Propaganda e Marketing


Quando eu escrevi meu artigo sobre blogs corporativos no início do ano passado, eu disse que as empresas deveriam estar atentas ao fenômeno dos blogs:

São milhões de “blogueiros” opinando sobre notícias, acontecimentos, produtos e serviços, entretenimento, etc. Eles podem estar falando sobre sua empresa, interagindo com seus funcionários, discutindo sobre seus produtos e avaliando seu atendimento, relatando experiências pessoais boas ou ruins, contando suas frustrações ou elogiando sua área de atendimento ao cliente. Estas opiniões certamente atingem a imagem que os leitores formam sobre sua empresa e seus produtos e influencia decisões de compra, no melhor estilo “boca-a-boca” virtual – com força e um alto nível de credibilidade. E este é apenas um aspecto da importância dos blogs e seu impacto no mundo corporativo.

Quem tem blog sabe como é: você compra um produto bom e escreve no seu blog sobre ele. Você tem uma experiência negativa com uma empresa e relata a situação no seu blog, que é seu canal de expressão com maior potencial de alcance, com o propósito de que sua experiência sirva de alerta para outras pessoas. Você comenta em outros blogs sobre produtos e serviços que já utilizou. Mesmo que você não tenha um blog, quando quer mais informações sobre um produto, serviço ou empresa, faz uma busca e como o Google adora blogs, você acaba achando o que procura onde exatamente? Em um blog. Ou em vários. Fato é que os blogs exercem hoje uma influência significativa em muitas decisões de compra. Se um blog de mais prestígio faz um review positivo ou um comentário negativo sobre um produto ou serviço, a credibilidade da opinião é ainda maior. E ao post original seguem “reblogs” referenciando a opinião.

Ainda há muitas empresas completamente cegas quanto a isso. E existem aquelas que não estão alheias ao processo, mas não sabem como lidar com ele e acabam tornando a situação ainda pior, como foi o caso do Petsupermarket em resposta a este meu post de muito tempo atrás.

No entanto, existem empresas que estão atentas a esta realidade e sabem exatamente como lidar com ela. Faço questão de citar este exemplo – o que por si só, ironicamente, potencializa resultado positivo da ação através de uma segunda menção positiva.

Depois de postar sobre os produtos da coleção Dolce do Boticário, sem que houvesse qualquer contato da minha parte, eu recebi o seguinte email da área de relacionamento com clientes deles:

Oi, Patrícia!
Você é mesmo fã do Boticário, hein? Obrigada pelo carinho!

Ah, deixa eu me apresentar. Meu nome é Simone e eu trabalho no Centro de Relacionamento com o Cliente do Boticário. Como o mundo está se modernizando a alta velocidade, nós estamos atentos a todos os canais de contato com o consumidor e vimos o seu post no ambiente #sinestesia#, por isso, não podíamos deixar de te contatar para agradecer por tamanha atenção.
E, para você ter uma idéia do sucesso da coleção Dolce, que você gostou e aprovou, estamos estudando até a possibilidade de fabricá-la novamente, no futuro.

Saiba que sua opinião sobre nossos produtos é valiosa, Patrícia, por isso, deixamos nossos canais exclusivos de contato a sua disposição, para trocamos idéias sempre, combinado?

Um grande abraço,
Simone

Isso, senhoras e senhores, é exemplo de uma empresa moderna, antenada e realmente atenta à importância de se manter um bom relacionamento com seus clientes. O Boticário não somente está atento ao blogs recolhendo feedback (o que por si só já seria significativo), mas também sabe otimizar os pontos de contato de uma forma humana. Este email não é automatizado, não é uma resposta padrão, é uma resposta personalizada que denota um interesse autêntico na opinião dos clientes.

Gostaria de agradecer publicamente à Simone pela resposta e tirar o chapéu para O Boticário. Quando além de altamente satisfeita com os produtos você tem empatia pela empresa e se sente valorizada como cliente, isso não é estratégia de marketing, é autenticidade. Este tipo de autenticidade desenvolve um tipo de fidelidade baseada em confiança que pouquíssimas empresas conseguem conquistar. E eu nem sequer estou baseando esta minha opinião neste evento isoladamente e sim na consistência presente no meu relacionamento com O Boticário não só como consumidora, mas também como profissional, pois já trabalhei na agência responsável pelo site deles (embora não tenha gerenciado a conta diretamente). Consistência! Reflexo natural de valores inatos à empresa expressos através de todos os pontos de contato possíveis.

Enquanto isso, as empresas que ainda não se deram conta da influência dos blogs nos processos de decisão de compra vão perdendo terreno. É a seleção natural em ação. Vida longa ao Boticário. :-)

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Houve uma época da minha vida em que eu só usava o email do Yahoo. Na época, era o melhor na minha opinião. Aí veio o GMail e tudo mudou. Eu mantenho minha conta no Yahoo para usar outros serviços e continuo gostando muito do Yahoo, mas o email mesmo não uso mais há muito tempo. Quando foi hoje resolvi entrar lá pra dar uma olhada. Apaguei os spams básicos de sempre e fui dar uma olhadinha numas mensagens antigas. E achei esta pérola que divido agora com vocês – só pra descontrair ;-) :

(publicitários e marketeiros, peguem leve, sei que dá pra melhorar os exemplos, mas é engraçado!)

Você vai a uma festa e vê uma garota atraente do outro lado da sala.
Você chega pra ela e diz:
“Oi, sou muito bom de cama. Está interessada?”
Isso é Marketing Direto.

Você vai a uma festa e vê uma garota atraente do outro lado da sala.
Você dá um toque em seu amigo. Ele chega pra ela e diz:
“Oi, meu amigo ali é muito bom de cama. Está interessada?”
Isso é Propaganda.

Você vai a uma festa e vê uma garota atraente do outro lado da sala.
De alguma maneira você descobre o telefone dela.
Você telefona, bate um papinho e diz:
“Oi, sou muito bom de cama. Está interessada?”
Isso é Telemarketing

Você vai a uma festa e vê uma garota atraente do outro lado da sala.
Você chega perto dela com a melhor roupa, usa o melhor perfume,
dá o melhor sorriso e começa a conversar.
É super educado, anda com charme, abre a porta para ela.
Depois olha para ela e diz:
“Sou muito bom de cama também. Está interessada?”
Isso é Campanha de Marketing

Você vai a uma festa e vê uma garota atraente do outro lado da sala.
Você a reconhece, vai até ela, refresca a memória e a faz rir.
Então diz: “Continuo bom de cama. Está interessada?”
Isso é Manutenção de Clientes

Você vai a uma festa e vê uma garota atraente do outro lado da
sala.
ELA VEM ATÉ VOCÊ e diz:
“Oi, ouvi dizer que você é muito bom de cama. Está interessado?”
Isso é o poder da MARCA!

Se eu achar alguma outra pérola posto depois. :-)

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Eu tenho uma relação de amor e ódio com o Canal Sony. Não é novidade pra ninguém, né? Já falei sobre isso aqui no blog. Eu assisto pouca TV, mas quando assisto, 90% das vezes são as séries do Sony. Além delas assisto Lost, no AXN, alguns daqueles documentários policiais/forenses que passam no Discovery Channel e alguns reality shows como “O que me irrita em você”, do Discovery Health, o “Minha Casa, Sua Casa” e o “Miami Ink”, ambos do People and Arts. Coisas deste tipo. Nada muito cultural, eu sei, mas… em geral se vou assistir TV é porque estou precisando mesmo dar um relax.

Mas voltando ao Canal Sony: tem coisas que eles fazem que eu simplesmente não entendo. Eu achei por um tempo que era porque eu não sou da faixa etária principal do público-alvo. Depois comecei a ler tópicos na comunidade do canal no Orkut e comecei a ver que este não era o caso. Que eu não era a única a achar algumas coisas estranhas.

Agora, recentemente, eles começaram a passar uma propaganda anunciando duas séries que entraram no ar para preencher o horário que nos últimos meses foi do American Idol. As séries são Tommy Lee Goes to College (!!) e Emily’s Reason’s Why Not. Ambas canceladas nos Estados Unidos – e eles próprios falam isso. Agora me expliquem: como é que um canal coloca séries teoricamente fracassadas pra tapar buraco na programação e anunciam isso como se fosse uma coisa legal? Ora bolas, se as séries foram canceladas, é porque não fizeram sucesso. Se não fizeram sucesso, provavelmente nao são boas. Por que diabos então eu iria querer assistir estas séries? Isso faz algum sentido pra alguém?

Pra mim não faz nenhum sentido, sem falar que a propaganda é chata, a música é chata e isso fica passando nos intervalos com uma freqüência irritante. Aliás, este é um dos problemas, não só do Sony, mas também de outros canais de TV por assinatura, coisa muito, muito irritante.

Não vou assistir nenhuma destas duas séries novas. Emily’s Reasons Why Not foi cancelada no sexto episódio! Sexto!! Por que eu iria gastar tempo assistindo uma série que eu sei com antecedência que vai durar 6 episódios, quando era para durar ao menos 22?

Não adianta, eu não me acerto com as estratégias de marketing deles. Há raras exceções, como é o caso da campanha de comemoração de 10 anos do canal que está sendo veiculda agora, entrevistando crianças de 10 anos de idade – algumas são espirituosas. Mas no geral, o que eles chamam de “atitude” eu chamo de “um monte de coisa estranha” – e no caso destas séries novas, falta de coisa melhor pra passar…

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O que tem de gente chegando aqui no blog procurando pela música da propaganda do Mercado Livre (aquela onde um menino vende um beijo) é impressionante! O post original sobre isso foi este aqui. O Rodrigo do Bressane Blog foi mais a fundo no assunto e descobriu que a música foi escrita especialmente para o comercial. A música na íntegra você pode ouvir/pegar aqui. E a letra é:

someone is there, waiting for my song
i´m only looking for someone who sings along
when all my dreams, finally reach yours
we will uprise and maybe find our true love
we will uprise and maybe find our true love

O vídeo tem num post lá no blog do Rodrigo.

Eu estou fechando os comentário neste post para concentrar todos no post original. Se você quiser comentar e ler os comentários feitos por outros visitantes, vá no post original:

http://www.sinestesia.co.uk/blog/?p=510

Comments Off 

Todo mundo já viu a propaganda do Mercado Livre onde uma menina compra um beijo de um menino, não? Quando eu vi pela primeira vez fiquei pensando quanto tempo iria demorar para alguém anunciar um beijo no Mercado Livre por causa da propaganda. Hoje resolvi procurar, por curiosidade. Achei três: dois custando um real (ambos com foto) e um custando 100 reais (sem foto e sem dizer se é homem ou mulher). Não vou colocar link, vai lá e procura se estiver interessado(a). Mas já aviso, os comentários dos potenciais “compradores” são impróprios para este horário, se é que me entendem… E aí, vai levar? rs

[185] Comentários 

Você é bom de memória? Presta atenção em propagandas? Faça este teste e veja se consegue se lembrar dos slogans destes produtos. É rapidinho. Eu acertei 26 de 30. Isso só pode significar que estou ficando velha! hehehe

[12] Comentários 

Entra no ar nesta quinta-feira (24/11) o site www.probare.org, onde os internautas poderão registrar reclamações a respeito de serviços de call center, contact center, help desk, SAC e telemarketing.

Notícia completa aqui.

[2] Comentários 

Eu não gosto das propagandas do Colgate Total 12. Acho que a intenção é fazer com que a coisa toda pareça natural, como se o ator ou a atriz estivessem falando com alguém fora do enquadramento. É uma cópia da fórmula dos produtos Dove (que, aiás, por melhores que sejam, não compro mais porque aparentemente testam em animais). Mas fica uma cópia muito ruim, ao invés de parecer natural, uma conversa espontânea, os atores parecem 2 idiotas falando, fico com a impressão que não tem ninguém no campo de visão deles e que eles estão lá somente falando o texto ensaiado olhando para o além, para o nada.

Eu tenho uma amiga mexicana que trabalha em uma agência e veio ao Brasil há uns 3 anos atrás para fazer um filme de um outro produto, usando a mesma técnica do Dove. Na época ela me disse que a técnica era realmente muito boa, que não havia um texto pronto que os atores decoravam. Ao invés disso, uma pessoa realmente ia falando com o ator/atriz, um papo descontraído, e que desta conversa se extaía o que fosse de interessante para o comercial.

Mas no caso do Colgate Total 12, dá pra notar que o texto está pronto e que estão tentando simular a coisa pra parecer espontânea. Não parece. E pra piorar as coisas, no comercial em que a menina fala sobre o produto, ela começa dizendo:

“Quando eu era criança, era tudo muito simples. A gente tinha ou não tinha cáries. Mas quando eu fui ao meu dentista, ele me disse que eu estava com placa e que eu precisava cuidar disso”.

Como assim? Há 15 anos não existia placa bacteriana?? Este é um fenômeno ou ítem moderno, como iPods e blogs? Ela conclui: “Cuidar dos meus dentes ficou fácil de novo.”

Enfim, não gosto da propaganda. Talvez o produto seja bom. Mas fico pensando que quando o produto vende por ser um bom produto ou por outros fatores, APESAR da campanha, alguém na agência comemora as vendas, como se o sucesso viesse das propagandas. Ledo equívoco – e isso me lembra da historinha do pink frog, que dá nome ao blog do maridom – mas alguém na criação fica realmente alimentando o próprio ego, juntamente com o pessoal de marketing do cliente. Na verdade, este é só um exemplo, existem milhares de outros por aí. Quando isso acontece, em geral eu evito comprar o produto enquanto a campanha está no ar. Posso até comprar depois. Exagero? Talvez. Mas já lidei com egos inflados de criativos o suficiente para justificar esta minha opção. E tomara que esta campanha acabe logo. Ô propagandinha chata!!!

[4] Comentários 

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