Blogs e blogosfera


Estou na correria e com alguns posts atrasados para escrever, mas vou passar este na frente para deixar, muito rapidamente (e não com a atenção que gostaria de dar), os links de duas iniciativas bacanas da blogosfera:

Outubro Rosa: via Sam Shiraishi e Kaka. Leia os posts e participe da blogagem coletiva.

Pesquisa “Quem é o blogueiro brasileiro?: iniciativa do Pedro Cardoso, com apoio da Tine Araújo (informações adicionais aqui). Se você é blogueiro(a), responda a pesquisa aqui e divulgue.

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E finalmente o evento mais esperado pela blogosfera feminina em 2008 aconteceu no sábado, dia 23, em São Paulo: o Luluzinha Camp.

Logo Luluzinha Camp

A mulherada geek se reuniu no Espaço Gafanhoto das 10hs da manhã às 5hs da tarde, em mais este evento organizado pela Lu Freitas (que precisa me ensinar o segredo de ter tanto pique para fazer tantas coisas ao mesmo tempo e todas bem feitas! – tem quem diga que eu sou um cyborg multifuncional que não dorme, mas a Lucia Freitas está em um nível superior de multifuncionalidade!).

Além de seus notebooks, celulares e gadgets diversos, a mulherada levou também a comida e as bebidas do evento que lotou uma mesa (destaque para um bolo maravilhoso, contribuição do blog Planejando Meu Casamento). As mamães levaram as crianças que contaram com profissionais para entretê-las na parte da manhã e da tarde. (Correção via Sam nos comentários: a recreacionista não foi, mas como não sou mãe não notei. O que mostra que as crianças ficaram super bem!)

No andar superior, um salão de beleza improvisado, com manicures que fizerem unhas o dia todo – e até onde sei, sombrancelhas também (como bem disse a Lili Ferrari – outra que é multifuncional de categoria superior -, “primeiro evento do qual eu saio melhor e mais bem arrumada do que entrei”).

Na parte da tarde, sorteio de uma abundância de brindes, todas contribuições das próprias Lulubloggers (eu ganhei um chapeuzinho dupla face lindo da La Reina Madre).

Sorteada!

Em uma das paredes, um “blogroll físico” com informações sobre os blogs do pessoal. Na edícula do fundo, um bazar com roupas e acessórios diversos. Na recepção, o único homem do evento que, embora (talvez) invejado por outros bolinhas que gostariam de estar ali, provavelmente teve dificuldades pra dormir de sábado para domingo com o eco das vozes femininas que não pararam um minuto!

Eu disse “o único homem”? Santa ingenuidade, batman! No final da tarde, a surpresa da vez foi a entrada de meninos encoleirados de camiseta rosa servindo champagne. A surpresa, muito bem-vinda pela mulherada, faz parte de uma ação de marketing da Fox ligada ao lançamento do seriado Lipstick Jungle, que estréia hoje. Os clicks das câmeras não paravam e foi um dos pontos altos do encontro.

Lipstick Jungle boys

Slaves de Lucia Freitas Alguém quer champagne? quase todas
Foto by Lucia Freitas

Não sei quantas compareceram ao evento exatamente, mas sei que a participação superou as expectativas, estava LOTADO!! Faltou tempo para conversar com todo mundo com quem eu gostaria de ter conversado, era muita gente! Mas foi um encontro muito descontraído, a conversa rolou solta e estou pra ver tanta mulher alto-astral como as que estavam lá.

Eu revi algumas amigas, fiz amizades novas e conheci pessoalmente várias mulheres com quem já tinha contato online – algumas há muitos anos (como a queridíssima Lu Monte), outras há menos tempo (como a Pri Alves, companheira de Plurk, a Sam Shiraishi), conversei o tempo todo, foi muito bom!

Luluzinhas! Eu e a Lu Monte

Para não perder o hábito, estava disposta a esticar depois do evento com as deusas Lu Freitas, Liliana, Nospheratt (que nos deu o prazer de sua presença e encontrei pela primeira vez lá) e Lu Monte, mas as baterias de todas esgotaram – a minha inclusive. Acabei só dando uma passada rápida no Shopping Eldorado e fui curtir o resto da noite batendo papo com minha irmã.

Voltei ontem com a sensação de que este Luluzinha Camp foi um marco, um divisor de águas. Os contatos diversos que este encontro possibilitou enriqueceram a blogosfera feminina de formas que ainda nem podemos prever, mas não tenho dúvidas que vamos ver muita coisa boa emergindo como resultado deste evento. A diversidade de idéias e talentos que eu vi entre estas mulheres é impressionante. Coisa linda de se presenciar.

E este foi só o primeiro. O sucesso foi tão grande, que já está se falando em um próximo. Que venham muitos outros! Sucesso para a mulherada e quem tiver ido ao Luluzinha e passar por aqui, não deixe de comentar – como eu disse, não deu para falar com todo mundo, mas a conversa continua, certo? ;-)

Todas as minhas fotos do evento estão neste link – e tem várias outras no grupo do Flickr.

Até o próximo, mulherada!

Update: outros posts sobre o Luluzinha Camp:

  1. Post oficial no blog do Luluzinha Camp
  2. Casa da Gabi
  3. Casal 10
  4. La Reina Madre
  5. Cynthia Semíramis
  6. As Clarabóias
  7. Lili Ferrari / Jantarte
  8. Blog da Deh
  9. Planejando Meu Casamento
  10. Tine Araújo
  11. Zel
  12. Nautimax
  13. Sim Viral
  14. Eu Me Sinto Bem
  15. Srta. Bia e Sr. Zé
  16. Ela tá de Xico
  17. MaWá com W
  18. Normandismo Celular
  19. Renata Ruiz
  20. Divã Rosa Choque
  21. Sturm und Rang
  22. Minha Horta

(Se faltou alguém, é só me avisar que incluo na lista.)

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Sábado passado, dia 16 de Agosto, fui para São Paulo para participar do Meio Bit Expo. O evento, que aconteceu no Espaço Gafanhoto, começou às 9:30 da manhã e foi até o final da tarde, recheado de palestras diversas e apresentações sobre novos negócios na web e inovação (destaque para a palestra do Luli que foi impagável! Vídeo em breve já lá no Meio Bit).

Quem organizou o evento foi a Lucia Freitas, queridíssima, que finalmente conheci pessoalmente. Todas as pessoas com quem conversei adoraram tudo, foi sucesso absoluto! (tirando as falhas na conexão que não tiveram nada a ver com a organização).

Revi alguns amigos, entre eles o Gui Tsubota com quem trabalhei na Agência Click em 2001 – mas não nos encontrávamos pessoalmente desde então, embora tenhamos mantido contato ao longo dos anos.

Eu e o Gui Tsubota no Meio Bit Expo

Também conheci pessoalmente vários leitores do Meio Bit e blogueiros e blogueiras: Liliana (uma fofa!!!), Cardoso, Edney, Inagaki e, claro, o próprio pessoal do Meio Bit – Marcellus, Ricardo Bicalho.

Eu e o Marcellus
(eu e Marcellus)

Para arrematar o evento com chave de ouro, a surpresa da noite foi a festa do Yahoo Eclipse. Surpresa total, pois ninguém além dos organizadores sabia da festa, muito embora reze a lenda que eu fui de roxo preparada para ela. Eu não sabia, viu gente? Até tentei descobrir, mas nem Dona Joaninha nem o Marcellus deixaram escapar.

Eu, Cardoso, Liliana Yahoo Eclipse

Yahoo Eclipse

De qualquer forma, a festa foi tu-do de bom!!! Só poderia ter sido melhor se eu pudesse ter tomado as caipirinhas maravilhosas que estavam sendo servidas no bar, mas não pude porque estava dirigindo. Mas isso não foi empecilho, foi diversão e muitas risadas do início ao fim – inclusive com o streaming da festa pelo Yahoo Live que rolou no telão, passando dentro de um IE com barra do Google.

Yahoo Eclipse

Muito embora eu não tenha dormido de sexta para sábado, depois da festa ainda sobrou energia para dar uma esticada com a Liliana, o Cardoso e o Bicalho no bar do Ibis de Congonhas.

No domingo ainda fui para a casa da minha irmã onde fizemos um churrasco. Voltei no final da tarde com o saldo de 3 horas de sono em 3 dias, mas valeu a pena.

As fotos do evento e da festa estão aqui. Mais detalhes do que rolou por lá aqui e aqui.

E agora já estamos praticamente às vésperas do Luluzinha Camp que acontece neste sábado, também no Espaço Gafanhoto e promete ser divertidíssimo! Mais sobre o Luluzinha no próximo post.

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Como qualquer brasileiro antenado em assuntos de tecnologia e internet, eu sempre acompanhei o blog Meio Bit, um ícone da blogosfera brasileira e referência no mercado. Desde a semana retrasada (é, eu sei, notícia atrasada), além de leitora eu passei também a ser colaboradora, integrando a já tão competente equipe responsável pelo conteúdo do site.

Meu artigo inaugural, postado dia 15/05, fala sobre assinaturas no Skype e o segundo sobre a funcionalidade de estatísticas no Flickr. Passe por lá para dar uma lidinha se os assuntos forem do seu interesse, comentários e sugestões são bem-vindos.

Como colaboradora, fui já na semana passada para São Paulo representando o Meio Bit no evento Google for Bloggers, o primeiro encontro promovido pelo Google Brasil para blogueiros e blogueiras. Vou escrever sobre isso num próximo post, mas por enquanto, leiam neste link o artigo que foi para o Meio Bit com a cobertura do evento.

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Este cara chamado Opus Moreschi resolveu fazer algo interessante: fazer uma coisa nova por dia por um ano. Propôs-se não só a experimentar algo novo todos os dias por 365 dias, mas também postar sobre elas. O resultado é o blog All New Year, onde ele publicou textos, fotos e vídeo sobre cada uma das experiências. Desde participar de uma aula para aprender a fazer queijos, a nadar com golfinhos, descobrir se é um supertaster, skydiving, experimentar comidas/bebidas diferentes ou estranhas todas as terças-feiras (ao que ele deu o nome de Taco Tuesdays) e assim por diante.

Os vídeos são bem engraçados e conferem uma personalidade peculiar ao blog. É evidente que nem todas as experiências são extremas – haja disposição e criatividade para fazer isso diariamente por um ano – mas tenho pra mim que ele teve um ano interessantíssimo. O que me deixou tentada a fazer algo similar. Numa freqüência menor, talvez, alguma variação da idéia original. Quem sabe…

Enquanto isso, fiquem com uma amostra de um dos vídeos Taco Tuesday e dêem uma passadinha no blog All New Year para saber mais.

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A discussão sobre resenhas pagas em blogs está dando muito pano pra manga – você pode ler várias opiniões no Nossa Opinião. Minha opinião sobre este assunto é a seguinte:

Muito embora resenhas pagas sejam vistas por algumas pessoas como “compra de opinião”, isso me parece falta de informação. Não dá para generalizar desta forma. O problema não está no modelo em si, mas na postura ética de quem recebe para fazer a resenha.

Eu ainda não fiz. Já tive algumas oportunidades, mas na época não pude fazer por falta de tempo. No entanto, não tenho problema algum em publicar uma resenha patrocinada e, se a oportunidade surgir novamente e as circunstâncias permitirem, o farei sem nenhuma hesitação – mas de forma ética. Aqui no blog eu já falei positiva e negativamente sobre diversos produtos, serviços e empresas. De graça. Nunca ganhei nada do Boticário, por exemplo, para escrever sobre seus produtos ou sobre a empresa, nem antes nem depois que isso virou parte da matéria na Época Negócios. Se eu publico estas opiniões de graça, qual é o problema em receber para publicar exatamente as mesmas opiniões, se a empresa está disposta a pagar por ela?

É preciso fazer uma distinção entre receber para escrever o que a empresa quer que você diga e receber para dar sua opinião, seja ela qual for. Ainda assim, pela linha que seguem as pessoas contra as resenhas pagas, agências de propaganda não deveriam existir. Elas ganham dos cliente não só para criar uma campanha falando bem sobre um produto ou serviço, mas também para criar um desejo e uma intenção de compra – quer a agência ache que o produto seja bom ou não. Se o contra-argumento para isso é que “as pessoas sabem que é uma propaganda”, avisar o leitor quando se trata de uma resenha paga mata este argumento. E qualquer blogger ético faz isso, além de não ser obrigado a dar uma opinião favorável.

Com isso em mente, eu acho que uma resenha paga a um blogger que vai dar sua opinião sincera é uma forma de propaganda muito mais autêntica e verdadeira. O que é bom, pois ninguém gosta de se sentir manipulado e, ao ser verdadeiro, o blogger está apenas expressando uma opinião. Não entendo por que isso é visto com maus olhos, quando é uma forma honesta de divulgação, quando ninguém está tentando manipular o leitor, ao contrário do que acontece com muitas campanhas de marketing às quais você está sujeito há tanto tempo que nem sequer questiona. Se eu acompanho um blog e vejo uma resenha destas sabendo que a opinião é sincera, a credibilidade e o valor desta opinião são para mim maiores do que qualquer propaganda veiculada oficialmente, online ou offline. O que estas empresas estão comprando não são opiniões favoráveis, elas estão comprando um espaço no blog de alguém para a emissão de uma opinião que pode trazer um bom retorno porque o boca-a-boca é a forma mais eficaz de propaganda. Ela carrega maior credibilidade por ser uma indicação pessoal. Evidentemente, eu também sou contra a venda da opinião em si, ou seja, contra uma resenha positiva que não corresponde à opinião real de quem a escreve. Mas, de novo, esta é uma questão ética ligada ao indivíduo postando a resenha e não com o modelo de resenhas pagas em si. É fundamental esta distinção.

Isso já foi falado por algumas pessoas, como o Manoel Netto, a Lu Monte e outros, mas para me juntar ao coro, se uma empresa me pedir uma resenha e não houver nada de positivo que eu possa dizer (ou se a opinião for negativa na sua maior parte), minha postura será a de informar isso à empresa e deixar que ela opte se quer ou não que o artigo seja publicado. Ou simplesmente recusar a resenha. É uma questão de respeito.

Também sou contra não avisar explicitamente ao leitor quando se trata de um artigo pago. Na verdade, se a opinião é verdadeira, nem acho que isso tenha assim tanta relevância como se prega, mas como isso é considerado como respeito ao leitor pela maioria das pessoas, explicitar a natureza da resenha adquiriu relevância por convenção. Além disso, explicitar esta informação mantém sua credibilidade pois você está sendo honesto com o leitor. Então se algum dia eu fizer um artigo pago, seguirei esta convenção. Na minha opinião, tratar uma resenha patrocinada desta forma (avisando o leitor) a torna mais respeitosa na medida em que, em alguns casos, aquela opinião, embora sincera, não necesariamente seria publicada se a empresa não tivesse pago para isso.

O blogger que opta por ser pago para escrever algo em que não acredita não está sendo ético. Ninguém gosta disso, mesmo as pessoas que defendem o modelo. Mas desonestidade é uma falha de caráter em qualquer meio ou circunstância e não um problema inerente à compra de resenhas em blogs.

Além disso, ler ou não ler uma resenha paga é opção do visitante do blog. Eu, particularmente, leio quando é algo que me interessa, da mesma forma como leio qualquer outro post em qualquer blog. Se eu vejo que a opinião é inconsistente com o restante do blog e percebo isso como indicativo de falta de ética, páro de ler o blog. Muito simples. E nenhum blogger em sã consciência vai colocar em jogo sua credibilidade para ganhar alguns trocados. Os que fazem isso, naturalmente vão perder leitores e, com eles, o interesse das empresas em pagar por resenhas, já que aquela opinião não carrega mais credibilidade e não há visitantes para ler.

O que eu acho que incomoda as pessoas é partir do equivocado pressuposto que ganhar dinheiro com blog é de alguma forma errado. Neste ponto estou com a Lu Monte que escreve:

Essa mentalidade de que ganhar dinheiro é feio não é de hoje. A colonização portuguesa católica associou o lucro ao pecado, o dinheiro a Mamon, o enriquecimento à alma vendida ao diabo. Veja a diferença de mentalidade na América do Norte. Lá em cima, valoriza-se o self-made man, o cara que subiu na vida por seus próprios méritos, o acúmulo de dinheiro, desde que honesto. Em terras tupiniquins, quem tem sucesso ou dinheiro quase se sente culpado por isso e tem de ouvir o discurso “num país em que tantos passam fome”, yada yada yada.

Vamos amadurecer um pouco e entender que resenhas patrocinadas são uma forma de propaganda como outra qualquer. Na verdade, quando feita de forma ética, eu vejo como uma evolução dos modelos de propaganda tradicionais na medida em que uma opinião verdadeira não é manipulativa, postada nos blogs corretos atinge uma audiência qualificada e já pré-disposta a ler sobre coisas relacionadas àquele nicho específico e a qualidade e a credibilidade da opinião são maiores. É uma relação “ganha-ganha-ganha”: a empresa divulga seus produtos/serviços ou recebe feedback, o blogger recebe para dar sua opinião e o leitor recebe uma opinião que pode ajudá-lo em uma decisão de compra ou a formar sua própria opinião.

Outra questão que muitas pessoas precisam amadurecer é a idéia de há algum problema em fazer dinheiro com blogs. Não há absolutamente nada de errado em monetizar um conteúdo que você trabalha para oferecer (e paga para manter). Até porque algumas pessoas vivem disso. Assim como um autor de livros vive da venda de seus livros, com a única diferença que as pessoas pagam diretamente por eles, enquanto nos blogs quem paga a conta é o anunciante. Mas, essencialmente, é a mesma coisa: troca de valor em forma de conteúdo/informação/opinião/expertise por valor monetário. Só muda mesmo quem paga a conta. Isso sem falar que o blogger é uma pessoa que tem total liberdade editorial.

Para arrematar: criticar o modelo em si é falta de conhecimento. Critique o blogger que faz resenhas patrocinadas sem ética, da mesma forma que você talvez criticasse qualquer pessoa que ganha dinheiro de forma disonesta, mas não há nada de errado com o modelo em si. Ele representa uma evolução, na minha opinião, em uma época em que consumidores já estão pelas tampas com o discurso vendedor manipulativo praticado há décadas. E se você for fazer um post patrocinado, seja ético. Avise o leitor, dê uma opinião sincera, escreva sobre o que entende e não tente ficar em cima do muro porque está sendo pago. Seja verdadeiro. Você não está sendo pago para elogiar necessariamente ou para ficar em cima do muro. Você está sendo pago pela sua opinião e neste modelo de resenhas pagas, o anunciante sabe disso (basta olhar os termos de sites como o ReviewMe). Qualquer coisa diferente disso, melhor você monetizar seu blog de outra forma, ou sua credibilidade vai por água abaixo.

P.S.: Aviso ao leitor: Este post foi patrocinado por mim mesma, eu paguei para postar minha própria opinião com um potinho de iogurte e vários minutos de conexão banda larga. ;-) – e um refrigerante, mas não vou dizer a marca, senão vai ter gente achando que é jabá.

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Saiu este mês na revista Época Negócios uma matéria sobre web 2.0 e “o poder do consumidor no mundo digital” (excelente matéria por sinal – e extensa. Vale a pena ler.). Fui entrevistada para a matéria para falar sobre o meu caso com O Boticário, sobre o qual escrevi aqui, como exemplo da influência dos blogs no mundo corporativo e nos processos de decisão de compra. Quem quiser ler a versão online completa, está neste link (mina parte nesta página). A matéria conta também com a participação do Alexandre Fujita (do Techbits), quem eu tive o prazer de conhecer pessoalmente na sessão de fotos. (Ele fala um pouco mais sobre a matéria neste post.)

Entrevista Época NegóciosMatéria Época Negócios

A Época Negócios não foi a única revista a publicar sobre meu caso com O Boticário para ilustrar a postura que a empresa adotou com relação a blogs e outros canais online.

Matéria Revista Info

Em Agosto fui entrevistada pela revista Info, que publicou na edição de Setembro um artigo entitulado “O Ibope do Boticário” (versão online aqui, mas precisa de login de assinante Info ou UOL). O artigo falou sobre a estratégia de monitoramento que O Boticário implantou através dos serviços da E-life, empresa especializada em monitorar e analisar a comunicação boca-a-boca sobre marcas, produtos e serviços feitos através de blogs, comunidades, fóruns, redes sociais, etc. (serviço muito interessante, por sinal – e já utilizado por muitas empresas. Interessante, também, é ver na home do site deles a nuvem com as 123 marcas mais citadas na internet brasileira).

Época Negócios, Revista Info, Revista SoluçõesEu não tenho o hábito de postar sobre estas coisas, mas por causa dos meus blogs, além das duas entrevistas citadas acima, fui entrevistada outras 4 vezes para matérias na mídia impressa. Entre elas, houve uma sobre blogs corporativos para a Revista Soluções da Telefonica Empresas (versão online aqui), com base no meu artigo sobre o tema. Depois uma outra sobre o Projeto 101 Coisas em 1001 Dias para o jornal A Tribuna de Vitória/ES (pdf da matéria aqui). As outras duas foram para publicações menores.

Na época em que todos os blogs debatiam a campanha do Estadão, eu propositalmente não me manifestei. Eu achei que parte da estratégia era justamente causar a discussão, então optei por não participar dela. Evidentemente, achei a campanha péssima. Mas depois destas duas matérias, na Época Negócios e na Info, acho que é apropriado dizer que enquanto estas revistas andam para a frente, o Estadão anda pra trás. Mídia impressa do mesmo jeito, mas com uma postura completamente diferente. Eu não vou entrar em detalhes sobre o que acho ou achei da campanha do Estadão porque este assunto já foi debatido exaustivamente. Mas quero, sim, dizer que estas matérias mostram que a co-existência destas duas mídias é possível e, mais do que isso, que elas podem trabalhar de forma simbiótica e colaborativa. Só o Estadão parece não perceber… E, se percebe, usou a estratégia errada para interagir com blogs, perdendo parte do respeito da blogosfera no processo.

Em tempo, meu relacionamento com O Boticário continua cada vez melhor. As vendedoras da loja da cidade onde moro compraram as revistas e me enviaram flores na inauguração da loja nova, à qual eu infelizmente não pude comparecer pois, coincidentemente, estava em São Paulo justamente para a sessão de fotos da matéria. :-p

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Interessante… Quando alguém me pergunta “o que eu faço”, sempre tenho dificuldades em responder. Por que? Porque eu faço muitas coisas. Porque diversidade é essencial para mim. Porque o tipo de diversidade que eu busco – e vivencio – profissionalmente não cabe dentro de um cargo (ou de um emprego, a propósito – o que é um dos motivos, aliás, pelos quais eu não tenho um). Pra mim, não existe resposta simples para esta pergunta.

Pra começo de conversa, muito embora este tipo de pergunta seja comum, especialmente quando se conhece alguém novo (é um tópico iniciador de conversas), na nossa sociedade as pessoas se definem muito (e definem os outros também) pelo seu emprego ou atividade profissional. “Sou engenheiro/advogada/arquiteto/consultor/professora/empresário” etc, etc, etc… Se por um lado isso tem um propósito, até certo ponto compreensível, acho que extrapolamos o propósito e damos valor demais a estes rótulos, como se fossem a coisa mais importante sobre uma pessoa.

Outro dia alguém me deixou um scrap no Orkut e eu fui olhar o perfil da pessoa. Lá tinha uma frase que dizia:

“Poderia dizer aqui tudo o que eu já fiz e deixei de fazer profissionalmente, mas aprendi a não mais atrelar meu ego ao meu trabalho. Eu não sou o que eu faço, eu sou o que eu sou.”

Isso sintetiza tão bem o que eu penso sobre este assunto que até deixei um comentário. As pessoas são muito mais – e muito mais interessantes – do que o cargo que ocupam, do que o rótulo que vem com o cargo. Até porque, a vida profissional é apenas uma face de cada indivíduo.

Eu e o Marcelo costumávamos conversar sobre isso às vezes; você liga em qualquer lugar e a conversa costuma seguir este padrão:

- Boa tarde, gostaria de falar com “fulano” por favor.
- Pois não, quem está falando?
- Patricia.
- Patricia de onde? (esprando que você se identifique através de um cargo e uma empresa.)

De novo, existe um motivo perfeitamente razoável para isso, identificar propriamente a pessoa antes de passar a ligação. No entanto, o que acaba ficano implícito é que você TEM que ser de algum lugar, de alguma empresa. Não existe o indivíduo, existe o indivíduo vinculado a uma empresa e a um cargo. Experimente dizer “de lugar nenhum, sou só a Patricia”. A pessoa do outro lado fica completamente perdida. Acreditem, eu já tentei. A reação é sempre algo como: “………. Mas… de onde exatamente?”

Eu e o Marcelo costumávamos brincar, criando respostas criativas e engraçadas para a pergunta. Mas no fundo, eu não vejo graça nenhuma nisso. Acho absurdo que tenhamos chegado a um ponto em que o rótulo é mais valorizado que o indivíduo. E não me digam que não é – experimentem se apresentar como “a assistente da Diretora bam-bam-bam”, depois ligue de novo e se apresente como “a diretora bam-bam-bam em pessoa”. Até o tratamento será diferente.

Não quero dizer com isso que estes rótulos não tenham seu valor. Se uma pessoa ocupa determinado cargo, em geral (em geral!) isso é representativo de um nível de conhecimento e experiência correspondentes (nem sempre isso é verdade, mas vamos considerar que seja) e, evidentemente, isso tem valor. O problema é que não é nisso que colocamos o foco, não pensamos que a pessoa tem determinado cargo porque percorreu um caminho de crescimento. Ao invés disso, a percepção é de que a pessoa é importante/ganha bem/etc. Esta pessoa é “respeitada” pelas cifras no contra-cheque, quando deveria ser respeitada pelo valor de seu conhecimento e experiência. É uma diferença sutil de ser percebida, mas representa uma diferença enorme na prática. É um reflexo de valores sociais – e são exatamente estes valores que estou questionando.

Mas voltando à pergunta “O que você faz?”, até a época em que eu trabalhava em agências, era fácil de responder: “Sou gerente de projetos numa agência de internet” – ou algo do tipo que correspondesse ao meu cargo na época. Mas depois que eu optei por sair do mundo corporativo e passei a fazer um monte de coisas diferentes, responder esta pergunta se tornou um problema. A resposta mais simples possível é “trabalho com internet”. Pra quem não entende nada de internet, esta resposta costuma ser suficiente (porém, um tanto quanto vaga, deixando um ar de interrogação na cara da pessoa) e para aqueles que entendem do “babado”, se querem entrar em detalhes, aí eu entro. Ainda assim a pessoa fica meio perdida, porque eu faço muitas coisas diferentes.

Exemplos práticos desta situação:

  1. Nas vezes em que dei alguma entrevista. Já aconteceu mais de uma vez. Na matéria o jornalista tem que identificar a pessoa entrevistada, então naturalmente faz esta pergunta. Eu já saí na mídia identificada como várias coisas difrentes. Se daqui a cem anos algum doido sem ter nada melhor pra fazer resolver pesquisar para saber quem eu era e o que fazia, baseando-se nas coisas que foram publicadas sobre mim, este coitado vai ficar bem confuso! rs
  2. Outro dia fui atualizar meu perfil no LinkedIn, onde TODO MUNDO tem um rótulo (ahem), digo, cargo. Pensei comigo “Que diabos, o que é que eu vou escrever aqui?” Finalmente, escrevi assim (em inglês): “Eu não quero um rótulo. E não preciso de um. Mas se você precisa, dê uma olhada na minha experiência e escolha o que quiser.”

E é bem isso. Tem gente que precisa destes rótulos, para si próprio e para os outros. Eu não quero e nem preciso de um rótulo para definir quem eu sou. E estou muito bem assim, obrigada. Tirando a dificuldade de responder algumas perguntas, isso não muda em nada minha vida. Ah sim, e para tirar visto para os Estados Unidos isso também, aparentemente, atrapalha um pouco. (hehe) Tudo perfeitamente contornável.

E tem mais, eu acho que se definir através de um rótulo é altamente restritivo. Como já dizia Lao Tse, “When I let go of what I am, I become what I might be.” (“Quando eu me desprendo de quem eu sou, eu me transformo em quem eu posso ser.”). (Aliás, precisamos de um rótulo para identificar Lao Tse? Acho que não, né?) É este tipo de liberdade que eu quero para a minha vida: ser o que eu quiser, no momento em que eu quiser, com direito a mudar de idéia, de evoluir, de crescer, de tentar coisas novas quando as antigas não me fazem mais sentido.

No entanto, pela primeira vez eu encontrei um rótulo capaz de me definir. Eu não preciso dele, mas seria um bom título para colocar no meu perfil do LinkedIn. :-) Explico: outro dia achei um post em um blog (tive que remover o link porque o domínio que era antes um blog hospeda agora um site “pouco familiar” – rs) falando sobre mim e comentando sobre este post que escrevi. Gino Netto escreve:

“Em 1995 eu tinha exatos 22 anos e nem me imaginava trabalhando com informática. Talvez fosse melhor nunca ter imaginado… Mas desde essa época a Patrícia Muller já navegava pela Internet. Essa mulher é uma multifuncional. (…)”

Gino, se você passar por aqui, meus agradecimentos. Você foi a primeira pessoa no mundo capaz de me definir profissionalmente em uma palavra! Coisa que nem eu mesma consegui! Ah, sim, e gostei também do post falando sobre os termos de buscas que levaram pessoas ao seu blog. ;-)

Perfeito! A partir de hoje, para todos os que precisam de um rótulo, eu sou a “Mulher Multifuncional”. :-) Para os demais, eu sou a Patricia, Patty para os íntimos.

E vamos em frente, porque como “Mulher Multifuncional” eu tenho um tanto de coisas a fazer. ;-)

Boa semana para todos!

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