August 2005


Eu estou empapuçada de ficar no computador. Vindo de mim, isso é algo inusitado e isso já tem alguns dias. Mas é verdade. E não acho que isso vá passar logo. Portanto, acho que vou demorar um pouco pra postar no blog novamente, a não ser se acontecer de eu ter algo de importante pra falar. Fui!!!

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Hummm, acabei de comer um cupcake. Eu estava com vontade desde este post. Mas o que comi era de chocolate. :-)

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Ele escreveu e eu assino embaixo. “Aguardo resposta o cacete, eu hein???”

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Eu não tenho assistido muita televisão ultimamente. Mas quando assisto fico de cara com algumas propagandas que estão sendo veiculadas ultimamente. Eu sou publicitária, eu presto atenção. Qualquer pessoa formada em Propaganda e Marketing enxerga propagandas com uma outra ótica. Somos muito mais críticos, eu acho.

Então, queria comentar algumas propagandas pe-éssimas e também falar de uma que achei ótima:

Colgate tripla-ação: A começar pelo jingle, gente, que horror!!! Os personagens caricatas, o pai que ganha promoção no trabalho por ter os dentes brancos, etc… Convenhamos… o produto não tem nenhum diferencial. Eles não sabem como vender um creme dental que não tem nenhum diferencial. Então eles resolvem “criar” algo que soe como diferencial e dizem: “refrescância, dentes brancos e proteção”. Onde é que está o diferencial Que creme dental não é refrescante, não diz que ajuda a deixar os dentes brancos e não ajuda a proteger os dentes contra as cáries? E que diabos é esta palavra “refrescância“??? Quem usa a palavra “refrescância”??? Esta palavra só é ouvida em propaganda de pasta de dentes. Este é o tipo de produto pelo qual passamos batido na gôndola de supermercado, porque nem a embalagem é diferenciada. Resumindo: uma *#$%!# de propaganda, para anunciar uma *&%$#! de produto. Fico me perguntando, será que vende bem?

Propaganda de perfume: Já notaram como toda propaganda de perfume é igual? Um conjunto de cenas nonsense não relacionadas, algumas vezes meio fora de foco, um emaranhado de imagens que tentam dar uma personalidade a algo que é incrivelmente pessoal, e cujo diferencial é muito difícil de ser passado, porque ainda não inventaram uma televisão que transmita cheiros (embora esta realidade esteja muito próxima de chegar aos nossos computadores). Tá, eu sei que fazer propaganda de perfume não é fácil, mas precisam todas ser iguais??? Todas elas terminam como uma voz teoricamente sensual dizendo: “(nome do perfume) the new fragance from (marca do perfume)”. A coisa toda é estereotipada e eu fico aqui pensando que se algum fabricante de perfume fizesse uma propaganda mais original, acabaria vendendo muito mais ou ao menos conseguiria chamar a atenção das pessoas para experimentarem o perfume nas lojas..

United Airlines: Que coisa infeliz que alguma criatura lá na United Airlines aprovou. Veja só: a propaganda mostra uma série de cenas de pessoas meio atrapalhadas, com sono e coisas do gênero e termina dizendo algo como: “United Airlines: para que seu corpo e sua cabeça chegem juntos ao seu destino” – é algo assim. A primeira imagem que me vem à cabeça é que se você voar por outra companhia aérea, sua cabeça e seu corpo vão estar separados antes de chegar ao seu destino, ou seja, nosso diferencial é que o avião não vai explodir batendo contra uma montanha, espalhando pedaços de corpos desmembrados. Convenhamos, numa propaganda de companhia aérea, ninguém quer que se diga nem remotamente algo que possa ser associado a um acidente. Eu penso assim: “Deus me livre, não vou entrar em porcaria de avião nenhum, não importa o nome da companhia.” Ou seja, propaganda completamente infeliz!!!

Cursos de Espanhol da Skill: esta eu acho o-ótema. Rio todas as vezes que eu assisto. O ator fala um portunhol dos mais safados e fala o discurso todo com a língua para fora dizendo: “Se usted quer ablar español perfectammete assim como jo, é muito fácil: é só colocar a língia pra fora.” Achei sensacional a forma com que eles usaram o humor como a forma de passar um diferencial. Propaganda despretensiosa, concisa, passa a mensagem claramente e de forma divertida.

Acho que vou escrever mais sobre propagandas aqui. :-) Eu e o Marcelo sempre comentamos sobre as propagandas infelizes aqui em casa.

Agora, pena mesmo eu tenho de quem precisa anunciar Luftal. Primeiro eles fizeram uma propaganda com um ator, que coincidentemente estudou comigo na faculdade, dizendo “Só tem uma coisa mais fácil do que tomar Luftal: comprar Luftal” – era algo nesta linha. Depois colocaram uma outra no ar mostrando uma família, pai, mãe e filho. A mãe tinha feito um bolo de chocolate que estava em cima da mesa e o pai e o filho querem comer mais bolo. A mamãe então diz: “Vocês acabaram de comer, vão comer mais??” E aí, como todos na família tomam Luftal, eles podem entuchar a pança de bolo de chocolate, porque tomando Luftal eles não vão ficar, err… como dizer… com problemas de gases. Ai, que dó, é realmente uma infelicidade ser responsável por criar uma campanha pra este remédio. Agora eles finalmente aboliram as “pessoas reais” das propagandas e introduziram os bonecos de massinha animados, porque afinal de contas, imaginar o bonequinho, err… com problema de gases é muito melhor do que imaginar aquela mamãe e aquele papai e aquele filhinho sentindo a barriga estufar depois de comer muito bolo de chocolate.

Na mesma linha está o spray de ambientes específico apara banheiros. Não sei se ainda está no ar, mas havia uma propaganda em que um menino japonesinho estava sentado no trono e depois que ele termina de… fazer o número dois, ele exclama enquanto fecha o nariz com uma das mãos: “Umm, que cheiro” – e aí mamãe salva o dia usando o spray de banheiro, que na verdade não elimimina cheiro nenhum, apenas se soma ao “aroma” inicial. Mas enfim, mais um produtinho difícil de ser anunciado.

Bom, vou ficando por aqui. Ainda tenho outras propagandas pra comentar, acho que vou criar uma subcategoria em “Cinema e TV” chamada “Propagandas”. :-)

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Quando eu estava para me formar na faculdade, como todo mundo na mesma situação que eu, eu estava de antenas ligadas nos anúncios de empresas recrutanto recém-formados para treinees. Havia vários cartazes de empresas diferentes pela faculdade e as fichas para inscrição ficavam na secretaria.

Eu fui então à secretaria e pedi as fichas das empresas. Junto com as outras, veio uma ficha da Souza Cruz. Eu olhei para ela e a devolvi imediatamente. O tiozinho da secretaria me disse: “Ué, você não vai preencher esta? Esta empresa paga bem“. Eu educadamente respondi apenas que não e saí com as outras fichas para preencher em casa.

Esta história sempre me ficou na cabeça. Eu não queria trabalhar no marketing da Souza Cruz porque eu não queria ser parte de uma equipe que se esforça diariamente para convencer as pessoas a consumir um produto que sabidamente prejudica a saúde delas. Trabalhar nesta empresa significava sujar as mãos com algo que eu jamais poderia lavar e eu não queria carregar esta culpa por toda minha vida. O meu senso ético falou infinitamente mais alto do que a possibilidade de ter um bom salário. E eu fiquei me perguntando como é que as pessoas que estudavam comigo podiam pensar de uma forma diferente, muitos estavam preenchendo e entregando a ficha da Souza Cruz.

Na época eu não era fumante. Mas eu tenho convicção de que mesmo hoje faria exatamente a mesma escolha. Há algumas escolhas que fazemos na vida que falam sobre o tipo de pessoa que nós somos. Onde trabalhamos, o que fazemos com nosso tempo livre, nosso amigos, como tratamos animais e basicamente todo tipo de decisão importante que tomamos, nos definem e definem também o nosso caráter.

Eu até hoje não sei se algum colega meu acabou indo ou não trabalhar na Souza Cruz. O que eu sei é que a minha carreira foi definida por escolhas baseadas no meu senso de caráter, aliás como uma série de outras coisas na minha vida. Eu não me arrependo por não ter preenchido aquela ficha. Eu levei um tempinho para conseguir um trabalho bacana. Não posso dizer que todas as minhas escolhas profissionais tenham sido ideais. Mas em nenhuma delas eu vendi a alma ao diabo.

É por isso eu admiro pessoas como Giorgia, por exemplo, que escolheu uma carreira em que ela tem a oportunidade de defender as coisas em que acredita – no caso dela, defender causas do meio ambiente. Ou como a Daniela, que escolheu cursar Ciências Sociais para poder trabalhar ajudando as pessoas e tornando o mundo um lugar mais justo. Percebem como nossas escolhas profissionais nos definem? O quanto as coisas em que acreditamos falam sobre nós? Não é lógico alguém trabalhar na SouzaCruz e dizer: “Eu não concordo com o que eles vendem, eu só trabalho lá.” Não é à toa que os salários são mais altos. Eles precisam de alguma forma convencer as pessoas a produzir coisas maléficas à saúde.

E aí eu fico aqui pensando como é que as pessoas escolhem suas profissões. Porque eu decidi que queria fazer propaganda e marketing com 14 anos. Quando prestei vestibular, ainda pensava isso. E continuei convicta na minha decisão ainda por anos depois de formada. Não me arrependo da escolha que fiz e provavelmente faria exatamente a mesma escolha hoje em dia, mesmo sabendo o que eu sei sobre Marketing e tendo algumas reservas a esta área atualmente. Porque comunicação é algo muito amplo e eu posso fazer coisas bacanas em que acredito, através da comunicação.

Então queria deixar a pergunta: como você escolheu sua profissão e como se sente com relação a ela hoje em dia – e por que?

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Pergunta se eu não esqueci de assistir a reprise do último episódio desta temporada de CSI com direção do Quentin Tarantino. E se não perdi Lost mais uma vez nesta segunda-feira. Só falta eu esquecer da segunda maratona de Seinfeld amanhã…

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Fiquei sabendo hoje pelo antenadíssimo Meio Bit, que a versão 7.0 do Yahoo Messenger foi lançada e está disponível para download. Eu, que já estava usando a versão beta, não vi muitas diferenças, mas a versão finalizada é sempre melhor, em termos de estabilidade pelo menos. Vá fazer o download desta versão, que dá de mil a zero em quanquer outro messenger do mercado.

Download em Português

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