Curiosidades


Este cara chamado Opus Moreschi resolveu fazer algo interessante: fazer uma coisa nova por dia por um ano. Propôs-se não só a experimentar algo novo todos os dias por 365 dias, mas também postar sobre elas. O resultado é o blog All New Year, onde ele publicou textos, fotos e vídeo sobre cada uma das experiências. Desde participar de uma aula para aprender a fazer queijos, a nadar com golfinhos, descobrir se é um supertaster, skydiving, experimentar comidas/bebidas diferentes ou estranhas todas as terças-feiras (ao que ele deu o nome de Taco Tuesdays) e assim por diante.

Os vídeos são bem engraçados e conferem uma personalidade peculiar ao blog. É evidente que nem todas as experiências são extremas – haja disposição e criatividade para fazer isso diariamente por um ano – mas tenho pra mim que ele teve um ano interessantíssimo. O que me deixou tentada a fazer algo similar. Numa freqüência menor, talvez, alguma variação da idéia original. Quem sabe…

Enquanto isso, fiquem com uma amostra de um dos vídeos Taco Tuesday e dêem uma passadinha no blog All New Year para saber mais.

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Lembram-se do Teste do Cubo sobre o qual postei um tempinho atrás aqui no blog? Pois então, muitas pessoas me pediram informações sobre a interpretação e eu passei alguns links em inglês, mas para quem não fala inglês isso não ajuda muito.

Eis que hoje descobri lá no blog do Jairo Siqueira, o Criatividade e Inovação, a tradução de algumas possíveis interpretações das simbologias mais comuns. Então, quem ficou perdido na hora de interpretar seu “cubo”, dê uma passadinha por lá e veja se as interpretações sugeridas batem com a realidade. Lembrando que a imagem mental que cada pessoa cria é muito subjetiva, então não necessariamente a interpretação sugerida é fiel a todos os casos, mas já é um começo, certo? ;-)

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Do site da BBC Brasil, 31 de agosto, 2007:

A Suécia começa a criar este mês uma nova revolução social, com a introdução da chamada “Sociedade B” – uma sociedade que leva em conta os diferentes ritmos biológicos dos indivíduos para introduzir horários alternativos de funcionamento para escolas, locais de trabalho, universidades e organizações.

Quem acompanha este blog, sabe que eu sou notívaga. Sempre fui e alguns anos atrás abracei esta característica completamente. Neste artigo falei em detalhes sobre os problemas de se ter um ritmo biológico diferente, pra quem se interessar em ler.

Quando li esta notícia, evidentemente me interessei (leia na íntegra aqui). Vou citar um outro trecho do artigo para contextualizar melhor:

O B-Samfundet tem origem na Dinamarca, onde o movimento foi criado no ano passado. Ainda neste outono europeu, a Sociedade B será introduzida na Noruega e na Finlândia, e para outubro está previsto o lançamento na Grã-Bretanha.

A Sociedade B se baseia em pesquisas científicas que indicam que cada indivíduo tem seu próprio ritmo biológico, uma espécie de “relógio interno” que é geneticamente determinado. Segundo essas pesquisas, uma “pessoa B” possui um ritmo interno de 25 a 27 horas, enquanto o de uma “pessoa A” tem um ciclo de 23 horas.

Não que eu particularmente goste da terminologia “Pessoa B”, mas acho que isso é irrelevante face à importância de um movimento como este. Qualquer notívago lendo este blog vai concordar comigo que suas vidas seriam muito mais fáceis e fariam muito mais sentido se a sociedade como um todo compreendesse que ser notívago não é uma escolha e, ao contrário do que muitas pessoas diurnas pensam, não é uma questão de disciplina. Ser discriminado ou julgado por ter um relógio biológico diferente é tão ruim quanto ser discriminado ou julgado pela cor da sua pele. E qual notívago nunca foi considerado “preguiçoso”, por exemplo, por não conseguir funcionar direito na parte da manhã ou odiar acordar cedo? Ou “indisciplinado” por não dormir à noite? Sendo o ritmo biológico algo geneticamente determinado, estes julgamentos são discriminatórios na minha opinião.

Eu ainda não pesquisei mais profundamente sobre este movimento, mas assim de cara me interessou absurdamente. Vou certamente pesquisar mais e até mesmo me envolver de alguma forma se houver a oportunidade.

Sem informações suficientes, eu fico sem embasamento para opinar sobre os impactos de um movimento como este. Consigo pensar em coisas como maior consumo de energia elétrica e água, por exemplo. Mas aí penso: por que pessoas notívagas (que são um grupo maior do que se imagina) não deveriam ter direito a consumir os mesmos recursos que uma pessoa diurna consome? Por outro lado, valorizar e aproveitar a produtividade das “Pessoas B” também traz a possibilidade de ampliação da produtividade, de vagas nas instituições de ensino, etc.

Bem, não vou me estender nesta linha de argumentação porque realmente ainda não tenho informações suficientes para isso. Mas queria dividir com outros notívagos o fato de que o mundo parece estar acordando (hehe) para a realidade de que diversidade existe até no que diz respeito a relógios biológicos. E aquela minha vontade de um dia morar na Inglaterra, só aumentou depois desta notícia. ;-) Vou acrescentar “Pessoa B” à descrição das minhas características pessoais, não é o melhor termo na minha opinião, mas já é um excelente começo! (mm… pensando bem, depois de ler isso, talvez não seja necessariamente ruim: “B means to be. B the one you are. B yourself. B unique!”) ;-)

Mais informações aqui:
B-Society.org

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Você gosta de testes de personalidade/psicológicos? Não aqueles bestas de revistas femininas, mas aqueles com fundamento psicológico… Bem, existem alguns que na minha opinião são interessantes. Como minha irmã é psicóloga, eu já vi alguns testes bem bacanas.

Alguns dias atrás, navegando de lá pra cá na internet, fui cair num site que falava sobre o Teste ou Jogo do Cubo (descrito como um jogo de visualização que revela seu “eu” verdadeiro”). Não dava muitos detalhes, mas como fiquei interessada, fiz uma busca. Fui cair num outro site que explicava o teste e o apliquei em mim mesma. Infelizmente, o site em questão, muito embora parecesse descrever direitinho o tal teste, como eu por fim acabei por descobrir, não fazia as perguntas direito. Então depois de saber o significado de cada coisa, ficou impossível reaplicar o teste com total isenção, mas ainda assim foi uma expriência no mínimo interessante. Fascinante, na verdade. A exatidão do teste é simplesmente impressionante. Mais fascinante ainda foi aplicar o teste em outras pessoas e ver como cada uma delas foi capaz de criar imagens completamente diferentes, todas fazendo total sentido. Algumas respostas me deixaram de queixo caído.

Eu vou dar detalhes do teste já já, mas antes quero comentar o seguinte:

É mais um teste de auto-conhecimento na minha opinião. As interpretações sugeridas para cada simbologia na maioria dos casos me parecem bem acertadas e parecem corresponder a significados bem coerentes com a realidade, pois algumas simbologias são quase que universais. No entanto, há uma série de aspectos subjetivos que o cérebro incorpora à imagem criada durante o teste que, independentemente das interpretações mais comuns, vão somente fazer sentido para a pessoa fazendo o teste, então isso tem que ser levado em consideração na interpretação.

Existem algumas variações do teste, até mesmo da ordem e da quantidade das perguntas, mas vou colocar aqui a mais completa que achei. Nâo se sabe qual é a origem do teste, mas existe um livro sobre ele: Secrets of the Cube: The Ancient Visualization Game That Reveals Your True Self.

Instruções para o teste:

Bem, o teste consiste de 6 perguntas que vão se complementando. O objetivo é que você ao responder as perguntas forme uma imagem mental o mais detalhada possível, utilizando adjetivos para descrever cada uma das coisas. Eu, evidentemente, vou postar o que cada elemento significa depois das perguntas, mas se você não quer estragar a graça do teste pra você, NÃO LEIA isso antes de responder as perguntas, pois uma vez sabendo o que cada simbologia representa, nunca mais você será capaz de fazer o teste com completa isenção – e o teste é BOM, então não estrague sua chance única de se auto-conhecer através deste teste especificamente. Eu sugiro que você além de imaginar a cena, também anote os aspectos principais. Primeiro crie a imagem mental e depois gaste um tempinho anotando as características de cada elemento, como eles se inter-relacionam na sua cena mental, etc. Vai ser mais fácil de interpretar se você tiver tudo anotado.

Quanto mais detalhada for sua imagem e sua história, melhor será o resultado. As perguntas colocadas entre parênteses são para serem usadas como guia para você criar sua imagem, mas você pode – e deve – acrescentar detalhes que vão além das perguntas feitas.

Aí vão as perguntas.

  1. Você está num deserto. (Como é o terreno? É de manhã, tarde ou noite? Tipo de areia? Como é seu deserto?)
  2. No deserto, você vê um cubo. (Onde ele está? Perto ou longe? Em que posição? No solo, flutuando, abaixo do solo, na linha do horizonte, no alto, etc? Do que ele é feito? Qual o tamanho, densidade, textura, peso? Qual a cor do cubo? Ele é sólido ou oco? Está parado ou não? Use sua imaginação, crie o cubo como quiser e anote 5 adjetivos para ele.)
  3. Agora no deserto tem uma escada. (Onde ela está com relação ao cubo? Que tipo de escada é? Do que ela é feita? Em que posição está? Qual a relação entre ela e o deserto/areia? Quantos degraus tem a escada?)
  4. Agora no deserto tem também um cavalo. (De que cor é o cavalo? O que ele está fazendo? Como ele é? Onde ele está – com relação à escada e ao cubo? Ele está usando alguma coisa (cela, freio, etc)? Qual o tamanho dele? Imagine como o cavalo se integra à cena.)
  5. Em algum lugar no deserto tem uma tempestade. (Que tipo de tempestade é? Onde ela está? Longe, perto? Como ela afeta os outros elementos da sua imagem, durante, antes e depois? Há vento? Chuva? Granizo? Visualize bem como é esta tempestade e como ela afeta ou não os outros elementos.)
  6. Finalmente, no deserto agora há flores. (Onde elas estão? Que tipo de flores? De que cores? Quantas são?)

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Se você não terminou de responder as perguntas e de criar sua imagem mental, não continue. Criou sua imagem mental com o máximo de detalhes possível? Ok, role a tela para ver o significado.

 

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  1. O deserto serve para estabelecer um cenário neutro para você começar a criar sua imagem, mas é também representativo da sua vida de uma forma geral, pois é onde você vai construir o resto das coisas. É como você percebe a vida e o mundo.
  2. O cubo representa você – como você se vê. É sua auto-imagem. Seu auto-retrato simbólico. Os adjetivos que você usou descrevem como você se vê (literal ou simbolicamente). (Obs.: Se seu cubo é oco, não significa necessariamente que você se vê como uma pessoa oca, vazia… A interpretação não é necessariamente literal, mas representativa de algo que você tem na sua auto-percepção, consciente ou subconscientemente).
  3. A escada representa seus amigos e sua família, incluindo colegas de trabalho, amigos próximos, etc. Eu li que pode também representar suas aspirações, mas não tenho certeza disso.
  4. O cavalo representa seu (sua) parceiro(a) atual ou ideal. Seu relacionamento amoroso e/ou sexual.
  5. A tempestade representa os problemas atuais, dificuldades, stress, como você lida com eles e como afetam você, seu(sua) parceiro(a), família e amigos dentro do seu contexto. Uma tempestade que já passou representa problemas que você superou, uma que está chegando um problema que você prevê ou percebe como iminente e assim por diante. O que acontece com os outros elementos com relação à tempestade é importante também.
  6. As flores representam crianças na sua vida (filhos ou não) e sua relação com elas e qualquer coisa de que você cuida e que você nutre (podendo representar animais de estmação ou até mesmo um projeto). Na ausência total de crianças, pode ser representativo do que você espera de um relacionamento amoroso, pois crianças idealmente vêm como resultado de uma união amorosa. E se você não tem filhos, pode ser representativo do que isso significa para você (se você quer ou não ter filhos, o que acha que ter ou não filhos vai significar na sua vida, etc.).

Algumas interpretações são claras e automáticas, algumas simbologias vão ser óbvias para você de cara. Outras podem não fazer muito sentido de imediato, mas tudo o que você colocou nesta imagem veio direto do seu subconsciente e tem um significado. Eu não tenho como entrar em detalhes sobre as simbologias mais comuns, porque para cada um dos elementos existe uma infinidade de significados.

Mas é importante prestar atenção em como cada um dos elementos se inter-relaciona. Uma escada apoiada no cubo, por exemplo, pode significar que você sente que seus amigos se apóiam em você, contam com você, que você gosta de ter seus amigos por perto. Já uma escada no extremo oposto, pode significar tanto que você tem amigos que estão fisicamente longe, quanto que você prefere ser uma pessoa mais reservada.

Um cavalo que você vê ao longe, mas que não se aproxima, pode ser representativo de uma paixão ou um amor não correspondido ou de um parceiro que está fisicamente distante de você, ao passo que um cavalo que está próximo ao cubo sugere proximidade emocional com seu(sua) parceiro(a). Um cavalo selvagem que cavalga sem controle, pode ser sua percepção de falta de controle sobre seu parceiro (o que, por si só, diz também algo sobre a sua necessidade de controle), ou então pode significar que você quer alguém com estas características na sua vida. Depende de como você percebe a cena e como se sente com relação a ela. Se o fato de o cavalo ser selvagem, livre, independente, etc, inspira sensualidade, é uma coisa, se as mesmas características incomodam você, é outra.

Eu li algumas respostas em que pessoas imaginam o cavalo morto em algum lugar da cena e isso pode representar uma pessoa que você deixou de amar ou alguém que de fato morreu. Em uma das histórias que eu li, o cavalo vinha galopando fugindo da tempestade, tropeçava na escada (que já era uma escada toda estragada e enfiada na areia), caía e morria. A interpretação que eu li para isso foi que a pessoa percebia ou vivia uma realidade em que um amor não era possível por causa da família ou que os amigos não aprovavam o relacionamento. A escada neste caso estava fisicamente entre o cubo e o cavalo.

A presença de muitas flores, cobrindo a cena toda por exemplo, pode vir de uma pessoa cuja profissão seja professor, educador, etc. Ou alguém que sonha em trabalhar com crianças ou ajudar muitas pessoas através do seu trabalho. Pode representar um projeto de vida. Ou simplesmente vir de uma alguém que tem muitos filhos. Neste caso, se as flores cobrem o cubo, pode significar que a pessoa esteja perdendo sua individualidade/identidade por causa dos filhos ou sentindo que os filhos tomam conta da sua vida completamente.

Quando alguém não consegue enxergar qualquer um dos elementos, isso é significativo também. Claro que para aqueles com menor capacidade de visualização, criar a imagem pode demorar mais, mas se você está aplicando o teste em alguém e a pessoa simplesmente não consegue enxergar alguma coisa, isso tem seu significado, a ausência do elemento é signficativa. Há também pessoas que não vêem o cubo, mas dizem que ele está enterrado na areia, por exemplo. Ou que dizem que o cavalo some depois da tempestade. Ou que o cavalo pisa nas flores. Ou que depois de uma tempestade de areia, a escada, as flores e o cubo ficam enterrados abaixo da areia. Todas estas coisas têm seu significado. A pessoa acrescentar elementos que não tem nada a ver com as perguntas também tem seu significado.

Eu já li várias versões de pessoas que foram “cubed” (como os sites em inglês se referem às pessoas que já fizeram o teste) e algumas são impressionantes. Curiosas. Algumas bizarras. Até mesmo assustadoras… Na história de uma mulher, o cavalo era alado e azul, levava ela até o cubo voando, depois ela não precisava mais do cavalo e ele ia embora; quando a tempestade começava ela se refugiava dentro do cubo. Uma outra, depois que a tempestade passava, a parte de cima do cubo (que era feito de areia) se abria e de lá saía uma criatura em miniatura (???) segurando as flores (eu ri quando li essa :p). Uma outra, a areia do deserto era feita de um pó comestível. Já outra percebia uma tempestade assustadora e achava que precisava proteger o cavalo, então ela literalmente quebra o cubo para poder entrar nele com o cavalo, mas dali de dentro do cubo descobre a entrada para uma caverna, onde finalmente eles se refugiam. Na interpretação desta, eu li que isso significa que a pessoa é capaz de se sacrificar por romance/pela pessoa amada e sacrificar sua integridade física e espiritual (pois o cubo dela era de vidro e oco, geralmente representativo de uma pessoa mais espiritualizada) pela segurança dos outros. Que em momentos difíceis a fé desta pessoa era comprometida. Neste caso, a pessoa confirmou a interpretação.

Uma outra pessoa imaginou um daqueles cubos mágicos da década de 80 (parece que não é incomum as pessoas imaginarem isso e tem todo um significado) e quando a tempestade chega ela se esconde em algum lugar e fica brincando com o cubo para passar o tempo, até a tempestade passar. Para uma outra, depois da tempestade a areia do deserto virava lama.

Se você fez o teste, minha sugestão é que você identifique suas próprias simbologias e o que elas representam, mas também procure o que as simbologias mais comuns significam. Conversar com uma outra pessoa que já tenha feito o teste sobre o seu cubo e a sua história também ajuda a ganhar insights sobre os significados, quando você não está enxergando.

E, depois de fazer e se impressionar com seu próprio teste, aplique em outras pessoas. É revelador e muito divertido. Especialmente se você é o “cavalo” ou a “escada” na imagem da outra pessoa. ;-)

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Ao contrário da maioria das pessoas, eu adoro chuva. Adoro sol também, mas minha reação quando começa a chover é contrária à que a maioria das pessoas têm.

Se eu sinto o vento começar a bater diferente (no interior a gente sente isso claramente), se ouço um trovão ou se começa a chover eu já abro um sorriso. Não importa se está frio ou calor, em geral a chuva pra mim é deliciosa. É claro que se eu estou saindo do cabelereiro pra ir a um casamento toda arrumada, esta é uma péssima hora pra bater uma chuva, mas fora isso, sou o tipo de pessoa que anda na chuva numa boa – e, não (meninas), meu cabelo não é naturalmente liso, mas a sensação de sair na chuva pra mim é tão deliciosa que “como o cabelo vai ficar depois” é simplesmente irrelevante.

Na verdade, eu saio na chuva de propósito. Isso mesmo, de propósito, pra me molhar mesmo – não para deixar cair uns pinguinhos na roupa, mas para ficar como se tivesse pulado numa piscina mesmo. Eu levo o ditado “quem sai na chuva é pra se molhar” ao pé da letra. Quem não acredita pode perguntar ao Marcelo. Loucura? Não, isso se chama aproveitar as coisas simples da vida, porque é algo que eu realmente gosto de fazer.

Tem feito dias muito quentes por aqui e de vez em quando cai aquela chuva gostosa. E como eu moro perto da serra, às vezes estas chuvas são bem fortes. Quanto mais forte melhor. Quanto mais trovões, relâmpagos e água, maior a minha empolgação. Nem preciso dizer que ando tomando vários banhos de chuva ultimamente!! :-) Simplesmente maravilhoso! Uma das delícias do verão…

Muita gente reclama de chuva. Mas pensem que coisa maravilhosa da natureza é a chuva. É vida – para as plantas, para os animais, para nós. Aliás, eu acho que é isso que eu sinto quando saio na chuva: vida, me sinto viva! Antes que alguém fale que chuvas também provocam enchentes outras coisas do tipo, sim, é verdade, mas a falta dela também cria problemas. Então vamos esquecer os extremos por um momento e pensar naquela chuvinha que bate em fim de tarde no verão, quando o dia foi quente, pra refrescar o início da noite… Ou naquela tarde de domingo que você tirou pra relaxar assistindo um filminho com pipoca. Ou quando você se deita pra dormir e cai no sono embalado(a) pelo barulho da água caindo lá fora… (se estiver bem acompanhado(a), ainda melhor, não? ;-) ) Tem coisa melhor?

Eu posso estar fazendo o que for, se começa a chover eu paro o que estou fazendo pra apreciar a chuva por uns momentos. Sentir o cheiro da chuva na terra e no asfalto, sentir o vento bater, ouvir o som dos pingos caindo no chão, no teto de casa, o som dos trovões. Ver a luz dos raios. E, se a situação permitir (e se não estiver muito frio, claro!), eu saio mesmo na chuva. Meus vizinhos devem me achar maluca, mas não importa. Quando você aprende a apreciar a chuva, a sensação de sentir a água na pele é maravilhosa. Pra mim, é como se me desse uma carga de energia. Depois de um bom banho de chuva eu me sinto nova em folha. Pra facilitar o entendimento disso – porque a esta altura você que está lendo isso pode estar pensando “que mulher doida, quem é que sai na chuva de propósito?” – pense no seguinte: tem gente que se sente muito bem quando entra em contato com a natureza fazendo caminhadas em trilhas, escalando, fazendo rapel, etc. Eu me sinto bem entrando em contato com a natureza através da chuva. Se sair na chuva fosse um esporte e queimasse calorias, eu estaria bem arranjada. :-) Mas, ainda assim, tem um efeito físico e mental revigorante.

Se você nunca tentou sair na chuva de propósito, não sabe o que está perdendo! Pegue um dia quente em que você esteja em casa de bobeira quando começar a chover e experimente. Se você morar numa casa com quintal, faça ainda melhor e saia na chuva sem roupa. Isso mesmo, sem roupa, como veio ao mundo! Soa pra você como uma prática meio pagã? – (conhece o clichê das bruxas dançando peladas na lua cheia em volta de uma fogueira?) Bem, dependendo do seu enfoque, pode até ser, mas se este não é o seu caso, veja isso como uma boa oportunidade de entrar em contato com a natureza de uma forma diferente (eu particularmente acho as crenças pagãs muito interessantes, mas eu gosto da chuva independentemente disso, minha fascinação pela chuva remonta dos idos do Guaraná a rolha). Esqueça o cabelo com escova, seja criança por um momento, sinta-se livre, simplesmente aproveite. Feche os olhos por uns instantes e explore os outros sentidos: sinta o cheiro da chuva, o toque da água na pele, os sons da natureza – da própria chuva, do vento batendo nas árvores, etc… Mas abrace a expriência, mergulhe na experiência de cabeça – se sair na chuva, saia para realmente se molhar. Se você não gostar, o máximo que vai acontecer é você ficar ensopado(a), daí é só tomar num banho quente e tudo resolvido. E, de bônus, você poderá dizer que já saiu na chuva de propósito uma vez na vida. É uma experiência como qualquer outra e acho que todo mundo deveria tentar isso pelo menos uma vez na vida. Por outro lado, se você gostar, terá uma nova “atividade” para alguns dos dias chuvosos e poderá curtir a chuva de outras maneiras.

E não me culpe se isso se tornar um vício. ;-) – ou quando você, depois disso, descobrir que existem outras situações em que sair na chuva de propósito é no mínimo interessante, mas isso eu deixo a cargo da sua imaginação… :D

Agora se me dão licença, o vento por aqui já mudou, os pingos já começaram a cair e meu mensgeiro do vento está me avisando que está na hora de sair na chuva pra me molhar. Até mais! :-)

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De vez em quando eu entro no Orkut – hoje em dia entro pouco – e acabo achando coisas “curiosas”, muitas vezes divertidas. Agora há pouco fui cair numa comunidade chamada:

Quem diabos é Herbert Richards?

Comecei a ler um dos tópicos e me impressionei: cada uma das pessoas entendia um nome diferente quando ouvia o famoso “Versão brasileira: Herbert Richards” durante a infância. Não achei dois iguais. Não li o tópico inteiro, são muitos posts, mas foi hilário.

Eu entendia “herder dilichers”. Pode??? heheh

O que você entendia? :-)

Edit: Ih, gente, o nome certo do cara é Herbert Richers, como bem nos apontou o Bruno nos comentários. Valeu, Bruno! O Fabio já tinha postado o link, mas mesmo assim eu não tinha ainda visto meu erro! :-)

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Uma aranha vivendo dentro do ouvido de uma mulher!

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Vi o link no Querido Leitor e estou tentando até agora entender exatamente como é que se dobra a camiseta como mostrado no videozinho. Acho que vou tentar reproduzir mais tarde. Nunca mais será a mesma coisa dobrar camisetas e fico me perguntando quanto tempo gastei durante toda a minha vida dobrando camisetas do jeito tradicional.

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