Dia-a-dia


Algo de muito incomum tem acontecido comigo. Quem me conhece pessoalmente ou acompanha o blog sabe que sempre fui notívaga. Sempre, desde criança. Ficar acordada durante a madrugada é meu padrão. Acordar cedo é algo que eu sempre senti como anti-natural para o meu metabolismo.

Mas de uns tempos pra cá isso tem mudado. Eu não sei exatamente o porquê, embora desconfie de alguns fatores. Fato é que meu nível de produtividade, que sempre foi alto à noite, tem diminuído. Dormir na parte da manhã tem me incomodado. E algo que eu nunca achei que fosse possível está acontecendo: ao acordar cedo tenho me sentido BEM, ao contrário do zumbi que sempre me senti quando era obrigada a acordar cedo pelas circunstâncias (emprego, faculdade, etc).

Venho mantendo um ritmo de sono comum para a maioria das pessoas, mas muito atípico para mim: dormir a noite toda. Semana passada este ritmo se quebrou e se inverteu: voltei a ficar acordada à noite. E comecei a não me sentir bem com isso. Pode não parrecer, mas para mim esta mudança é gigantesca. É uma mudança metabólica.

Mas mudança metabólica à parte, notei que uma das coisas que interferiu na inversão do sono na semana passada foi tomar coca zero à tarde e à noite. Eu havia reduzido bastante o consumo de coca zero de forma geral e na semana em que o sono se inverteu, tinha aumentado novamente.

Nem vou entrar na discussão do quanto tomar coca-cola é nocivo de vários pontos-de-vista, mas vale a observação do quanto o organismo se adapta e reage a mudanças aparentemente simples. Eu era notívaga mesmo quando criança, quando coca-cola era restrita a finais-de-semana na minha casa. Então não dá para afirmar que, embora este vício tenha se instalado em determinado ponto da minha vida, tenha sido o “causador” do que eu sempre me referi como minha natureza notívaga.

Porém, após esta mudança que estou identificando como metabólica, associada à redução de cafeína, voltar a ingerí-la gerou insônia. Ter insônia é muito diferente de ficar acordada à noite naturalmente. E acho que justamente por isso ficar acordada à noite passou a ser ruim: deixou de serum hábito NATURAL do meu organismo, passando a ser insônia por causa da cafeína.

Nem preciso dizer que já cortei isso. Sono regulado novamente. Acordei hoje às 7hs da manhã, mais ou menos. Estou me sentindo ótima. Estou adorando o fato de que de alguma forma isso está mudando em mim, naturalmente. Não estou me forçando a acordar de manhã. Não foi uma escoha intencional. Não sei se é algo definitivo. Tudo isso é muito novo para mim. Mas seja o que for que esteja causando isso, é uma mudançamuito bem-vinda.

Para terminar, uma dica para quem está tentando cortar ou reduzir o consumo de cafeína que funcionou para mim maravilhosamente: substitua o café normal por descafeinado. Eu não senti muita diferença, mas sei que tem gente que odeia. Mas funciona! É uma forma de enganar o corpo: vício é uma combinação da dependência química/física da substância viciante com o hábito que gera a dependência psicológica. Corte a substância enquanto mantém o hábito e com o tempo o corpo não sente mais falta da substância. Aí, cortar o hábito é infinitamente mais fácil. Eu destruí a necessidade do meu corpo por cafeína desta forma: tomando café descafeinado de manhã, o que reduziu a vontade tanto por coca-zero quanto pelo próprio café de manhã. Experimente!

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Primeiro post do ano de 2008 em pleno 31 de janeiro… Eu estava de férias, cheguei de volta em casa no dia 16 de janeiro e aí fui cuidar de algumas pendências, algumas delas porque acabei estendendo minhas férias em uma semana além do originalmente planejado, outras, coisas novas que surgiram depois que cheguei de viagem. Vou então fazer um update rápido, longe de ser completo pois fiquei muito tempo sem postar, mas pelo menos retomo o ritmo normal do blog:

Minhas férias:

Foram ótimas, merecidas e muito aproveitadas. Mas não quero falar especificamente sobre isso neste post.

101 Coisas em 1001 Dias

Eu concluí nada menos do que 11 metas da minha lista de 101 Coisas nos últimos 40 dias!! Coisa boa! E a lista de discussão do projeto 101 Coisas em 1001 Dias está aumentando mais a cada dia. É gostoso ver como outras pessoas lidam com suas listas e acompanhar o desenvolvimento de cada uma delas mais de perto. A interação entre as pessoas é bacana também, como todos estão no mesmo barco e na mesma firme intenção de concluir a lista, a troca de informações e o compartilhamento das dificuldades e das conquistas acaba sendo interessante pra todo mundo. Especialmente quando duas ou mais pessoas possuem as mesmas metas. Quem já concluiu passa dicas de como fez e assim por diante. Sinto que esta lista de discussão revigorou o projeto de uma forma diferente e inesperada e o tom de comunidade foi ampliado.

Project 365

Minhas postagens semanais do Project 365 pararam pelo mesmo motivo e durante minhas férias acho que tirei uma foto por dia pelo menos, mas não tenho certeza ainda, estou tentando organizar isso. No entanto, acho que não vou fazer a postagem semanal retroativa com as fotos das férias porque algumas delas são “friends only” no Flickr e eu não quero mudar este status de privacidade. Não tinha pensado nisso quando entrei para o projeto. Normalmente, as fotos tiradas intencionalmente são colocadas lá para quem quiser ver, mas quando acontece uma situação como esta, eu vejo todas as fotos, mas não necessariamente todos que acompanham. Bem, as alternativas são eu recomeçar ou tocar como está e resolvi que vou tocar como está porque a data escolhida para o início teve um motivo pessoal. Então, para quem está acompanhando e não tiver acesso a todas as fotos, minhas desculpas. E tem muita foto ainda para colocar lá no “set” do projeto, ele não está atualizado até a data de hoje ainda, vou terminar de fazer isso esta semana.

Entrevista para a TV O Boticário

Entrevista p/ TV O BoticárioEsta semana dei uma entrevista para a TV O Boticário (um canal interno que o Boticário tem para funcionários, franqueados, etc.) para falar sobre a minha história com a empresa, as postagens aqui do blog, as entrevistas para a Época Negócios e Info e assim por diante. Quem viu as fotos no Flickr antes de eu colocar os títulos e achou que eu ia aparecer na TV, não é nada disso! Não sei se vai aparecer nas TVs das lojas do Boticário, é possível, mas é algo de caráter mais interno. Dito isso, foi bem interessante e certamente diferente, eu nunca tinha dado entrevista filmada. A equipe veio aqui, fizemos uma pré-entrevista e depois filmamos. Quanto mais contato eu tenho com o Boticário, agora de formas menos convencionais, inclusive, mais se solidifica para mim a imagem de empresa de vanguarda sobre a qual escrevi aqui. E, NÃO, eu não estou ganhando nada para dizer isso e este não é um post patrocinado.

Trabalho

Um dos meus blogs que estava com PR8 foi penalizado, muito provavelmente por eu estar usando TLA (Text Link Ads), e caiu para PR4. Aliás, perdi PR em praticamente todos os meus blogs, com exceção de um que subiu. Portanto, cortando TLA a partir de fevereiro dos meus blogs até segunda ordem. O trabalho agora é de reverter a situação.

Bom, este foi só um update rápido, façam de conta que desejei um Feliz 2008 pra todo mundo na data certa e, como está em tempo, ótimo Carnaval pra todo mundo. ;-)

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Pra quem não sabe, eu adoro tomar banho de chuva. Sempre – digo SEMPRE – que tenho a oportunidade de fazer isso, faço.

O calor insuportável que tem feito estes dias proporciona a oportunidade perfeita para um bom banho de chuva na hora em que ela chega.

Soube que hoje caiu uma tempestade torrencial aqui na minha cidade, mas eu, exausta por ter ficado muitas horas acordada, dormia quando isso aconteceu. Frustrada por ter perdido a chance de sair na chuva, fiquei torcendo para que chovesse novamente.

Enquanto isso pedi comida delivery para o jantar. Quando o entregador chegou, deu-se conta de que tinha esquecido parte do pedido, então ficou de voltar. Eu entrei e comecei a comer. Cinco minutos depois começa a cair o mundo lá fora. Chuva das pesadas, tempestade mesmo. Achei que o entregador esperaria passar para voltar, mas 2 minutos depois lá estava ele na minha porta.

Para eu poder pegar as coisas, teria que ir até a parte da frente de casa – que não tem cobertura. O entregador, então, muito simpático, pediu para eu esperar que ele tirasse as coisas da caixa para que eu não tomasse muita chuva. (Hehe…) Ele pingava da cabeça aos pés. Eu, então, sem a menor hesitação ou pressa, saí andando enquanto ele me olhava com ar de surpresa. Ambos parados na frente de casa com o céu vindo abaixo, seguiu-se o diálogo abaixo:

- Não se preocupe, eu adoro tomar chuva. Estava até pensando em vir aqui fora de propósito.

- É mesmo? Então você é das minhas. As pessoas me acham louco por sair fazendo as entregas neste temporal, mas eu não estou nem aí. Não tem nada melhor do que tomar chuva, ainda mais neste calor.

- Verdade. Eu estava torcendo pra cair mais uma boa chuva hoje, porque a da tarde eu perdi.

Trocamos mais umas duas ou três frases no mesmo estilo. Ele, então, se afastou e viu que logo atrás dele havia uma enorme poça d’água. Quando digo enorme, daria para uma família de patinhos morarem nela. Era realmente grande. Empolgado com o papo da chuva, o entregador pulou do meio-fio bem no meio da poça com toda a força que pode, fazendo um “splaaasasshhhhh” considrável. Deu mais uns pulos ensopando a bota, a roupa, jogando água para todos os lados e rindo. Isso, de capacete, caixa nas costa, calça e jaqueta pretas. Uma imagem simplesmente impagável!

Eu, do meu lado, fiquei ali parada, ainda embaixo d’água, olhando aquela cena com um sorriso no rosto e lamentando por não ter uma câmera na mão naquela hora. Teria dado uma bela foto. Fiquei ainda mais alguns minutos lá fora depois que ele foi embora aproveitando a chuva.

É difícil achar alguém que curta chuva como eu. Mas eu nunca tinha encontrado alguém com o mesmo tipo de atitude que eu tenho com relação a ela. Enquanto a maioria dos outros entregadores estão provavelmente presos e irritados esperando a chuva passar ou ao menos diminuir, este cara está curtindo o trabalho dele esta noite exatamente porque está chovendo e tirando o melhor da situação. Difícil passar em palavras o que foi a imagem dele pulando dentro da poça, por isso eu queria ter tirado uma foto (uma imagem vale mais que mil palavras, certo?). Mas chegou a ser poético. Entrei em casa com um sorriso no rosto por causa da atitude inusitada dele. Não fosse o fato de eu estar no meio do meu jantar, acho que teria eu também ido fazer o mesmo.

A chuva agora está mais fraca. Mas torço para que chova mais nos próximos dias, pois hoje não aproveitei nenhum dos dois pés d’água que caíram como gostaria.

Bom feriado pra todo mundo e aproveitem bastante. Especialmente se chover. ;-)

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Eu deveria criar a série “as coisas e pessoas mais estranhas que me acordam”. A de hoje foi assim:

(toca o telefone)

- Quem fala? (obs.: na cidade onde eu moro as pessoas têm esta hábito de perguntar “quem fala”. Sou originalmente paulistana e acho isso estranhíssimo, então sempre digo…)
- Com quem você quer falar?
- É da casa do Toninho?
- Não.
- É da casa de quem?
(huh? – não resisti…)
- Minha.
- Como você chama?
- Que diferença faz? Não é da casa do Toninho, você ligou errado.
- Ah, tá… É da casa da Cristina?
(Putz…)
- Não, né?
(entendeu agora ou quer que eu faça um desenho?)
- Ah, então desculpa, foi engano.
(NÃO DIGA!!!)

A pergunta que não quer calar é: por que eu não lembro de tirar o telefone do gancho antes de dormir? E antes que alguém pergunte, sim, eu tenho identificador de chamadas, mas troquei o aparelho por um que não tem para fazer um teste ontem, pois meu telefone tinha ficado mudo no sábado – seguido pela queda do Speedy anteontem (que, aliás – surpreendentemente – a Telefonica consertou em menos de 24 horas).

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Como de costume, passei a madrugada de ontem para hoje em claro. Fui dormir por volta das 5:30 da manhã. 9hs da manhã alguém toca a campainha. Saio na janela capengando de sono e lá está uma mulher:

- Ah, desculpa, te acordei?

(pensei comigo: “Não, a casa está toda fechada e eu estou com esta cara de sono porque eu não gosto de luz do dia e tenho esta cara mesmo… Mas ao invés disso, disse:)

- Sim, me acordou. Pois não…

- Eu sou (fulana) e nós estamos passando nas casas para incentivar as pessoas a ler a bíblia.

(respira fundo e conta até um bilhão…)

Do fundo do meu coração, com todo o repeito que eu tenho pela liberdade de crença, putaqueopariu!!! (acho que é a primeira vez que uso um palavrão no blog, só pra dar uma idéia…) Não é a primeira vez que acontece. Nem a segunda. Nem a décima. Acontece numa média de duas vezes por mês no mínimo, sempre aos finais-de-semana. Desta vez ainda foi mais tarde, mas já teve gente batendo na minha porta às 7hs da manhã de um domingo para “falar sobre a bíblia”.

Sinceramente, o que passa pela cabeça destas pessoas? Não, sério, me ajudem a entender, porque eu já estou tão pelas tampas com isso que não sei nem mais o que fazer. As pessoas têm o direito de ter suas próprias crenças, mas eu acho EXTREMAMENTE invasivo alguém tocar a campainha da sua casa, seja que dia ou horário for, para tentar impor estas crenças, para tentar te converter. Isso quando não ficam ofendidos ou te olham torto quando você diz que não tem interesse no que eles querem dizer ou quando não resolvem questionar suas crenças, como se não seguir uma religião específica fosse sinônimo de falta de caráter ou algo do gênero.

Este tipo de coisa deveria ser proibida. Deveria haver uma forma de evitar este tipo de assédio de dentro da nossa própria casa!! Eu honestamente não sei o que fazer para evitar isso, até porque dificilmente é a mesma pessoa que aparece. Eu não quero ser agressiva ou indelicada com ninguém, infelizmente estas pessoas lá no fundo acreditam que estão tentando fazer um favor, te ajudar de alguma forma, mas me pergunto se manter a gentileza não torna a coisa pior. Minha vontade é responder: “Você só pode estar brincando comigo, ter a cara de pau de tocar a campainha da minha casa num sábado de manhã, me acordar para dizer que quer me incentivar a ler a bíblia?? Você só pode estar brincando comigo!”

Fico pensando, de verdade, o que passa na cabeça destas pessoas. Eu jamais teria a cara de pau de sair aleatoriamente tocando a campainha das casas de estranhos para “falar sobre as minhas crenças”. Tem que ter uma cara de pau fenomenal pra fazer um negócio destes. E uma falta de noção e de respeito ainda maior. Já pensei seriamente em colocar um aviso bem ao lado da minha campainha dizendo “Se quiser falar sobre a bíblia, vá para a casa do lado e me deixe em paz”. Campainha devia vir programada com anti-spam. No dia que o Google lançar a “GBell” eu serei a primeira beta-tester. Ou então, as campainhas poderiam ter um sistema de atendimento automático: “Se você quer falar sobre a bíblia, vender balas ou rodinho de porta, tecle um”. Teclado “um”, a mensagem seria “Os residentes desta casa estão todos ocupados no momento. Por favor aguarde.” – e deixaria a pessoa “na espera” indefinidamente ouvindo a musiquinha mais irritante possível. Aliás, conheço várias empresas brasileiras que poderiam prestar este “serviço” de chamada em espera e contrataria o carro de som da “Rede Padovan de calçados”, que também me acorda com o som mais irritante do planeta, pra gravar a “mensagem” de espera. Se funciona para tantas empresas, acho que funcionaria maravilhosamente aqui em casa.

Será que assim este pessoal pararia de me encher o saco?? Tenham suas próprias crenças, eu respeito, mas me deixem em paz!!! Me deixem ao menos dormir! Será que é pedir muito? Se um dia eu quiser ler a bíblia, ou falar com alguém sobre a bíblia, eu mesma vou pessoalmente e por livre e espontânea vontade a uma igreja, combinado?

(edit): será que alguém me sugere uma boa resposta pra dar ao próximo aparecer por aqui?

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Eu me recuso a entrar em detalhes, mas ontem minha vida passou por um momento tão surreal quanto um quadro do Salvador Dalí. E este momento, muito embora eventualmente vá ficar no passado, representa algo que estará permanentemente na minha realidade, para todo o sempre.

“Way to go, champ!” (piada interna pra quem sabe sobre o que estou falando).

Acho que eu deveria escrever um livro da minha vida. Na categoria ficcção, claro, porque ninguém acreditaria se eu tentasse vendê-lo como biografia…

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Ao contrário da maioria das pessoas, eu adoro chuva. Adoro sol também, mas minha reação quando começa a chover é contrária à que a maioria das pessoas têm.

Se eu sinto o vento começar a bater diferente (no interior a gente sente isso claramente), se ouço um trovão ou se começa a chover eu já abro um sorriso. Não importa se está frio ou calor, em geral a chuva pra mim é deliciosa. É claro que se eu estou saindo do cabelereiro pra ir a um casamento toda arrumada, esta é uma péssima hora pra bater uma chuva, mas fora isso, sou o tipo de pessoa que anda na chuva numa boa – e, não (meninas), meu cabelo não é naturalmente liso, mas a sensação de sair na chuva pra mim é tão deliciosa que “como o cabelo vai ficar depois” é simplesmente irrelevante.

Na verdade, eu saio na chuva de propósito. Isso mesmo, de propósito, pra me molhar mesmo – não para deixar cair uns pinguinhos na roupa, mas para ficar como se tivesse pulado numa piscina mesmo. Eu levo o ditado “quem sai na chuva é pra se molhar” ao pé da letra. Quem não acredita pode perguntar ao Marcelo. Loucura? Não, isso se chama aproveitar as coisas simples da vida, porque é algo que eu realmente gosto de fazer.

Tem feito dias muito quentes por aqui e de vez em quando cai aquela chuva gostosa. E como eu moro perto da serra, às vezes estas chuvas são bem fortes. Quanto mais forte melhor. Quanto mais trovões, relâmpagos e água, maior a minha empolgação. Nem preciso dizer que ando tomando vários banhos de chuva ultimamente!! :-) Simplesmente maravilhoso! Uma das delícias do verão…

Muita gente reclama de chuva. Mas pensem que coisa maravilhosa da natureza é a chuva. É vida – para as plantas, para os animais, para nós. Aliás, eu acho que é isso que eu sinto quando saio na chuva: vida, me sinto viva! Antes que alguém fale que chuvas também provocam enchentes outras coisas do tipo, sim, é verdade, mas a falta dela também cria problemas. Então vamos esquecer os extremos por um momento e pensar naquela chuvinha que bate em fim de tarde no verão, quando o dia foi quente, pra refrescar o início da noite… Ou naquela tarde de domingo que você tirou pra relaxar assistindo um filminho com pipoca. Ou quando você se deita pra dormir e cai no sono embalado(a) pelo barulho da água caindo lá fora… (se estiver bem acompanhado(a), ainda melhor, não? ;-) ) Tem coisa melhor?

Eu posso estar fazendo o que for, se começa a chover eu paro o que estou fazendo pra apreciar a chuva por uns momentos. Sentir o cheiro da chuva na terra e no asfalto, sentir o vento bater, ouvir o som dos pingos caindo no chão, no teto de casa, o som dos trovões. Ver a luz dos raios. E, se a situação permitir (e se não estiver muito frio, claro!), eu saio mesmo na chuva. Meus vizinhos devem me achar maluca, mas não importa. Quando você aprende a apreciar a chuva, a sensação de sentir a água na pele é maravilhosa. Pra mim, é como se me desse uma carga de energia. Depois de um bom banho de chuva eu me sinto nova em folha. Pra facilitar o entendimento disso – porque a esta altura você que está lendo isso pode estar pensando “que mulher doida, quem é que sai na chuva de propósito?” – pense no seguinte: tem gente que se sente muito bem quando entra em contato com a natureza fazendo caminhadas em trilhas, escalando, fazendo rapel, etc. Eu me sinto bem entrando em contato com a natureza através da chuva. Se sair na chuva fosse um esporte e queimasse calorias, eu estaria bem arranjada. :-) Mas, ainda assim, tem um efeito físico e mental revigorante.

Se você nunca tentou sair na chuva de propósito, não sabe o que está perdendo! Pegue um dia quente em que você esteja em casa de bobeira quando começar a chover e experimente. Se você morar numa casa com quintal, faça ainda melhor e saia na chuva sem roupa. Isso mesmo, sem roupa, como veio ao mundo! Soa pra você como uma prática meio pagã? – (conhece o clichê das bruxas dançando peladas na lua cheia em volta de uma fogueira?) Bem, dependendo do seu enfoque, pode até ser, mas se este não é o seu caso, veja isso como uma boa oportunidade de entrar em contato com a natureza de uma forma diferente (eu particularmente acho as crenças pagãs muito interessantes, mas eu gosto da chuva independentemente disso, minha fascinação pela chuva remonta dos idos do Guaraná a rolha). Esqueça o cabelo com escova, seja criança por um momento, sinta-se livre, simplesmente aproveite. Feche os olhos por uns instantes e explore os outros sentidos: sinta o cheiro da chuva, o toque da água na pele, os sons da natureza – da própria chuva, do vento batendo nas árvores, etc… Mas abrace a expriência, mergulhe na experiência de cabeça – se sair na chuva, saia para realmente se molhar. Se você não gostar, o máximo que vai acontecer é você ficar ensopado(a), daí é só tomar num banho quente e tudo resolvido. E, de bônus, você poderá dizer que já saiu na chuva de propósito uma vez na vida. É uma experiência como qualquer outra e acho que todo mundo deveria tentar isso pelo menos uma vez na vida. Por outro lado, se você gostar, terá uma nova “atividade” para alguns dos dias chuvosos e poderá curtir a chuva de outras maneiras.

E não me culpe se isso se tornar um vício. ;-) – ou quando você, depois disso, descobrir que existem outras situações em que sair na chuva de propósito é no mínimo interessante, mas isso eu deixo a cargo da sua imaginação… :D

Agora se me dão licença, o vento por aqui já mudou, os pingos já começaram a cair e meu mensgeiro do vento está me avisando que está na hora de sair na chuva pra me molhar. Até mais! :-)

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O que? Tem um mês e meio que eu não posto no blog? Não pode ser!! 8O

Esse tempo passou voando pra mim. Não vi passar. Fui para Ribeirão Preto, passei uns dias com a Paula, meu primo e as crianças e também com o Marcelo, que finalmente se dignou a dar o ar da graça pelas bandas de Ribeirão. :-) Tivemos uma comemoração muito pouco convencional (depois falo sobre ela, em uma outra oportunidade), saímos, fomos em barzinho, churrascaria, shopping, comemos comida japonesa do Koi (eu estava doida pra comer comida japonesa e a comida do Koi é simplesmente maravilhosa!!!), foi tudo ótimo. Eu não via o Marcelo pessoalmente desde julho, então foi bom pra matar as saudades e colocar os papos em dia. Estou cheia de fotos para subir para o Flickr, mas estou numa preguiiiiiça… Eu aviso quando as fotos estiverem lá pra quem quiser ver.

Além disso, fiquei bastante envolvida em algumas atividades online, projetos novos. Li MUITO e fiz algumas experiências novas com a Lei da Atração, todas com resultados impressionantes (também vou escrever sobre isso).

Enfim, desta forma se passou um mês e meio e eu mal me dei conta. Estou cheia de coisas para escrever aqui no blog, mas meio sem tempo. Aos poucos vou “desafogando” a enxurrada de idéias, não se espantem se eu me empolgar e resolver escrever tudo de uma vez! – pouco provável, mas possível. ;-)

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