Eu tenho mais de 500 emails pra ler. E não é força de expressão!!!

Thu 28 Apr 2005
Tue 26 Apr 2005
O inverno está chegando, os dias já estão mais frios, eu já estou usando mangas compridas e recebendo reclamações quando abro a janela para fumar um cigarro… hehehe
Eu adoro o inverno. Adoro o verão também. Mas a natureza é maravilhosa em termos de equilíbrio, quando estamos nos cansando do calor vem o frio e vice versa. Quando estamos cansados do cinza e dos tons marrons, vêm as flores e as cores. Ah, que post bucólico, não??? Na prática, eu preciso comprar um aquecedor porque o inverno do ano passado foi de lascar por aqui e inverno é gostoso e aconchegante mas passar frio é outro papo.
Uma das coisas que eu gosto no inverno é poder usar blusas de gola alta, eu adoro!!! Sempre me dizem que eu fico bem de gola alta, mas quem não fica? Homens, mulheres, golas altas são muito charmosas.
Acho que vou aproveitar e fazer um café bem quentinho
Mon 25 Apr 2005
Como alguns de vocês sabem, eu há 7 anos mantenho um site e uma comunidade sobre chinchilas. Às vezes eu olho pra trás e me pergunto como é que eu consegui, apesar de mil dificuldades, construir o que temos hoje. Porque não foi fácil. Para quem está fora do contexto pode parecer besteira, mas eu tenho um carinho enorme por esta comunidade – o Chinchila Online, que é carinhosamente chamado de COL pelos seus integrantes. Eu olho pra trás e vejo que um dia isso foi apenas uma idéia na minha cabeça e quando vejo a proporção que esta idéia tomou ao longo dos anos e a quantidade de pessoas que se beneficiam das interações na comunidade, que aprendem sobre cuidados com chinchilas, que debatem idéias, enfim… – chego a ficar emocionada. Quando este projeto nasceu, eu queria fazer a diferença em alguma coisa no mundo, por menor que fosse, de forma pro-ativa. Eu sempre fui apaixonada por animais e sempre achei importante que as pessoas tivessem uma noção muito clara da importâcia do conceito de posse responsável ao adquirir um animal. E com relação a chinchilas, na época em que criei o site, isso era muito complicado porque qualquer pessoa que quisesse se informar sobre chinchilas antes de comprá-la não encontrava informações em português sobre o assunto. E foi assim que o projeto nasceu.
Mas isso foi só pra contextualizar.
O que eu queria mesmo era fazer uma reflexão sobre as comunidades virtuais com base na experiência que eu adquiri ao longo destes anos, através de altos e baixos, erros e acertos, e assim por diante.
Em primeiro lugar, em uma comunidade parte-se do pressuposto que seja um espaço colaborativo. Não se constrói uma comunidade sólida sobre egos inflados. Quando as pessoas estão preocupadas demais em serem os centros das atenções, não sobra tempo nem energia para serem realmente e genuinamente participativas. Isso entre os associados causa desconforto e desvirtua os propósitos. Mas principalmente o moderador ou moderadores das comunidades precisam ser pessoas comprometidas com um objetivo maior, porque ninguém motiva outras pessoas posando de sabe-tudo. Este tipo de pessoa em geral está em busca de uma oportunidade para criar seguidores, para suprir suas frustrações pessoais. É como o caso clássico do professor recalcado que usa a sala de aula para lidar com seus próprios recalques. E ninguém gosta de ser usado, ninguém entra numa comunidade para servir de terapeuta. Portanto, não existe espaço em uma comunidade bem-sucedida para fogueiras de vaidades e para pessoas que criam espaços para se auto promoverem; pessoas que buscam “estrelato” criando uma comunidade estão fadadas ao fracasso. Ou às vezes estas figuras simplesmente surgem em comunidades já existentes tentando tirar proveito de algo já estabelecido para ganhar exposição instantânea. Estas, também, acabam mais cedo ou mais tarde ganhando a antipatia dos participantes. É preciso abrir os espaços para que todos manifestem suas opiniões, para que todos possam contribuir de forma igualitária, para que todos sejam co-responsáveis pelas trocas de informações.
Em segundo lugar, uma comunidade não se estabelece da noite para o dia. E nem poderia. Milhares de comunidades são criadas para pouco tempo depois desaparecerem no vazio, simplesmente porque não se permitiram um tempo de maturação e uma construção baseada em conteúdo participativo. As pessoas criam listas de discussões e fóruns e saem desesperadamente em busca de outras pessoas que preencham os espaços criados, sem oferecer nada em troca, nenhum tipo de conteúdo, achando que fazer uma comunidade acontecer é algo que cai do céu – que basta ter uma ferramenta, um pouco de lábia e cara-de-pau, fazer propaganda muitas vezes inadequada (invadindo espaços alheios), que o resto acontece magicamente sozinho. E não é bem assim. Criar – e principalmente manter – uma comunidade é algo que demanda muito trabalho, muito comprometimento, muita ética, muito jogo de cintura para lidar com momentos de instabilidade e muita dedicação também.
Terceiro: uma comunidade que tenta se desenvolver em torno de interesses comerciais nunca será igual a uma comunidade que se desenvolve em torno de um ideal. O comprometimento das pessoas é diferente, o motivo para elas estarem ali é diferente. As motivações daqueles que lideram a comunidade faz toda a diferença perante seus associados. Quando as pessoas sabem que existem interesses comerciais por trás de uma iniciativa elas não se sentem parte daquele grupo – ou ao menos não tanto quanto de uma comunidade que tem um ideal verdadeiro, onde ninguém ganha com isso, a não ser as próprias pessoas do grupo que adquirem conhecimento gerado pelas interações. Comparem as comunidades que discutem softwares de código livre com as comunidades voltadas a softwares da Microsoft, por exemplo: nas de software livre, as pessoas se sentem parte daquilo. Elas querem contribuir com um objetivo maior que acaba por beneficiar a todos. Ao passo que uma comunidade da Microsoft vai atrair pessoas que precisem tirar dúvidas, mas que não vão ter o mesmo comprometimento, porque elas próprias precisam comprar os softwares sobre os quais discutem. E quem ganha, no fim das contas, é a Microsoft.
Eu acho que o Chinchila Online é hoje o que é porque as pessoas se sentem e de fato são parte de algo que tem objetivos nobres e maiores. Porque todas as pessoas têm espaço para emitirem suas opiniões. Todos buscam juntos um objetivo comum e se comprometem com a construção do aprendizado. E ninguém tem objetivos comerciais ou ganho financeiro por meio destas interações – ao contrário, eu pago para manter a estrutura toda funcionando. E, especialmente no caso do Chinchila Online, onde o objeto de discussão e desenvolvimento de conhecimento são animais, as chinchilas, as pessoas querem encontrar uma liderança desprendida de interesses comerciais, precisam que as motivações sejam genuínas. E encontram isso no COL.
E era exatamente isso que eu queria quando o COL era só uma idéia. Reunir pessoas em busca de um conhecimento que lhes permitisse cuidar bem das suas chinchilas. Difundir conhecimentos que fizessem a diferença para as pessoas, especialmente num país que é um dos maiores exportadores de peles de chinchilas do mundo e que, portanto, desenvolvia conhecimentos apenas voltados à otimização dos lucros e não ao bem-estar e longevidade dos animais. Mas este já é outro assunto…
p.s.: só pra deixar claro, eu escrevi este post com base nas minhas experiências com o Chinchila Online e não tem nenhuma relação com a comunidade WordPress Brasil, que está começando agora cheia de gente bacana, também sem interesses comerciais e que, portanto, com certeza será um enorme sucesso!!!
Sun 24 Apr 2005
Tem 3 coisas que eu acho extremamente nocivas e, pra ser sincera, pequenas mesmo, numa pessoa:
Às vezes, estes 3 vêm num único pacote, numa pessoa só. Aí é de doer. Ou talvez, digno de pena mesmo…
Tem uma frase sobre inveja que diz:
“The envious man thinks that if his neighbor breaks a leg, he will be able to walk better himself” – (Helmut Schoeck)
ou seja
“O homem invejoso acha que se seu vizinho quebrar a perna ele próprio será capaz de andar melhor.”
E é bem isso! As pessoas deveriam se preocupar em desenvolver suas próprias habilidades, suas próprias competências, porque “quebrar a perna” do outro não vai te tornar melhor nem mais capaz.
E outra sobre egos:
“Big egos are big shields for lots of empty space.” – (Diana Black)
“Grandes egos são grandes escudos para um monte de espaço vazio”
Thu 21 Apr 2005
Assisti, finalmente, agora há pouco o “Before Sunset”, seqüência do filme “Before Sunrise“, pela qual esperava há muito tempo. “Before Sunrise” é um dos meu filmes favoritos, foi um dos primeiros que comprei em DVD e até hoje de vez em quando assisto. O filme é sensacional. A seqüência tinha poucas chances de ficar à altura do primeiro. Mas ficou!!! Quem ainda não viu, veja! Quem não viu nem o primeiro, VEJA!!!!!!! Não posso contar muito pra não dar uma de “spoiler”, mas posso dizer que fizeram um excelente trabalho no amadurecimento dos personagens, nas questões éticas e morais, nos diálogos filosóficos. Já entrou para a minha lista de filmes favoritos, para a minha lista de DVDs “a comprar” e, como meu aniversário está pertinho, se alguém se habilitar a me dar de presente eu aceito!
Pra quem já viu o filme, fica a frase:
If you don’t believe in any
kind of magic, or mystery,
basically, you’re as good as dead.
Albert Einstein
E, a melhor frase do filme:
Celine: Baby, you are gonna miss that plane.
Jesse: I know.
Tue 19 Apr 2005
Fui fazer uma ronda diária nos blogs amigos e todos os posts mais recentes começan com o título? Pois é, adivinharam: Habemos papam.
Tá bem, já sabemos, mas gostei mesmo foi do post da Rosana Hermann sobre o assunto.
Não exatamente o post com o título originalíssimo, mas sobre o nome do papa. Aqui – sem permalink porque o blog do UOL não sabe o que é isso…
Tue 19 Apr 2005
Eu não assito muita TV, mas estou adorando a série Lost. Vocês estão assistindo? Eu perdi um pouquinho do começo, bem pouco, mas do ponto que vi pra frente achei o máximo!!!
Mon 18 Apr 2005
Tenho algumas novidades no blog e no nosso mundinho WordPress tupiniquim:
Queria listar aqui alguns dos blogs que hoje utilizam o WordPress no Brasil: