Vida nos EUA


Dizem por aqui que os furacões são um preço baixo a se pagar para se morar no paraíso (em referência a essa região da Flórida que é maravilhosa). Essa percepção vem do fato de que, embora haja todo ano uma temporada oficial de furacões, raramente eles são destrutivos a ponto de as pessoas terem que evacuar a região ou causar danos significativos. Não é raro acontecer de um furacão de categoria leve passar e, por precaução, as pessoas serem liberadas do trabalho, mas sem a necessidade de evacuar a área. Aí vai todo mundo aproveitar pra fazer um churrasco. São as chamadas “Hurricane Parties” (segundo meu marido), que em outras palavras significa “vamos comer e beber bagarái enquanto chove e venta bagarái”.

Mas às vezes o buraco é mais embaixo. Às vezes passam furacões violentos por aqui (os mais recentes tendo sido Ivan em 2004 e Dennis em 2005). Ivan foi o mais destrutivo. Teve o tamanho do estado do Texas e atingiu categoria 5 (a máxima, veja aqui a escala) em nível de intensidade. Mas muito embora tenha causado muitos danos nessa região, os danos maiores foram em outros lugares.

De qualquer forma, fato é que os EUA são um país que convive com desastres naturais de vários tipos. Por aqui são os furacões, em outros estados são tornados, ou terremotos, etc.

Quando cheguei aqui não sabia muito bem o que esperar com relação a isso. Cheguei depois do término da temporada de furacões, então muitos meses se passaram até que o assunto entrasse em pauta com frequência nas conversas e na mídia. Mas em um lugar que precisa estar preparado para este tipo de coisa, existem sistemas de prevenção que ficam alertas o tempo todo. As TVs a cabo e por satélite interrompem o sinal periodicamente (mesmo fora da temporada) como teste de aviso metereológico, para gatantir que na hipótese de uma emergência, o sistema esteja funcionando corretamente e a população possa ser avisada.

Ao longo dos primeiros meses, via isso acontecer e não dava muita bola. E, sem conhecimento dos tipos de avisos, bela noite lá pela 1h da manhã a TV apitou e entrou um “warning” na parte inferior da tela com um mapa. Era um “severe weather – flood warning” (clima severo e aviso de enchente) para o nosso condado. Não fiquei assustada, mas acordei o marido pra ter certeza. Vai saber, não é? Eu sei que furacão e tornado são coisas diferentes, mas furacões às vezes trazem tornados de brinde e se você assistiu Twister fica ao menos com a pulga atrás da orelha ao ver um aviso destes pela primeira vez. Bem, ele ouviu, olhou a tela, deu um sorriso (provavelmente achando um pouco de graça), me tranquilizou e voltou a dormir. Daí pra frente me acostumei com os avisos na tela da TV – que aliás assisto muito raramente – e o clima correu tranquilo por vários meses.

Chegou Junho e a região começou a se preparar. Aí o assunto entrou em pauta na mídia, nas conversas e se via informação sobre isso por todos os lados. Fomos chamados para uma palestra sobre “Hurricane Preparedness” na base da aeronáutica, para aprendermos a estar preparados na eventualidade de um furacão significativo resolver passar por aqui. Eu quis ir porque estaria sozinha aqui na época em que isso poderia acontecer. Ficamos uma hora ouvindo sobre tudo o que se possa imaginar: estoque água e alimentos não perecíveis porque pode faltar água e energia elétrica, mantenha $500 em dinheiro na carteira porque os caixas e sistemas eletrônicos podem não funcionar, mantenha o tanque dos carros cheios porque falta gasolina e aí você não tem como ir pra lugar nenhum se a região tiver que ser evacuada, tenha reservas de alimentos para animais de estimação caso não possa sair de casa, tenha preparada uma pasta com todos os documentos importantes (pronta para ser colocada no carro), faça seguro das suas coisas, tenha documentos de compra e de propriedade dos seus bens incluindo aparelhos de valor significativo na sua casa, exija dos proprietários reforço nas janelas – ou coloque você mesmo se a casa for sua… – e assim por diante. Explicaram sobre as categorias de furacões, sobre a logística dos avisos. Falaram sobre tudo, distribuírm guias, CDs e um checklist. E avisaram: comecem a preparar isso AGORA, não esperem chegar o aviso de que um furacão está vindo na nossa direção porque você pode se enrascar.

Normalmente, quando um furacão vai passar por uma região, essa probabilidade é rastreada com 2 semanas de antecedência segundo me informaram. Então, a única coisa que você tem que fazer é ficar de olho na informação, seja pela TV ou pela internet. Embora estas tempestades possam mudar de curso e eles nunca tenham 100% de certeza com relação à trajetória, ela em geral é relativamente previsível. Como eu raramente assisto TV, instalei uma extensão pro Firefox do Weather Channel e assinei alertas para o celular. E via Twitter e Facebook também não tem como passar batido.

A temporada de furacões este ano foi relativamente tranquila. Este mês, no entanto, houve uma surpresa. Embora a temporada vá oficialmente até Novembro, nesta época já não se espera que nada aconteça. Dia 8 deste mês eu tinha ido passar o domingo numa cidade vizinha e, na volta, enquanto notava que o tempo estava mudando, ouvi no rádio uma estação local falando sobre o furacão Ida que estava vindo na nossa direção. Tomei um susto. Como era mesmo aquela história de que os avisos chegam com 2 semanas de antecedência?? Pois é, aparentemente não é SEMPRE assim. Eles conseguem rastrear tempestades que se formam na costa da África e vêm em direção à América do Norte, mas este furacão se formou inesperadamente já próximo da costa dos EUA. E no domingo, quando ouvi pela primeira vez sobre ele (embora já tivesse sido noticiado na sexta como tempestade) estava de repente com intensidade 2. Abaixo, um vídeo sobre o furacão ganhando intensidade:

Cheguei em casa e tratei de me informar. Nenhum aviso sobre evacuação e tudo indicava que ele estava se enfraquecendo. Apesar disso, na segunda-feira já tinha gente no Facebook dizendo que estava de malas prontas. Um baita exagero! Resolvi conversar com o vizinho de frente que mora aqui há muitos anos e passou pelos furacões de 2004 e 2005. Ele disse que não havia nada com o que se preocupar, que de fato o furacão tinha enfraquecido e seria apenas uma tempestade tropical. Me aconselhou, no entanto, a ficar em casa, checar as janelas e colocar pra dentro tudo o que pudesse ser arrastado pelo vento, inclusive latas de lixo. Fui no WalMart dar uma reforçada em algumas coisas só por precaução (embora tivesse tudo em casa) e aí entendi o porquê de eles aconselharem que você esteja preparado com antecedência: o supermercado estava bombando de gente, havia pouquíssimas caixas de água mineral restantes, estava tudo acabando. E isso é um misto de gente tentando se preparar pra ficar em casa e gente preparando as festas, porque até carne e cerveja estavam acabando.

No fim, foram dois dias de muita chuva e vento, mas nada sobrenatural – até porque, ao chegar aqui, o furacão tinha de fato perdido força e era só uma tempestade tropical. Ele fez estragos em outros lugares, mas não aqui. Mas, por precaução (pois estas coisas têm um certo grau de imprevisibilidade), fiquei em casa. Recebi um email da base da Aeronáutica dizendo que os aviões tinham sido transferidos para outros lugares,  que a base estaria fechada e os funcionários seriam liberados – com exceção daqueles que são responsáveis por cuidar justamente de problemas relacionados a furacões e outras atividades essenciais.

Correu tudo tranquilo e tenho certeza que muita gente aproveitou o fato de que o dia seguinte era um feriado para emendar festejando e descansando.

Mas é isso, morar em algumas regiões dos EUA tem este lado também. Felizmente essa temporada parece que terminou. Em teoria ela vai até Novembro, então nunca se sabe. Mas minha preocupação maior com relação ao tempo daqui pra frente é mesmo manter a casa quentinha, porque enquanto escrevo isso às 11:50 da noite em pleno 18 de Novembro já está fazendo 7 graus lá fora. Ano passado tivemos zero graus em alguns dias na Flórida em Dezembro e, como o frio começou cedo este ano, estou achando que este inverno vai ser de lascar.

[6] Comentários 

Desde que cheguei nos EUA, venho querendo escrever sobre algumas das diferenças que encontro por aqui quase que diariamente. Todo país tem seus prós e contras, não vou fazer apologia a país nenhum, mas este artigo é para falar sobre algumas coisas positivas do estilo de vida americano.

Minha experiência aqui ainda é curta (aproximadamente um ano) e minha amostragem é pequena (pois é baseada apenas em um estado), mas a conclusão à qual cheguei com base nisso, observando as pessoas aqui, foi a seguinte: o americano, acostumado a viver em um país rico, tem expectativas em termos de qualidade de vida e do que é considerado básico, diferentes daquelas em países mais pobres como o Brasil. Vou usar o critério de moradia como exemplo:

Onde eu moro, a grande maioria das pessoas vive em um dos 4 seguintes tipos de moradia: casas, apartamentos, “condos” ou “town houses”.

Apartamentos nessa região não são em prédios altos. Quando muito são construções de 2 ou 3 andares em algo que se assemelha a um mini condomínio. E são bonitinhos, parecem casinhas. “Condos” são condomínios de casas com áreas de lazer comuns com piscina, churrasqueiras, etc – e cada um tem suas regras, alguns deles são, por exemplo, para pessoas idosas ou aposentadas. As casas nestes “condos” em geral são muito boas e paga-se uma mensalidade de manutenção dos condomínios. Por fim, “town houses” são casas geminadas, em geral em duplas de sobrados. Os aluguéis das “town houses” são mais baratos, mas as casas são espaçosas e bonitas.

Independente de qual tipo de moradia estejamos falando, todas elas têm como ítens básicos: aquecimento e ar-condicionado, água quente em todas as pias, pelo menos uma banheira (em geral, todos os banheiros têm banheiras). Isso é o básico, é impensável uma casa pra eles aqui sem isso. Não entrei em um apartamento ainda, então não sei se eles têm banheiras, mas o restante sim.

Em cidades mais metropolitanas, como Nova Iorque, evidentemente é diferente por causa da concentração de pessoas e quantidade de prédios altos, mas numa cidade tipicamente americana na Flórida, todas as casas têm também jardim – na frente e nos fundos. Pense nas casas do bairro mostrado na série Desperate Housewives – é exatamente aquilo, embora o tamanho das casas varie. Onde eu moro na Flórida, uma casa que é considerada padrão tem 3 dormitórios, 2 banheiros, cozinha e 2 salas, garagem para um ou dois carros, com uma área construída de 250 a 300 metros quadrados (estou estimando isso de cabeça), fora a área externa, em geral com um deck ou pátio. A maioria já vem equipada com geladeira, fogão, lava-louças, lava-roupa e secadora. Esquece varal, dificilmente você vai ver alguém aqui pendurando roupas e depois passando, a não ser peças que precisam ser passadas (exceção). As únicas coisas que compramos pra essa casa onde moramos foram a lavadora de roupas e secadora que a casa não tinha, mas fogão, geladeira e lava-louças já faziam parte do pacote.

O americano de classe média vive assim. Quando digo que a expectativa deles é diferente, é porque se compararmos com o brasileiro de classe média, ele veria determinadas coisas como um luxo. O brasileiro classe média compra um apartamento de 80 metros quadrados, sem aquecimento ou ar-condicionado, sem banheira, sem vista e acha que está ótimo, porque finalmente conseguiu comprar sua casa própria. Se você oferecer pra um americano uma casa sem aquecimento, mesmo na Flórida (pois em estados onde neva é uma necessidade), ele vai rir da sua cara. Eles estão acostumados a outro padrão de vida.

E isso é resultado não só de se morar em um país rico, mas também um reflexo cultural de como o país trata determinados tipos de trabalho. Um dos exemplos que vejo mais de perto é o jardineiro aqui de casa. Já começa que eu sou a exceção: aqui o americano médio não contrata jardineiro, corta sua própria grama. Todo mundo faz isso. Meu marido faz, mas na ausência dele contratamos alguém pra cuidar disso.

Essa pessoa vem aqui uma vez por semana para manter a grama aparada e o jardim em ordem. Chega em uma caminhonete bacanuda, com cortador de grama daqueles que você dirige e outras ferramentas ou elétricas ou a gasolina. O cara não põe a mão numa tesoura de jardim. Cobra US$100 por mês pra vir aqui uma vez por semana e fazer um trabalho que não leva uma hora.

Consideremos que ele trabalhe em média 8 horas por dia, portanto fazendo 8 casas. Assumindo que ele cobre este valor em todas as casas (o que não é verdade, pois varia de acordo com o tamanho do jardim, portanto outras casas pagam mais e outras menos, então vamos manter a média em $100 para efeito de exemplo), ele tem 40 clientes por semana, o que significa que por mês ele tira 4 mil dólares. Cortando grama. Considerando que o aluguel de uma casa média nessa região varia entre $900 e $1300 dólares (menos se for um apartamento ou “town house”, por volta de $600-$700) e sem contar com o salário da mulher dele que também trabalha, um jardineiro aqui está muito bem de vida. Até onde sei, da última vez que ele tirou férias foi passear nas Bahamas, na anterior foi pra Europa. No Ano Novo do ano passado foi festejar em um passeio de barco com tudo do bom e do melhor e assistir os fogos da baía.

E isso vale também pra outros tipos de trabalho do gênero, como eletricistas, encanadores, pintores, carpinteiros, etc. Então o contraste social acaba sendo mínimo.

Dito isso, a crise econômica afetou todo mundo. E acho que eles sentem o tombo de outra forma também, justamente por estarem tão acostumados com este nível de estilo de vida. Muitas pessoas perderam suas casas, seus empregos, etc. A casa do lado da minha ficou fechada (abandonada) por um ano. Então o que estou vendo aqui agora é a realidade de um país em crise econômica, nem todo mundo está vivendo da forma como descrevi acima.

O consumo baixou bastante. Dia 26 de Novembro eles comemoram Thanksgiving, ou Dia de Ação de Graças – um dos meus feriados favoritos aqui. Para marcar o início da temporada de festas e estimular o início das compras para o Natal, no dia seguinte ao Thanksgiving (iniciando à meia-noite) eles têm o chamado “Black Friday“, que é tradicionalmente um evento nacional de ofertas altamente atrativas, especialmente no varejo. Produtos são vendidos a preços baixíssimos. Até onde sei, eletrônicos e brinquedos têm a maior procura e recebem os melhores descontos. Em momento de crise, isso é um prato cheio tanto para consumidores quanto para o varejo em si, que trabalha com uma margem de lucro menor, mas ganha na quantidade e desova estoque.

Eu planejava ir a algumas lojas para ver de perto este evento e aproveitar os preços baixos, mas ao que parece as filas são gigantescas e a multidão fica enlouquecida dentro das lojas (todo ano tem algum caso de gente ferida ou algo do gênero), então mudei de idéia. A boa notícia é que as lojas online também oferecem descontos interessantes, portanto, mesmo para quem está no Brasil, fica a dica: se você estava querendo comprar algo na Amazon ou em qualquer outra loja americana que faça envios internacionais, a hora é agora.

[4] Comentários 

Quem leu o post que publiquei aqui no blog alguns dias atrás leu – quem não leu, já era. Vou explicar o que aconteceu e depois fazer uma mini-versão novamente:

Recebi um email do Google dizendo que eles haviam removido o Sinestesia dos resultados de busca porque encontraram atividade de “cloaking” no blog.

Hã?

Fui atrás da informação para saber do que setratava. Enquanto isso, recebi no Twitter uma mensagem do Pedro Dias dizendo que no feed do último post havia aparecido um monte de spam e que o blog, provavelmente, havia sido hackeado.

Tentei resolver sozinha, mas não encontrei nada suspeito nos arquivos no servidor, então entrei em contato com a empresa de hospedagem para ver se eles sabiam como consertar o problema. Eles retornaram dizendo que haviam resolvido, então acessei o feed do blog para confirmar e notei que o artigo mais recente estava faltando. Acessei o próprio blog e ele também tinha sumido daqui.

Respondi à empresa de hospedagem perguntando se eles haviam usado um backup anterior para “consertar” o problema. Sim, foi isso mesmo que eles fizeram. Pegaram um backup anterior à publicação do artigo e reverteram o blog desta forma, SEM falar comigo, SEM me perguntar se havia alguma atualização recente e finalizaram o email dizendo “Você precisará republicar o artigo”.

Imaginem minha cara de “vocês só podem estar de brincadeira comigo” ao ler este email. Respondi explicando que tinha ficado um ano sem escrever no blog, que finalmente depois deste tempo todo tinha levado duas horas escrevendo este artigo como volta oficial ao blog e que eu não tinha o artigo em nenhum outro lugar – afinal, é justamente para isso que servem backups de servidor. Eu esbravejava! Exigi que eles revertessem o blog novamente, usando o backup mais recente contendo o artigo.

Mas isso não aconteceu: enquanto essa troca de emails se desenrolava, o servidor fez um novo backup e apagou o único backup ainda contendo o artigo. Para encurtar a história, o artigo já era. Tentei recuperá-lo de todas as formas alternativas que vocês possam imaginar – até mesmo através do cache do Firefox, através do Feedburner (e, no processo, descobri que o Sinestesia não estava publicando of feeds completos e sim parciais – lógico!), mas não houve jeito. Se você está pensando: “tentou o cache do Google?” – o Google retirou o blog dos resultados, lembram? Também não foi uma opção. E pelo archive.org? – Também não tinha nada lá, não houve tempo suficiente.

Então, resumindo, o artigo explicando minha ausência de um ano e o novo rumo que o blog vai tomar, já era. E, junto com ele, todos os comentários carinhosos que recebi. :(

Não vou reescrever o artigo todo, mas vou citar o que havia de relevante nele (e acrescentar algumas coisas) para que as pessoas que não tiveram a oportunidade de ler possam ter o mínimo de informação e para que a cronologia do blog não fique fora de contexto:

Minha ausência do blog se deveu ao fato da minha vida ter passado por diversas transformações significativas ao longo dos últimos 12 meses, que me fizeram ter que priorizar a vida offline:

Me mudei para os EUA em Novembro de 2008. Estou morando aqui desde então. Moro em uma região maravilhosa, minha casa fica a dois minutos da praia.

Em Dezembro, logo antes do Natal e três semanas depois de chegar aqui perdi meu pai. Ele teve um infarto, passou por uma cirurgia e não resistiu às complicações. Foi algo completamente inesperado para mim e para a minha família, um momento muito doloroso para todos nós. Minha irmã estava grávida de 5 meses e havia acabado de voltar para o Brasil com meu cunhado (eles vieram comigo de férias nas primeiras duas semanas). Precisei viver este luto de forma privada.

Em Abril nasceu meu sobrinho. Ele é lindo e muito saudável, estamos todos apaixonados por ele! Ainda não o conheci pessoalmente, mas procuro participar da vida dele à distância o máximo possível. Vejo fotos, escrevo cartas, mando presentes e às vezes “bato um papo” com ele pelo Skype. Houve, no entanto, uma complicação no dia do parto e ele precisou ficar na UTI da maternidade por vários dias. Foi outro momento angustiante para nós. Felizmente tudo correu bem e ele é 100% saudável.

Em Março deste ano, me casei com um americano. Tive o segundo mais curto noivado da história (3 dias – o record do primeiro mais curto noivado da história eu mesma detenho: 12 horas) e me casei na praia em uma cerimônia simples, como queríamos. Ele é da Aeronáutica e em Agosto foi mandado para o Iraque, onde vai ficar por mais alguns meses. Estou vendo de perto o que é o sistema militar americano e vivenciar isso tão de perto é um desafio para alguém como eu com opiniões tão contrárias a tudo o que o sistema militar representa. Provavelmente escreverei alguns artigos sobre isso.

Em Setembro minha mãe veio passar 3 semanas aqui comigo. Foi ótimo ter tido a oportunidade de curtir a companhia dela depois de tantos meses longe da família.

Entre Abril e Novembro, pasei pelo processo de obtenção do Green Card, recebi residência legal permanente na semana retrasada.

Bem, os pontos principais são estes, foram estes os motivos que me mantiveram afastada do blog durante este período e agora estou retornando à atividade em todos os meus projetos. Estou por fora de muita coisa, todos os blogs precisam de atualização em todos os aspectos (temas, versão de WordPress e conteúdo), então ainda leva um tempinho para colocar tudo de volta nos eixos (já estou trabalhando no novo layout deste blog). Mas estou de volta. :)

O Sinestesia a partir de agora vai, naturalmente, passar a refletir essa nova etapa da minha vida. Além dos temas que já abordava aqui no blog, novos temas serão acrescentados. Estou empolgada com a idéia de compartilhar novas perspectivas e novas experiências com vocês.

Bem, é isso. Vamos em frente! :)

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