November 2004


Estou saindo para ir ao dentista. Ai, meu Jesus cristinhho… :neutral:

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Eu estou há alguns meses tentando escrever um artigo para o Chinchila Online a respeito do mercado de peles de chinchilas. E não consigo. O assunto me revira o estômago. Eu nem sequer consigo pesquisar mais sobre o assunto, por tempo suficiente que me forneça material útil. Simplesmente começo a ficar com os olhos cheios de lágrimas, sem conseguir verbalizar racionalmente os sentimentos de revolta e de tristeza, vendo milhares de chinchilas sendo mortas, única e exclusivamente para atender a demandas da moda. Moda???

Eu me considero uma pessoa de mente aberta, ouço argumentos contrários às minhas convicções porque acredito que estas podem ter sido formadas sem levar em conta aspectos que me passaram despercebidos. Com relação à criação de chinchilas para pele, até hoje não houve um argumento que tenha sequer abrandado as minhas opiniões. Ao contrário, cada um deles apenas reforça o que penso. Quer me convencer que matar chinchilas para fazer casacos é certo? BOA SORTE!!! Eu já ouvi todos os principais argumentos usados por criadores, inclusive por aqueles que são mais bem articulados e conseguem, brilhantemente, criar falácias que costumam deixar sem palavras os mais desavisados.

As fotos de procedimentos de abate, em sites de criações, em geral são colocadas em seqüência, começando por uma imagem da chinchila viva, depois eletrocutada ou tendo o pescoço quebrado e depois é mostrada a esfola. A imagem da chinchila viva, para quem as tem como animais de estimação, é uma das cenas mais tristes que se possa imaginar. O pobre bichinho, na sua inocência, indefeso e incapaz de imaginar seu destino, ali, nas mãos da pessoa que irá abatê-lo. De cortar o coração… Vi algumas destas imagens agora há pouco e em seguida fui até as minhas chinchilas e fiquei olhando para elas, reflexiva, totalmente incapaz de compreender como é que alguém consegue em sã consciência pegar um animalzinho destes nas mãos para matar, sem sequer sentir o mínimo de compaixão pela sua vida.

Acho que estou me repetindo. Já falei sobre isso aqui no blog. Na certa isso é conseqüência do tamanho da minha revolta, frente à óbvia impotência, que fazem com que eu acabe retornando a este assunto periodicamente.

Desnecessário dizer que o mesmo vale para qualquer criação para pele, de raposas, minks, coelhos, etc, etc, etc… Mas as chinchilas estão muito mais próximas da minha realidade, então fico muito mais sensível ao caso delas. Além disso, o alcance que o Chinchila Online tem hoje me permite ter um pouco mais de voz nesta causa específica, coisa que jamais poderia fazer com relação a outros animais. Por isso fico tão frustrada de não conseguir escrever um artigo decente para o site: eu tenho os meios, o canal, mas me faltam as palavras. Talvez porque eu ache que todo ser humano devesse intuitivamente compreender que esta matança não é justificável. Isso não deveria precisar ser explicado, argumentado. Mas a verdade é que, na prática, precisa – e muito! Não acho provável que as criações de chinchilas para pele deixem de existir no presente, nem que possamos convencer os criadores de desistir de suas “atividades comerciais”. Mas advogar e educar as novas gerações é fundamental para que isso possa ser uma realidade no futuro.

E não me digam que temos assuntos mais importantes para tratar, como crianças passando fome e pedindo esmolas nas ruas, porque como disse muito bem a Giorgia Sena, isso é falta de conhecimento da interdependência das coisas e não precisamos escolher entre um problema e outro. Tem muita gente no mundo. Cada um tem que fazer a sua parte, cuidar dos problemas aos quais tem mais acesso e sobre os quais pode ter maior influência.

Vou precisar ainda de muita reflexão, concentração e informação para escrever este artigo. Quero ouvir cada argumento contrário para poder rebater inteligentemente. Não para acabar com as criações que existem hoje. Mas para fazer a minha parte, por menor que seja, na educação daqueles que podem fazer a diferença amanhã.

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Amanhã vou ao dentista. Vocês não têm idéia do pavor que eu tenho de ir ao dentista. PAVOR!!! Odeio com todas as minhas forças!!! Aqueles motorzinhos, aquelas agulhas, aquele sugador…

Mas eu preciso ir, fazer o que? Todos temos que ir, não? Hoje, antes de ir dormir, o Marcelo me perguntou: “Você vai amanhã ao dentista, né? Vai, né? Vai sim…”

Eu sou um ser ansioso por natureza, já estou aqui contando os minutos e imaginando a cena de tortura, obviamente milhares de vezes distorcida para pior, mas a imagem não me sai da cabeça.

E pensar que, quando criança, eu achava lindo ser dentista, dizia que era isso que eu seria quando crescesse. Acho que, na verdade, a tortura maior será pagar a conta. O Marcelo estava me explicando que muitos dentistas cobram as obturações “por face” – seja lá o que isso signifique. Mas imagino que seja o seguinte: quando você precisa restaurar mais de um dos “lados” do dente, cada um é considerado uma “face”. 60 reais uma face. 120, duas. 180, três.

Não bastando meu terror por dentistas, ainda é a primeira vez que vou nessa. O Marcelo já foi e gostou. Mas, sabe como é: o desconhecido…

Depois conto para vocês como foi. Me desejem boa sorte.

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Uma garota de 16 anos, Rachelle Waterman mandou matar a mãe e publicou um post no seu diário no Live Journal, poucas horas depois de saber da notícia que a mãe estava morta. Nele, diz que sua mãe foi assassinada e que ela, Rachelle, ficaria um tempo sem computador porque a polícia o havia levado para verificação.

O post tem mais de 4.000 comentários e a notícia completa você pode ler aqui e aqui.

Em um outro post no dia 14 de Novembro, logo após saber que o crime havia sido executado, ela escreve:

“Well back from anchorage and it was an okay trip. I got kinda sick but oh well
Did shopping, played v-ball (got 5th, bah), and that’s about it. Not much to tell, well I got these incredibly awesome boots that go up to my knees, I absolutely love them. will post pic later”

Precisa falar mais alguma coisa? Não, né?!!!??

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Hoje eu fiz este risoto, mas coloquei além do arroz integral e da lentilha: rúcula, cenoura, couve-flor, azeitonas, tomate, e temperei com pimenta do reino, um pouco de curry, um pouco de orégano e cebolinha. Também coloquei um pouco de queijo-ralado que eu adoro – deixa de ser vegan, mas como eu não sou vegan, não tem problema. Gente, ficou simplesmente DELICIOSO!!!!! A receita com todos estes ingredientes deu uma panela grande cheia e de fato é uma refeição praticamente completa. Amei!!!

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Eu juro que vi isso escrito em um fórum de uma comunidade no Orkut (vou copiar só as pérolas maiores):

instalei a versão em ingles e não deu certo do mesmo geito…dei uma olhada no Help pra v c axava alguma koiza lá…
e vi uma página de teste de kompatibilidade
phis o teste e deu na mesma…
isso ae é o que ta no iníçio do çaite
naum tenhu certeza…mas axu q o meu problema ta kom eça part destakada ae
minha plaka de kapitura axu q çó çuporta MJPG…
de qualquer phorma…grato pela ajuda…
axo q vou deixar instalada a versão em ingles mesmo…rererere
tein mais Emotes Animados…

:shock:

“Phala çério çi naum eh pra xorah e talz, ae…”

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A sociedade aceita somente o sucesso financeiro. Uma pessoa é considerada bem-sucedida quando tem um carro importado na garagem, viaja todos os anos para o exterior, quando tem um cargo de diretor, vice-presidente ou presidente de alguma coisa ou tem seu próprio negócio faturando milhões anuais. Mas o sucesso está longe de ser isso. O sucesso está diretamente ligado à sua expectativa de felicidade. Quem assistiu o filme Jerry Maguire vai se lembrar de uma frase no final, onde o mentor do personagem do Tom Cruise diz: “I love my wife, I love my life and I wish you my kind of success”.

E é bem isso. Sucesso é você conseguir o que VOCÊ QUER, não o que a sociedade acha que você tem que conseguir e querer. Se é dinheiro, ok, então coincidentemente estamos falando da mesma coisa, mas nem todas as pessoas têm como objetivo de vida ficarem ricas. Acho que uma pessoa bem resolvida fica em paz com seus objetivos mesmo quando eles são diferentes das expectativas sociais. Somos, nós mesmos, os únicos capazes de medir nosso próprio sucesso, pois somente nós temos a dimensão das nossas próprias expectativas. Pense nisso.

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A violência está realmente generalizada. Que horror!!! Nós, que estamos pensando em nos mudar daqui e considerando algumas cidades, estamos conversando com algumas pessoas, lendo bastante e chegando à conclusão de que lugar seguro prá se morar está cada vez mais difícil. Conta a Giorgia por email e também neste e neste post que Floripa não é o paraíso que se imagina. Curitiba, que eu tinha como uma cidade relatvamente tranqüila, não é nada disso e já foi praticamente cortada da nossa lista.

Isso sem falar, é claro, de São Paulo e Rio de Janeiro, porque estas estão de fato em pé de guerra e é preciso ter muita coragem para se viver nestas cidades. Quando nos mudamos de São Paulo, ouvimos de algumas pessoas que éramos corajosos por mudar de vida, sair de São Paulo. Coragem tem quem fica!!! Viver com medo não é viver… Nem o melhor salário do mundo paga isso. O problema é que a maioria das pessoas acha que nunca vai acontecer com elas, até que acontece. A quantidade de pessoas saindo de São Paulo é espantosa. Gente que não agüenta mais viver com medo, nas ruas, no trabalho, dentro das próprias casas.

Aqui nós vivemos com tranqüilidade. Mas hoje em dia você tem que escolher entre qualidade de vida e oportunidades profissionais. Esta é a escolha. E, mesmo assim, oportunidade profissional é uma ilusão nos grandes centros. Você tem oportunidades que não se mantêm ao longo do tempo. Empregos que estão constantemente ameaçados por diversos fatores, então há oportunidades, mas não há estabilidade. Vive-se, portanto, com 2 medos: da violência e de perder o emprego a qualquer momento.

Isso tudo me leva à reflaxão sobre o sucesso, mas vou escrever sobre ele no próximo post. De qualquer forma, muito me entristece que a violência esteja assim tão generalizada e que hoje, no Brasil, não possamos viver em paz ao mesmo tempo que temos oportunidades e estabilidade financeira. Esta escolha não é justa, para ninguém. Igualmente, me assusta a quantidade de pessoas que optam por viver curvando-se à violência e fazendo de conta que ela não existe, para poder ostentar um carro importado na garagem, como se isso fosse a coisa mais importante do mundo. Isso é colocar um preço na própria vida e é assustador porque fala claramente sobre os valores materialistas da nossa sociedade.

Enquanto escrevo isso, olho pela janela e vejo o verde, as montanhas que circundam a cidade onde moramos, ouço pássaros cantando e o som do silêncio e da tranquilidade, interrompidos apenas pelo esporádico tilintar do mensageiro do vento pendurado na minha janela e fico pensando se, realmente, sair daqui é a melhor decisão… Infelizmente, no nosso caso, qualidade de vida não é o único fator a ser considerado, mas que é tentador ficar por aqui, isso é…

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