August 2004


Será que alguém poderia me fazer a gentileza de parar o tempo hoje prá semana não começar??? Na verdade, se fosse para parar o tempo, o ideal teria sido ontem, porque não gosto de domingos – bem, prefiro os domingos às segundas-feiras, claro, mas entre o sábado e o domingo, convenhamos, não tem comparação… Olha só, ainda não são nem 9 horas da manhã do domingo e eu já estou aqui na antecipação da segunda-feira. Saco, viu???

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Eu adoro comida de avião. É sério. Tem muito tempo que não viajo de avião, mas em todas as viagens que fiz, esta sempre foi minha parte favorita. Fico ansiosamente esperando sentir o cheirinho de “alimentos misteriosos” sendo aquecidos, ouvir o barulho das bandeijinhas e a agitação dos comissários de bordo se preparando para servir. Se for jantar, então, melhor ainda…

Acho que isso vem da minha infância. Eu viajei muito quando criança. Aquilo prá mim era uma aventura. Aquelas antigas malinhas em que a Varig servia as refeições, lembram?? Sim, na classe econômica, santa!!! hehhe… Eu adorava aquelas maletinhas, vinham com tudo encaixadinho, lugar para apoiar os copinhos de plástico. Engraçado que era tudo de plástico, incluindo a “lancheirinha”, mas os talheres eram de inox. Ganhei um destes conjuntinhos de inox de uma comissária uma vez. Usei estes talheres em casa por muitos anos. Adorava! :-)

Mas voltando à comida: é bem verdade que às vezes servem coisas indecifráveis. Canapés com cremes cujos ingredientes ninguém consegue identificar. Bolinhos com cara de doce que quando você morde são salgados. Mas isto faz parte da aventura. ;-) Primeiro passam os drinks e dão aqueles pacotinhos de amendoim. Eu pego suco de tomate, que eu adoro, o amendoim eu guardo. Depois vêm as bandeijinhas. Detalhe que você fica de olho nas bandeijas que já estão na frente dos passageiros que já foram servidos, imaginando que diabos é aquela coisa branca e laranja no potinho pequeno do lado direito. Aí sua bandeija chega. Você olha todos aqueles potinhos misteriosos, cheios de comidinhas diferentes e continua sem saber o que é a coisa branca e laranja no potinho da direita. Então você pega a toalhinha umedecida com um perfume típico e singular, limpa as mãos, pega aquele pão redondo e quentinho, abre o blister de manteiga – que, em geral, não é suficiente para o pão todo – enquanto aprecia o aroma do prato quente. Aí então você come a saladinha (note que estou escrevendo tudo no diminutivo, porque tudo isso está organizado em pequenas porções dentro de potinhos perfeitamente encaixados sobre a bandeija), os canapés e, enfim, o prato principal. Aí você olha a sobremesa… A sobremesa é um momento à parte: dificilmente você vai saber do que é feita. Sempre tem algum inspirado que chama a comissária e pergunta o que é a sobremesa. Como é que ela vai saber, criatura????? Desista, apenas aprecie.

Deve ter gente me achando doida por gostar de sobremesa da classe econômica. Mas eu gosto, tá? A esta altura, todos os meus potinhos já estão vazios, eu como tudo. Mesmo que não esteja com muita fome. Imagina se eu vou deixar de comer alguma coisa!!!

Supondo que este tenha sido o jantar e que você vá ainda passar mais algumas horas dentro do avião, aí começa uma parte nada agradável da viagem: lembra dos drinks que serviram antes do jantar? Pois é, eu peguei um suco de tomate, mas metade dos passageiros tomou vinho, cerveja e whisky. Uns viram para o lado e dormem. Outros fazem fila no banheiro. Logo você está rodeado de bêbados roncando enquanto passa o filme na tela e o cara do seu lado esquerdo abriu o botão e a braguilha da calça para poder ficar mais confortável depois de encher a pança. E você notou este pequeno detalhe porque a mulher do seu lado direito acendeu a luzinha individual para ler um livro, mas a tal luzinha mais parece um olofote na sua cara.

Termina o filme e você fica com uma onomatopéia semi-silenciosa à sua volta: o barulho das turbinas, a conversa dos comissários, o ronco dos bêbados, o choro dos bebês e por aí vai… Mas você aguenta firme, porque em poucas horas será servido o café-da-manhã… Que delícia!!! O processo todo recomeça, desta vez acompanhado por uma musiquinha suave característica do amanhecer nos aviões. E começam a servir: café com leite que é só café com leite, mas tem um gostinho diferente, pãezinhos, biscoitinhos, eu não como ovo, mas o cheirinho dos ovos mexidos é delicioso, suco de laranja, tudo o que você poderia muito bem comer na sua casa, mas não come e, se come, no avião parece mais gostoso. Prá mim parece. ;-)

É claro que depois de recolhidas as bandeijas do café-da-manhã segue-se um evento particularmente desagradável: a fila no banheiro está interminável. Todo mundo com seus nécessaires da companhia aérea na mão, pés inchados e cabelos arrepiados pela energia estática. Quando finalmente chega a sua vez e você entra no minúsculo toilette, depara-se com a seguinte cena: o vaso está tão sujo que nem usar o protetor de assentos resolve. Os compartimentos que servem para jogar fora diferentes tipos de, digamos, papéis, foram confundidos milhares de vezes por outros passageiros e estão transbordando com uma mistura assustadora de coisas que você prefere nem identficar. O sabonetinho em cima da pia está semi-derretido, a pia completamente molhada, com marcas de pasta de dentes para todos os lados. O chão está meio molhado, em parte pela água da pia, mas também por outros líquidos que caíram fora do alvo do vaso e você torce para, no meio desta confusão, não acontecer uma turbulência e você escorregar e cair naquele chão. Mas o melhor de tudo é que, quando você fecha a portinha do banheiro, feliz por finalmente ter chegado a sua vez, percebe que terá que ficar o mínimo de tempo possível lá dentro para não morrer sufocado pela mistura de cheiros de pasta de dentes, sabonete, perfume e dos mais diversos subprodutos humanos, alguns processados, outros que o organismo do bêbado infelizmente não foi capaz de processar e, tudo isso, dentro de um cubículo de 1mx1m. É claro que você não encontra lugar onde apoiar seu nécessaire, entao você faz milhões de malabarismos para conseguir escovar os dentes, lavar o rosto e fica se perguntando se está realmente tão apertada que não valha mais a pena esperar o avião pousar para usar o banheiro do aeroporto. Uma alegria!!! heheh

É, viajar de avião tem uma série de incômodos (e nem falei da metade!!!). Prá quem tem medo de andar de avião, como eu, cada um destes incômodos ainda se multiplicam pela ansiedade da viagem em si. Mas a comida, ahh, a comida… Essa é boa! Mesmo que 99,9% de vocês não concordem! ;-)

Em tempo, tem um site chamado Airplane Meals que mostra fotos dos mais diversos tipos de refeições de avião. São fotos enviadas por visitantes do site, tem uma lista das fotos mas recentes e também separadas por companhia aérea. As fotos vêm acompanhadas de comentários (pois normalmente quem envia a foto é alguém que comeu aquela refeição), bem como detalhes do vôo em que foi servida. Interessante.

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Há muito tempo eu vinha com vontade de fazer um canteiro de ervas que eu pudesse usar não só como uma forma de hobby mas também para cozinhar, fazer chás, etc… Há uns 2 meses atrás eu finalmente cansei de planejar e resolvi colocar em prática. O Marcelo me levou em um lugar maravilhoso que tem aqui perto de casa, escolhi tudo o que queria plantar e trouxe para casa. Aí está o canteiro:

canteiro de ervas
Neste primeiro, tenho hortelã, melissa, alecrim, salsa, pimenta, orégano, puejo, manjericão e a cebolinha, que não pegou muito bem.

canteiro de ervas
Neste segundo, tenho bálsamo, artemísia e lavanda.

flor de lavanda
E nesta foto, a flor de lavanda que é a coisa mais delicada do mundo. Estas floresceram há aproximadamente uma semana. :-)

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Alguém que esteja no .Node poderia me enviar um convite?

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Estou com os nervos à flor da pele. Tomamos aquela decisão parcialmente, ainda não é definitivo, mas não estou confortável com esta decisão. Na verdade, não me sentiria confortável com nenhuma das decisões que tomássemos, mas sei lá, a que tomamos implica em muitas mudanças e eu não sei se estou disposta a enfrentar estas mudanças neste momento… Mas a razão falou mais alto, agora temos que ver como vai evoluir – e se vai evoluir – para tomarmos a nossa decisão final. Ainda está em tempo de desistir. Sei lá, sei lá… A vida é cheia de surpresas e o tempo todo tomamos decisões, mesmo quando estamos parados é uma forma de decisão (às vezes voluntária, às vezes involuntária, mas ainda assim, decisão). O duro é quando uma decisão pode mudar completamente a sua vida e você não tem como saber se será para melhor ou para pior. Às vezes eu acho que viveria muito bem levando um estilo de vida simples, simples mesmo, num lugar onde as superficialidades da vida moderna das metrópoles não têm importância e os valores das pessoas são autênticos, menos individualistas e onde as pessoas se preocupam com o crescimento pessoal ou espiritual, conforme o caso, e não com o acúmulo de bens materiais, com o carro que dirigem, com os cargos que ocupam, com o status social. Uma coisa que me irrita profundamente é você ligar em algum lugar e te perguntarem: “Fulano de onde?” – como se você não pudesse ser somente uma pessoa ou que seu sobrenome fosse o nome da empresa onde trabalha… E, ainda assim, dependendo de onde você trabalha, a pessoa do outro lado da linha te trata de uma maneira diferente. Acho tudo isso uma palhaçada!!! Somos nós mesmos alimentando o sistema que condenamos… Eu me lembro, trabalhando em agência, que muitos reclamavam de horários de trabalho absurdos, de não terem vida pessoal, mas estas mesmas pessoas condenavam com olhares e comentários maldosos aqueles que por alguma razão conseguiam sair mais cedo ou brigavam e optavam por um estilo de vida mais justo. Isso é o auge da hipocrisia!!!

Quando você sai deste contexto e olha de fora para ele, percebe o quanto as pessoas valorizam as coisas erradas, são contaminadas por um sistema hipócrita e passam a viver de acordo com ele… e fico pensando se é possível de alguma forma não se contaminar uma vez dentro do sistema. Me parece que não, que em algum nível todos nós acabamos sendo frutos do ambiente em que vivemos. O pior é que eu acho que muitas pessoas são felizes desta forma, ou ao menos se dizem felizes… Mas não eu. Isso me incomoda profundamente. E, mesmo assim, esta decisão que tomamos pode nos colocar de volta neste sistema e é isso, em parte, que me assusta tanto. Até que ponto eu realmente quero estar sujeita a estas coisas? A resposta é simples, eu não quero!!! Eu estou tomando uma decisão totalmente contraditória, porque eu preciso tomar… Mas quando a gente fica em uma situação deste tipo, não consegue ficar em paz. E por isso tudo está sendo tão difícil. Mais conforme evoluir…

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Ontem fizemos a nossa comemoração particular dos 10 anos de “namoro” com este bolo:

Bolo - 10 anos de "namoro"

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Hoje comemoramos uma data muito importante: hoje completam 10 anos que eu e o Marcelo começamos a namorar!!!

10 anos juntos. Me faltam palavras para descrever o que isso significa para mim… Há 10 anos atrás, neste mesmo dia, eu passei a sentir paz no coração, porque eu sabia que ali se iniciava uma jornada de uma vida. Uma jornada que se revelou cheia de obstáculos, mas que também revelou a nós a força que tínhamos para ultrapassar cada barreira e, portanto, a força do nosso amor… Isso é tão especial e intenso que chega a encher meus olhos de lágrimas, encher meu coração da certeza de que tudo valeu a pena e de que tê-lo ao meu lado me transformou em uma pessoa melhor, mais forte e, sem dúvida nenhuma, totalmente apaixonada!!!

O Marcelo é a pessoa mais forte, autêntica, verdadeira, justa e de caráter que eu conheço. É o meu companheiro no verdadeiro e pleno sentido da palavra. É a pessoa que sabe me fazer rir quando estou chorando, que tem sempre a palavra certa, que inspira e sabe fazer aflorar o melhor de mim quando eu mesma não acredito nas minhas forças e possibilidades. É a pessoa que sabe transformar as menores coisas do dia-a-dia em momentos especiais. É a luz quando tudo o que eu enxergo é escuridão, o olhar que acalma meu coração, o sorriso que incendeia meus melhores momentos. A clareza que me ensina a enxergar além. A presença dele na minha vida amplia a razão da minha própria existência, justifica meus passos e esforços. Eu não seria hoje a pessoa que sou se não tivéssemos, há 10 anos atrás, escolhido um ao outro.

Eu normalmente guardo meu lado mais poético para mim mesma. Quem acompanha meus blogs talvez estranhe o tom este post. Mas o Marcelo não inspira o que há de trivial em mim, mas o que há de mais único e especial…

E, coincidentemente, hoje (exatamente 10 anos depois), precisamos tomar uma outra decisão importante na nossa vida. Sinceramente, ainda não sei o que fazer… Mas tudo o que importa é que temos um ao outro neste momento. E nada na vida é mais importante do que isso!!!

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Ontem assistimos Mystic River. Me desculpem os que gostaram, mas não achei nada demais. Um filme bom, mas nada de excepcional… O Marcelo alugou mais 3 filmes para o fim-de-semana, depois posto sobre eles.

Também assisti a abertura das Olimpíadas, maravilhosa!!!!! Deu vontade de estar lá para ver.

Hoje à tarde tenho uma conferência com o pessoal do COL para dar andamento aos projetos educativos. Vou abrir um fórum restrito para o pessoal que está participando dos projetos. Isso é bom não só para organizar os trabalhos mas também para acomodar discussões de idéias para projetos futuros.

Temos uma decisão muito importante para tomar neste final-de-semana… Mas por enquanto não quero falar sobre isso. Só sei que será uma decisão difícil, do tipo que qualquer opção que se faça, tem que se abrir mão de alguma coisa importante. Ai, ai… :roll:

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