February 2005


A cidade onde eu moro é cheia de peculiaridades. Mas uma delas sempre me surpreende: conforme se anda de carro pela cidade e se aproxima dos limites dela, de repente você encontra um limite quase que demarcado. De repente, do nada, a cidade termina e se vê claramente esta divisão. Isso acontece em diversos pontos da cidade, vira e mexe descobrimos um novo. Hoje chegamos a um destes limites, uma rua sem saída. Atrás de nós, muitas casas. A última construção era uma escola (à direita). E depois, somente verde. Uma vista bonita, demarcada por uma cerca, provavelmente dividindo terrenos. Acho que a foto exemplifica melhor:

limites da cidade

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Religião é um dos meus assuntos favoritos. Adoro conversar com pessoas com crenças diferentes e aprender sobre elas, ver pontos de vista diferentes, entender as influências culturais sobre crenças individuais, enfim… Há todo um contexto filosófico por trás de crenças e religiões que eu acho fascinante.

Eu não sou uma pessoa religiosa. Já fui. Fui criada como católica, mas a minha natureza questionadora em algum momento não encontrou mais sentido naquilo. Eu respeito as escolhas religiosas de todas as pessoas, mas tem uma coisa que me irrita profundamente: que as pessoas tentem me impor suas próprias crenças.

Quando nos mudamos pra cá, era comum tocarem a campainha às 8 horas da manhã aos domingos. Eu ia atender e normalmente era alguém com uma bíblia na mão perguntando se poderia conversar um minuto comigo.

- Sobre o que?
- Queria falar com você sobre Deus.
- Eu não sou católica.
- Ah, não, nós também não. Somos evangélicos.
- Também não sou evangélica.
- Ah… Judia?
- Não.
- (outras religiões)
- Não.
… (pausa)
- Ah… (com ar de desaprovação).

Aí a pessoa ia embora, na certa horrorizada com as minhas respostas. Às vezes ainda tentava me convencer do quanto era errado eu não acreditar em Deus. Isso aconteceu algumas vezes. Depois de um tempo, simplesmente parou. Acho que agora nos olham como os hereges do bairro. E sabe-se lá mais o que… Como se nos faltassem princípios, bondade, generosidade, valores éticos, etc, por não termos a mesma religião que eles. Por não termos “Deus no coração”.

Acho isso engraçado. Quando você tem valores éticos porque teme a um deus, você não tem valores por opção, mas por imposição. Porque tem medo de que se não agir de uma determinada forma será punido. Acho muito mais autênticos os valores éticos vivenciados por opção. É muito mais difícil ter princípios quando estes não são motivados pelo medo de ser punido caso não os tenha, quando se vivencia valores porque você realmente optou por viver desta forma, porque acredita na importância deles. Não digo que as pessoas religiosas não seriam éticas se não fosse por suas crenças, mas não admito que me considerem uma pessoa sem princípios pela falta de uma opção religiosa. Inclusive, eu conheço muitas pessoas que se dizem religiosas e tememtes a Deus que não praticam no seu dia-a-dia o que é pregado por suas religiões. Porque encontram conforto no fato de que Deus tudo perdoa, então vivem suas vidas como querem e depois no domingo pedem perdão e são perdoados. Isso é de uma enorme hipocrisia. E são estas as pessoas que se acham no direito de me julgar? Como eu disse, chega a ser engraçado.

Eu tive uma experiência muito recente com uma pessoa deste tipo. Não vou escrever sobre isso para não expor a pessoa em questão. Talvez outro dia, em um post protegido por senha. Mas estou pelas tampas com os hipócritas religiosos…

E, antes que alguém deixe um comentário inflamado, eu não estou generalizando as pessoas religiosas. Eu estou falando especificamente de um tipo de pessoa. Deu pra entender isso, não? :wink:

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Agora à noite eu liguei pra Dani, ficamos um tempão no telefone jogando conversa fora e matando as saudades. No meio da conversa eu resolvo acender um cigarro. Com um fósforo. Coloquei o cigarro na boca enquanto segurava o telefone contra o ombro esquerdo e fui riscar o fósforo. Ele acendeu e quebrou logo em seguida. O pedaço aceso caiu em cima da minha perna. Eu estava usando shorts, então o fogo queimou a pele diretamente. Eu tentava tirar o fósforo da perna, mas não caía no chão. Só mudava de lugar. E continuava queimando… Em desespero, desliguei e derrubei o telefone sem querer. A Dani não entendeu nada… Sou uma destrambelhada mesmo!!!

Agora estou com queimaduras em dois lugares na perna direita, formando bolhas. Isso que dá brincar com fogo!!! :mrgreen:

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Perdi o Big Brother anteontem, perdi ontem e hoje perdi o início. Estou boiando. Não entendi por que o colar do anjo foi para a Natália e nem por que a líder indicou o PA e não o Alan, porque da última vez que tinha assistido ela havia dito ao Alan que o indicaria.

Quanta besteira! Ô vício “maledeto”!!

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Hoje eu fiz de novo o famoso risoto da Giorgia. Que delícia!!! Não me canso dele! Desta vez fiz com tomates, cenoura, milho, champpignon e azeitonas. Delicioso!!! Já havia quase 2 meses que não fazia. Sempre que faço uso temperos diferentes pra ver o que fica melhor. Desta vez eu usei curry, um pouco de orégano, mas deixei o sabor mais forte para o alecrim. É muito fácil de fazer, fica pronto rapidinho e fica tão bom que dá vontade de comer até enjoar! Uma ótima pedida para o almoço de domingo, acompanhado de uma salada de agrião bem temperadinha! :-)

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Eu estou adorando o Gazzag. Tudo bem que depois do Orkut surgiram mais um bilhão e setenta e oito cópias e meia dele, que sabíamos que não iriam pegar como pegou o Orku, mas o Gazzag tem algo de diferente que não sei muito bem definir o que é. Mas fato é que tenho entrado várias vezes por dia lá e estou com a impressão de que as pessoas estão gostando. Como disse em um post recente, o Gazzag é bonitinho, bem feitinho, pode ser utilizado em diferentes idiomas (incluindo o português), tem um blog (simples, mas tem), tem a opção de organizarmos nossas fotos em álbums, eventos individuais (e não somente nas comunidades), a navegação de uma forma geral é melhor e mais intuitiva e, acima de tudo, não trava a cada 2 minutos como o Orkut. Às vezes acontece, mas é bem esporádico.

Não tem espaço para todos os sites de networking que surgem. Por princípio, a centralização é o que importa. Se você tem amigos espalhados por vários sites diferentes, a coisa toda perde a função. Mas, na minha opinião, se algum outro além do Orkut for pegar, o Gazzag é o que tem as maiores chances.

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Enquanto espero a tabela de pontos do VP que a Giorgia ficou de me mandar, resolvi que vou tentar começar a fazer academia. Eu detesto academia. Não gosto da cultura de academia. Não gosto dos exercícios mais típicos de academia, como aeróbica, step, musculação, etc… Pra mim, esporte e exercício sempre teve alguma ligação com diversão, auto-expressão, competição. Os esportes que pratiquei até hoje (e olha que eu era uma das pessoas que mais praticava esportes que eu conhecia há anos atrás, para espanto das pessoas que me conheceram há poucos anos ;-) ) foram dança (tem coisa melhor do que dançar???) – jazz, ballet, sapateado, dança de salão, o que tivesse música estava valendo! – voley e basquete, que eu sempre adorei – ginástica olímpica (eu treinava 4 horas por dia, 6 dias por semana) e um pouco de natação, porque estar dentro da água somente com seus pensamentos é algo muito relaxante. Eu me inscrevi em academias muitas vezes na minha vida. Pagava um semestre e ia duas vezes. Isso aconteceu tantas vezes que, na última, eu jurei pra mim mesma que nunca mais me inscreveria em academia nenhuma, simplesmente porque é me forçar a fazer algo que eu não gosto. Mas isso era em São Paulo, onde você desanima de ir à academia pela simples idéia de que para chegar à academia que fica a 3 quadras da sua casa você vai pegar 40 minutos de trânsito, quando chegar lá às 9 horas da noite (porque você deu a sorte de sair cedo hoje do trabalho, às 8 horas da noite) todos os aparelhos vão estar ocupados, todas as aulas vão estar lotadas e, enquanto espera, você precisa agüentar aqueles papinhos fúteis das meninas medindo o comprimento dos cabelos e comparando suas aparências. Tá bem, eu sei que estou estereotipando e que nem todo mundo que vai a academias é assim, mas em geral este estereótipo está presente o suficiente para irritar.

Mas, continuando… Aí eu mudei pra uma cidade com algumas limitações. E eu, também, com as minhas próprias limitações. E continuei parada, sedentária, por uma infinidade de motivos. Eu acabei emagrecendo bastante em 2003, mas de uma forma não muito saudável. Sem exercícios… Este tipo de coisa não se sustenta. Não faz bem pra saúde. Então agora resolvi fazer a coisa da forma correta. Não sei se vou encontrar motivação para ir à academia, mas como aqui não tenho os empecilhos de São Paulo – não preciso pegar trânsito, a academia fica a um minuto da minha casa e eu tenho flexibilidade de horário – mesmo não gostando muito do tipo de atividade, eu acho que tenho chances maiores de conseguir me manter em uma rotina de exercícios.

Vou fazer este esforço não somente para emagrecer, mas também pela minha saúde e bem-estar. Chega de ficar sedentária!!! Eu já fiz muitas mudanças na minha alimentação e continuo fazendo. Depois de entrar em uma rotina física mais saudável, o próximo passo será parar de fumar. Uma coisa de cada vez. Bem pé no chão. Mudanças sustentáveis.

Alguém aí está fazendo mudanças como estas e gostaria de fazer um blog coletivo comigo? Gi, ainda não desisti de você, viu??? ;-)

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Que coisa engraçada este negócio de senha. Eu escrevi há alguns dias um post protegido por senha. Como eu disse, não era nada ultra-secreto. Apenas um post mais pessoal, que eu me sinto mais confortável sabendo quem está lendo. Se eu tivesse algo ultra-mega-secreto para escrever, acho que não confiaria nem no sistema de senhas do WordPress, simplesmente não escreveria e ponto.

Mas não era isso que eu queria dizer. O que eu queria dizer é que eu não esperava receber tantos emails e mensagens pelo Yahoo e MSN de pessoas – amigos, conhecidos, visitantes e leitores que eu nem sabia que tinha, curiosos pra saber o que tinha atrás do campo de senha. Eu passei a senha pra todo mundo que me escreveu, sem exceção, amigos e desconhecidos. Não tenho nadinha pra esconder, só quero mesmo é saber quem está lendo meus pensamentos de cunho mais pessoal. Mas é interessante ver como o ser humano é curioso. E foi bacana também ver pessoas que acompanham o que eu escrevo e que me escreveram querendo participar um pouco mais de perto da minha vida. A maioria mandou mensagens meio sem jeito, se desculpando por pedir a senha sem me conhecer, ou mesmo os que me conhecem, ficaram um pouco hesitantes.. No fim, a maioria deve ter se decepcionado com a falta de informações sigilosas no texto. Acho que colocar um post com senha cria uma certa expectativa. Tudo o que é misterioso causa curiosidade, desperta interesse. Mas na verdade, não tinha nada demais.

Só quis comentar porque achei interessante o fato. Não esperava mesmo receber tantos emails – e, se tiver mais alguém querendo ler, podem me escrever, não se acanhem. Mas não esperem muito, sou só eu pensando alto, nada mais! ;-)

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