se trata, então cumprindo a promessa que fiz no citado post, vou explicar.

O Skype lançou um serviço chamado Skypecast. Para colocar de forma simples, trata-se de um chat coletivo (por voz) liderado por um moderador. É uma ferramenta bem interessante e as possibilidades são infinitas, especialmente para comunidades – mas os Skypecasts, ainda em fase inicial, estão sendo usados para os mais diversos propósitos por pessoas de diferentes idiomas e países.

A Rosana começou a fazer estes Skypecasts algum tempo atrás, lançando temas para serem discutidos pelos participantes em bate-papos que duram em média aproximadamente duas horas. Em paralelo, ela abre uma sala de chat por texto, onde quem está sem microfone pode paticipar e conversar e, também, onde são colocados links para que as pessoas visitem. No caso do Chat Show, em geral a coisa é bem interativa, fazemos o que acabou ganhando o nome de “navegação em comboio”, descobrimos links interessantes juntos, compartilhamos informações. Algumas vezes, a Rosana lança “concursos” e premia alguns participantes.

Eu sou freqüentadora assídua (embora não tenha participado esta semana) e a gente acaba conhecendo as pessoas que costumam participar. Já discutimos temas como blogs, RSS, notícias, hábitos de navegação, etc. O tema da semana é sempre anunciado com antecedência, para que as pessoas possam sugerir links e a conversa já comece com algum conteúdo.

Ao que me consta, em breve teremos convidados para serem entrevistados nos Chat Shows. Promete ser divertido.

Se você nunca participou de um Skypecast na vida, pode se sentir um pouco perdido no começo, não saber como entrar, ficar inseguro quanto à dinâmica. Mas é tudo muito, muito simples. Então vou dar algumas dicas pra quem estiver a fim de participar mas não sabe por onde começar.

O que você precisa?

  • Skype instalado no seu computador – baixe aqui se você ainda não instalou.
  • Microfone com fones de ouvido ou caixinhas de som (para falar e ouvir, obviamente. Mas se não tiver microfone, pode só ouvir).

Como saber o tema da semana e o horário de início?
Fique de olho no blog http://share.skype.com/sites/brasil/, que é onde a Rosana posta todas estas informações.

Como efetivamente entrar no Skypecast?

Também no blog http://share.skype.com/sites/brasil/ a Rosana posta o link para entrar na sala – toda segunda-feira. Antes de mais nada, adicione-a à sua lista de contatos do Skype (isso será útil mais tarde), o username é rosanahermann.

Funciona assim:

  • Com o Skype aberto e no horário marcado, você entra no blog pelo browser e clica no link indicado no post – que provavelmente será o mais recente – anunciando o Skypecast do dia em questão.
  • Isso vai te levar para uma página de login do Skype onde você deve colocar seu usuário e senha.
  • Em seguida, aparece uma página mostrando o link para você entrar no Skypecast. Quando você clica neste link, pode ser que apareça um prompt na sua tela avisando que isso irá abrir o seu programa (o Skype). Provavelmente você já está com ele aberto, então, se isso acontecer, simplesmente confirme, clicando em “launch application” (acho que é isso, se não for exatamente isso é algo parecido).
  • Neste momento, o Skype começa a discar para um número – que é o número do Skypecast em questão. Quando a conexão for completada, será aberta uma janelinha mostrando quem já está na sala (se já houver alguém) e se o moderador está presente. Daí é só aguardar, caso a conversa ainda não tenha se iniciado, ou ouvir se a conversa já estiver em andamento.
  • Há a possibilidade de entrar em uma sala de chat por texto simultaneamente, explico abaixo.

A dinâmica dentro do Skypecast – especificamente do Chat Show:

A Rosana começa dando as boas-vindas ao pessoal que vai entrando na sala. Se você quer entrar também na sala de bate-papo por texto (aconselho a entrar), nos primeiros minutos, logo após entrar na sala de voz, envie uma mensagem de texto para a Rosana (de TEXTO, pessoal, não façam uma ligação para ela nesta hora, pois obviamente ela está ocupada com o Skypecast!) – pelo próprio Skype. Fazendo isso, ela vai te colocar na sala de texto, ou seja, você vai ficar com duas janelas abertas – e talvez uma terceira, se o seu Skype (lista de contatos) não estiver minimizado. Então, os primeiros minutos são destinados a dar as boas-vindas ao pessoal e a colocar todo mundo na sala de chat.

Em seguida, ela começa a falar sobre o tema da semana e começa a fazer perguntas para o pessoal responder, opinar, etc. Nesta hora, os microfones dos participantes estão fechados e ela abre individualmente o microfone da pessoa que for falar. Em geral, se houve alguma sugestão interessante postada nos comentários do blog, ela chama a pessoa que fez o comentário. Mas ao longo do Skypecast, praticamente todas as pessoas que estão na sala têm a oportunidade de falar. Isso pode acontecer de duas formas: ou ela faz uma pergunta direta a um ou mais participantes e abre seus respectivos microfones ou então ela pergunta se alguém gostaria de responder. Se você quer falar alguma coisa, se quer contribuir nesta hora, você pode pedir para que ela abra seu microfone. Existe um botãozinho na sala de voz para esta finalidade. Aí é só aguardar – pode acontecer de várias pessoas pedirem o microfone ao mesmo tempo, neste caso ela chama uma de cada vez.

Regrinhas básicas de comportamento que todo mundo deveria saber por bom-senso, mas nem todo mundo segue:

  • Não mande mensagens em PVT para a Rosana durante o Skypecast. Ela está moderando o evento, não vai ter condições de te responder e obviamente atrapalha bastante se janelinhas de bate-papo começarem a piscar na tela dela. Então, não faça isso.
  • Não liguem para ela pelo Skype durante o Skypecast. Pelo mesmo motivo acima, mas também porque isso pode derrubá-la da conexão com a sala de voz, interrompendo a brincadeira de todo mundo.
  • Se você quiser falar em PVT (por texto) com outro participante, fique à vontade. Se a pessoa vai te responder ou não é uma decisão dela, mas isso não interfere no andamento do Skypecast em si.
  • Ao falar, procure ser objeivo. Em média, há outras 40 pessoas na sala – às vezes mais – portanto, atenha-se ao propósito da resposta, mantenha o foco. Não resolva contar a história da sua vida. – Na verdade, eu nunca vi ninguém “abusando do seu tempo de microfone”, até hoje. Em todas as vezes em que participei, nunca vi isso acontecer, o pessoal sempre usa o bom-senso. Mas, não custa dar o toque pra quem nunca participou, não é?
  • Evite deixar ligada a TV ou som próximos ao computador se você estiver participando. Na hora em que seu microfone for aberto, todos poderão ouvir os sons à sua volta, então TV alta ou som podem atrapalhar a qualidade do som que as outas pessoas na sala ouvem quando você fala.

Algumas informações/dúvidas adicionais:

  • O Skypecast é gratuito, você não paga nada para participar nem pela ligação.
  • A sala comporta até cem pessoas. Nas vezes em que participei, em média havia 40 pessoas.
  • Você pode ficar o tempo que quiser, pode entrar no meio, sair antes do final, como quiser. Mas, obviamente, o legal é participar do início ao fim.
  • O bate-papo é informal. É bate-papo mesmo e é divertido. Não se acanhe. :-)

Bem, acho que é isso. Acho que não esqueci de nada. Se lembrar de mais alguma coisa, depois eu acrescento editando o post. Ao pessoal que já participa e que, eventualmente, passar por aqui, fique à vontade para comentar caso eu tenha esquecido de algo. Se alguém tiver alguma dúvida, pode também postar nos comentários que eu respondo.

Por fim, lembrando que os Chat Shows acontecem sempre às segundas-feiras, por volta das 9 da noite – mas visite o blog sempre para confirmar, pois às vezes tem alguma variação de horário.

Se quiser algumas informações complementares, visite este post, com print-screens para ajudar a visualizar o processo. Também mais aqui.

[6] Comentários 

Recentemente o Yahoo lançou no seu portal a versão brasileira do Yahoo Answers – chamado aqui de Yahoo Respostas. A idéia é juntar pessoas que têm perguntas com pessoas que podem fornecer respostas, de graça. Bom, mais ou menos, existe um sistema de pontos. Quanto mais o usuário responde, mais pontos acumula (existem formas adicionais de somar pontos). Fazer perguntas “custa” pontos. Esta lógica incentiva as pessoas a responderem – o que, no fim das contas, é o que interessa, afinal um site cheio de perguntas sem respostas não serviria pra muita coisa. E torna a coisa justa, ou seja, se você quer ajuda, precisa estar disposto a ajudar também. A idéia toda, embora não seja exatamente nova nem exclusiva do Yahoo, é bacana. Existem, no entanto, alguns probleminhas – e eu fico com a péssima impressão de que estes probleminhas são piores no site tupiniquim, já explico o porquê:

  • Alguns “espertinhos” respondem simplesmente “Não sei” – para acumular pontos sem sequer ter contribuído com uma resposta útil.
  • Perguntas repetidas – não uma ou duas vezes, mas centenas de vezes. Eu freqüento muito o canal de Internet, por ser um assunto do meu interesse e onde mais posso contribuir. Eu já perdi a conta das vezes em que vi as seguintes perguntas (só alguns exemplos):
  • O que eu ganho com meus pontos? – ou Para que servem estes pontos?
    Como faço para colocar o avatar do lado do meu nome?
    Como configuro meu email do yahoo no outlook?

    Estas perguntas já foram respondidas INÚMERAS vezes, mas neguinho simplesmente tem preguiça de procurar.

E aí eu volto no que ia dizendo sobre estes probleminhas serem piores no site brasileiro. Eu tenho a impressão de que o brasileiro é extrememente acomodado. Não gosta de ler, de ir atrás da informação, tem uma preguiiiiçççaaa… Opta sempre pela lei do mínimo esforço. E dá respostas do tipo “Não sei” pela característica da malandragem. Em ambos os casos, uma tristeza. Porque estas características denunciam valores, forma de pensar e de agir. Mas isso é outro papo.

Ainda assim, o resultado é muita informação legal. E é uma interação social – eu sei, você ia dizer que se tem uma dúvida faz uma busca no Google, mas a interação social às vezes é mais rica, alguns tipos de perguntas requerem respostas que o Google ainda não pode dar, como por exemplo reunir um conjunto de opiniões ou de experiências pessoais. Sem falar na barreira de idioma, o conteúdo em inglês na internet é infinitamente maior que o conteúdo em português.

Eu ainda não fiz nenhuma pergunta no Yahoo Respostas. Mas gosto de ajudar. Gosto de responder. Acho que tem isso também, existe um perfil de pessoas que usa este tipo de serviço.

Bem, fica a dica pra quem ainda não conhece. Eu não entrei em muitos detalhes sobre o funcionamento, mas se você se interessou, vá conhecer:

http://br.answers.yahoo.com

Se você fala inglês, visite também a versão americana:

http://answers.yahoo.com

Por fim, se você gostou da idéia, há um outro site no estilo de perguntas e respostas lançado recentemente chamado Yedda. Está em beta, não usa o sistema de pontos e é em inglês. Estou usando como beta tester, ainda com poucos usuários, mas achei organizado e interessante.

E você, tem alguma sugestão de algum outro site deste tipo pra fazer? Já usou o Yahoo Respostas? O que achou? Comente. :-)

Edit: O Thalis colocou um post no blog dele comentando o serviço e a discussão por lá está interessante também, recomendo uma visitinha a quem quiser ler mais sobre o assunto.

[8] Comentários 

Eu queria recomendar um blog de um rapaz que conheci no ano passado, o Thalis Valle. O blog dele é excelente. Eu gostaria de ter feito esta recomendação antes, mas o blog dele é novo, então esperei juntar um pouco mais de conteúdo. Quem trabalha com web, certamente vai apreciar os textos bem escritos, acompanhados de opiniões relevantes sobre assuntos interessantes. Para alguém tão novo (em idade e tempo de mercado), o blog dele é de gente grande. Fica a dica:

http://www.thalisvalle.com/

[11] Comentários 

Vai começar o Skypecast da Segundona com a Rosana Hermann. Quem quiser participar, vá no link abaixo, clique para entrar na sala, faça seu login no site do Skype, clique novamente no link indicado e voilá – aguarde o Skype discar para a sala. O tema de hoje são Feeds, RSS, notícias. Não sabe o que é o Skypecast da Segundona? Eu explico no próximo post, agora estou entrando na sala. Vejo vocês por lá. O link para participar é:

http://share.skype.com/sites/brasil/2006/08/skypecast_hoje_tem.html


Correção: agora o Skypecast da Segundona passou a se chamar Chat Show. :-)

Comente este post 

Next Page »