Trabalho


A passo de tartaruga – mas com um empurrão aqui, outro ali de gente que gosta de ler o blog – voltei para atualizar o Sinestesia. Não sei dizer exatamente por que as atualizações estão tão espaçadas. Assunto não falta, vontade de escrever não falta, mas algo (provavelmente bem subjetivo) tem me impedido, consistentemente, de manter o blog como costumava manter.

Imersão maior na nova vida, talvez… Aproveitando o tempo que o marido fica em casa entre deployments, projetos e cursos em outros estados, curtindo coisas que ainda são novidade pra mim… Foco em outras coisas. Introspecção. Ou tudo isso junto. Esboçei um post que estava indo até que bem na noite anterior ao marido chegar, mas a cabeça estava tão a milhão que ficou difícil terminar e publicar. Aí, passou…

Mas vamos lá.

O assunto de hoje é uma das coisas que tem consumido bastante meu tempo. Em Março, duas semanas antes do marido voltar de 8 meses na guerra, houve uma sincronia de fatores que possibilitou o nascimento de um projeto que eu vinha cozinhando há tempos. A história completa, para quem se interessar em ler, está aqui. O timing pessoal para mergulhar de cabeça nisso estava longe de ser ideal, mas mergulhei ainda assim porque todas as outras circunstâncias foram ideais.

Uma semana depois, estava com uma equipe inicial de colaboradores e editores montada, além de uma pessoa na parte técnica para cuidar do back-end – que eu não tenho mais tempo hábil para cuidar -, domínio registrado, WordPress, tema provisório e plugins iniciais instalados, post inaugural no ar. Foi uma correria e o nome do projeto, embora adequado, não saiu dos mais criativos porque faltou tempo para um brainstorming bem feito. Mas como às vezes na vida precisamos usar a estratégia ready-fire-aim, dia 20/Março/2010 entrou no ar o 1001 Dicas Práticas.

Parei tudo depois de colocar o projeto no ar para, finalmente, poder curtir o marido depois de tantos meses e entrar de férias junto com ele. No final de Abril fomos para o Brasil, nossa primeira viagem juntos para lá. Fazia um ano e meio que não via minha família e amigos, com exceção da minha mãe que veio passar um tempo aqui comigo. Mais sobre essa viagem em outro post.

Voltando ao papo anterior: o foco deste novo projeto (que, originalmente, surgiu como complemento ao 101 Coisas em 1001 Dias, mas cujo escopo foi depois ampliado) é ser um repositório de dicas e idéias práticas nos mais diversos assuntos – de maternidade, a tecnologia, viagens, moda e beleza, carreira, finanças, organização, otimização de tempo, faça você mesmo e assim por diante – com conteúdo variado tanto em termos de assunto quanto em termos de formato – textos, imagens, vídeo, áudio, links.

O plano original era não divulgar oficialmente o novo blog até que atingíssimos uma massa crítica mínima de conteúdo e que todos os detalhes estivessem em ordem. O tema que estamos usando é provisório, o logo ainda está em fase de aprovação, falta a instalação de vários plugins que precisamos usar, a equipe ainda não está completa – e, portanto, a cobertura de assuntos ainda está deficiente. Mas estou falando sobre ele aqui hoje, apesar de ter planejado esperar até que tudo isso fosse feito, por dois motivos: 1) quero ouvir feedback e 2) quero divulgar as posições para editores e colaboradores, para fecharmos a equipe. Portanto, 1) passem por lá para ver como está ficando e 2) interessados(as) em participar da equipe, produzindo conteúdo com a gente, por favor entre em contato.

Bem, do ponto de vista mais objetivo da coisa, isso é o que mais tem consumido o tempo que dedico a escrever e aos meus blogs de uma forma geral. Com isso o Sinestesia acaba não sendo atualizado com a frequência que eu gostaria, pois minha energia neste momento está mais lá do que aqui. Estou bastante empolgada com este projeto, em especial com o que estamos planejando para conteúdo multimídia.

Não vou prometer nada com relação às atualizaçoes no Sinestesia por enquanto. Só posso dizer que sinto falta de escrever aqui, da interação com as pessoas que comentam e que, no meu tempo, vou continuar escrevendo. Enquanto isso, dêem uma passada no 1001 Dicas Práticas e me digam o que acharam – mantendo em mente que estamos ainda em “fase beta”. ;-)

[2] Comentários 

Como qualquer brasileiro antenado em assuntos de tecnologia e internet, eu sempre acompanhei o blog Meio Bit, um ícone da blogosfera brasileira e referência no mercado. Desde a semana retrasada (é, eu sei, notícia atrasada), além de leitora eu passei também a ser colaboradora, integrando a já tão competente equipe responsável pelo conteúdo do site.

Meu artigo inaugural, postado dia 15/05, fala sobre assinaturas no Skype e o segundo sobre a funcionalidade de estatísticas no Flickr. Passe por lá para dar uma lidinha se os assuntos forem do seu interesse, comentários e sugestões são bem-vindos.

Como colaboradora, fui já na semana passada para São Paulo representando o Meio Bit no evento Google for Bloggers, o primeiro encontro promovido pelo Google Brasil para blogueiros e blogueiras. Vou escrever sobre isso num próximo post, mas por enquanto, leiam neste link o artigo que foi para o Meio Bit com a cobertura do evento.

[4] Comentários 

Inspirada pelo site Computer Stupidities (que traz uma compilação de relatos engraçadíssimos, por sinal), resolvi postar sobre uma história verídica que aconteceu comigo. Sempre que este assunto surge eu conto esta história, mas nunca havia me passado pela cabeça relatar aqui no blog. Aconteceu em 1999 quando eu trabalhava numa pequena agência de desenvolvimento web que, entre outras coisas, vendia pacotes de comércio eletrônico (na época tínhamos várias lojas no shopping do UOL). Os preços dos pacotes variavam de acordo com as funcionalidades, então sempre que um cliente novo ligava com dúvidas, explicávamos as diferenças.

Belo dia liga o dono de uma empresa de cosméticos. Depois de uns bons 5 minutos conversando com ele, explicando sobre cada pacote e tirando dúvidas, seguiu-se o diálogo abaixo:

(ele): Ok. Mas e a logística, como fica?
(eu): Logística? Como assim?
(ele): A entrega. Como eu entrego os produtos comprados pelo site? Digamos que alguém entre na loja e compre um shampoo. Como é feita a entrega?
(eu): Bem, nós não trabalhamos com logística. Nosso serviço é desenvolver, configurar e manter sua loja online e uma vez que você receba o pedido através do sistema, terá que cuidar da entrega usando o método da sua preferência.
(ele): Mas aí fica complicado, hem? Eu não entendo, se vocês montam a loja, como é que não cuidam da logística?
(eu): (??? baita cara de interrogação…) É como eu lhe expliquei, nós desenvolvemos, configuramos e fazemos a manutenção da loja online. Mas a entrega tem que ser feita por correio ou transportadora, ou então dependendo do porte da sua empresa e do volume de vendas, uma outra alternativa é vocês terceirizarem toda esta parte para uma empresa de logística.
(ele): Putz, mas aí vai ficar bem complicado… Será que não dá pra vocês configurarem a loja para as entregas serem feitas por email?
(eu): Por email??? Peraí, o que você está dizendo é que quer entregar um shampoo por email? (a esta altura eu comecei a achar que poderia ter entendido errado, mas…)
(ele): Isso, exatamente! (num tom levemente “superior”, como se eu “finalmente” tivesse entendido o que ele estava tentando dizer)
(eu): Não dá pra fazer isso. Não é possível.
(ele): Como assim não é possível? Se vocês não fazem, tenho que procurar uma outra agência que faça.
(eu): Então, veja bem, você não vai encontrar uma agência que faça isso. O que estou tentando lhe explicar é que não é que “nós” não fazemos, mas que é fisicamente impossível fazer isso. Um shampoo é um objeto físico, um email é uma mensagem eletrônica, não tem como enviar um objeto físico através de uma mensagem eletrônica.
(neste ponto todo mundo à minha volta me olhava com cara de espanto, risadinhas pipocando aqui e ali e eu tendo que manter a compostura)…
(ele): Ah, sei… Bem, neste caso então não tenho interesse nos serviços de vocês. Se eu não posso enviar meus produtos por email, não tem por quê eu ter uma loja online.

Acho que dispensa comentários… A não ser um: o sujeito era o DONO da empresa. Se não me falha a memória, era uma empresa de médio porte, mas a esta altura do campeonato eu não lembro mais qual era o nome da empresa. De qualquer forma, ele era o DONO e é isso que torna esta história lamentável.

Sei que parece mentira ou até mesmo que foi uma pegadinha, mas com base no comportamento dele durante toda a ligação, tom de voz e tipo de dúvidas (as anteriores a esta), me pareceu bem legítimo. E sabemos que este tipo de coisa acontece com uma certa freqüência. Estamos em 2007 e ainda há pessoas que mal sabem usar email.

Ainda ontem apaguei um comentário de uma pessoa que deixou o endereço residencial completo dela (com cep, inclusive), pedindo para que eu lhe enviasse receitas de bolo diet (??) pelo correio! (Sem sequer entender que estava fazendo um comentário que poderia aparecer pra quem quisesse ver.) Uma outra pessoa que não conseguia trocar a foto do perfil no Orkut deixou (pasmem!) o email e a senha em um comentário pedindo para eu ajudá-la (não testei, obviamente!). Não sei o que é pior: se é o fato de a pessoa me passar dados confidenciais de acesso à conta dela, se é não perceber que ao postar um comentário qualquer pessoa poderá ter acesso à conta dela ou se é sequer se dar conta de que o que está fazendo é postar um comentário em um blog e não mandar uma mensagem privada. Se isso acontece hoje, imagina nos idos de 1999.

Bem, esta é minha história no estilo “Computer Stupidities“. :-)

[6] Comentários 

Eu, como sempre, envolvida em novos projetos, resolvi finalmente dar andamento a um blog que há tempos vinha ensaiando para iniciar. O domínio já estava comprado, a hospedagem contratada, mas o blog ficou parado por alguns meses porque eu estava envolvida com um outro projeto offline que vinha me tomando muito tempo.

Esta semana finalmente eu consegui configurar o blog todo e comecei a escrever. É um blog sobre a Lei da Atração. Quem acompanha o Sinestesia sabe que eu venho estudando muito este assunto. Ultimamente, uma parte significativa do tráfego que recebo por aqui é de pessoas buscando informações sobre a Lei da Atração. Eu recebo uma boa quantidade de emails com dúvidas. Isso sem falar nas perguntas que me fazem pessoalmente. Então,  parte da motivação em criar este novo blog veio da idéia de centralizar as informações e os conhecimentos que venho adquirindo ao longo do último ano.

Outros blogs falam sobre a Lei da Atração, alguns com conteúdo muito bom, mas neste meu novo blog eu quero dar um enfoque um pouco diferente. Eu acho que o hype do filme “The Secret” acabou inadvertidamente criando uma falsa impressão de que as pessoas têm que “pensar positivo” e que todos os seus sonhos vão se manifestar do nada, enquanto você visualiza seu bilhete de loteria premiado deitado na sua cama. Em outras palavras, infelizmente o filme simplifica demais o processo e embora só a informação contida no filme já ajude muita gente, ela não é suficiente. São estas informações complemntares que eu quero abordar no meu blog, da perspectiva mais científica possível. Eu quero ir além do hype e da conotação de “auto-ajuda” que circula o assunto, ajudando as pessoas a entender corretamente a Lei da Atração, incorporando em suas vidas  uma atitude diferente e consistente, que vai muito além das visualizações sugeridas no filme “The Secret”.

Depois de aproximadamente um ano lendo exaustivamente sobre a Lei da Atração e aplicando metodologias diversas na minha vida com resultados impressionantes, eu me sinto hoje qualificada para falar sobre isso em uma profundidade e amplitude condizentes com as que eu achei que precisaria ter para manter um blog que fosse realmente diferenciado e que fosse, de fato, acrescentar informações ao invés de repetir o que todo mundo está dizendo.

Foi difícil começar a escrever exatamente por causa da imensa quantidade de informações que eu já acumulei. Não sabia por onde começar. Mesmo quando já estava com tempo para começar a escrever, levou ainda um tempinho até que eu conseguisse vencer a barreira inicial. Mas esta semana publiquei o primeiro post e agora ficou tudo mais fácil.

Então, quem chega aqui no blog procurando sobre a Lei da Atração, visite o novo blog:

http://www.leidaatracao.com

O nome do blog, adivinharam, é: A Lei da Atração. ;-)

Estou bem empolgada com este projeto novo. Uma das minhas metas de vida é ajudar o maior número de pessoas possível e acho que este é mais um dos canais que eu encontrei para fazer isso. Os interessados, passem por lá. Novos posts em breve.

[9] Comentários 

Interessante… Quando alguém me pergunta “o que eu faço”, sempre tenho dificuldades em responder. Por que? Porque eu faço muitas coisas. Porque diversidade é essencial para mim. Porque o tipo de diversidade que eu busco – e vivencio – profissionalmente não cabe dentro de um cargo (ou de um emprego, a propósito – o que é um dos motivos, aliás, pelos quais eu não tenho um). Pra mim, não existe resposta simples para esta pergunta.

Pra começo de conversa, muito embora este tipo de pergunta seja comum, especialmente quando se conhece alguém novo (é um tópico iniciador de conversas), na nossa sociedade as pessoas se definem muito (e definem os outros também) pelo seu emprego ou atividade profissional. “Sou engenheiro/advogada/arquiteto/consultor/professora/empresário” etc, etc, etc… Se por um lado isso tem um propósito, até certo ponto compreensível, acho que extrapolamos o propósito e damos valor demais a estes rótulos, como se fossem a coisa mais importante sobre uma pessoa.

Outro dia alguém me deixou um scrap no Orkut e eu fui olhar o perfil da pessoa. Lá tinha uma frase que dizia:

“Poderia dizer aqui tudo o que eu já fiz e deixei de fazer profissionalmente, mas aprendi a não mais atrelar meu ego ao meu trabalho. Eu não sou o que eu faço, eu sou o que eu sou.”

Isso sintetiza tão bem o que eu penso sobre este assunto que até deixei um comentário. As pessoas são muito mais – e muito mais interessantes – do que o cargo que ocupam, do que o rótulo que vem com o cargo. Até porque, a vida profissional é apenas uma face de cada indivíduo.

Eu e o Marcelo costumávamos conversar sobre isso às vezes; você liga em qualquer lugar e a conversa costuma seguir este padrão:

- Boa tarde, gostaria de falar com “fulano” por favor.
- Pois não, quem está falando?
- Patricia.
- Patricia de onde? (esprando que você se identifique através de um cargo e uma empresa.)

De novo, existe um motivo perfeitamente razoável para isso, identificar propriamente a pessoa antes de passar a ligação. No entanto, o que acaba ficano implícito é que você TEM que ser de algum lugar, de alguma empresa. Não existe o indivíduo, existe o indivíduo vinculado a uma empresa e a um cargo. Experimente dizer “de lugar nenhum, sou só a Patricia”. A pessoa do outro lado fica completamente perdida. Acreditem, eu já tentei. A reação é sempre algo como: “………. Mas… de onde exatamente?”

Eu e o Marcelo costumávamos brincar, criando respostas criativas e engraçadas para a pergunta. Mas no fundo, eu não vejo graça nenhuma nisso. Acho absurdo que tenhamos chegado a um ponto em que o rótulo é mais valorizado que o indivíduo. E não me digam que não é – experimentem se apresentar como “a assistente da Diretora bam-bam-bam”, depois ligue de novo e se apresente como “a diretora bam-bam-bam em pessoa”. Até o tratamento será diferente.

Não quero dizer com isso que estes rótulos não tenham seu valor. Se uma pessoa ocupa determinado cargo, em geral (em geral!) isso é representativo de um nível de conhecimento e experiência correspondentes (nem sempre isso é verdade, mas vamos considerar que seja) e, evidentemente, isso tem valor. O problema é que não é nisso que colocamos o foco, não pensamos que a pessoa tem determinado cargo porque percorreu um caminho de crescimento. Ao invés disso, a percepção é de que a pessoa é importante/ganha bem/etc. Esta pessoa é “respeitada” pelas cifras no contra-cheque, quando deveria ser respeitada pelo valor de seu conhecimento e experiência. É uma diferença sutil de ser percebida, mas representa uma diferença enorme na prática. É um reflexo de valores sociais – e são exatamente estes valores que estou questionando.

Mas voltando à pergunta “O que você faz?”, até a época em que eu trabalhava em agências, era fácil de responder: “Sou gerente de projetos numa agência de internet” – ou algo do tipo que correspondesse ao meu cargo na época. Mas depois que eu optei por sair do mundo corporativo e passei a fazer um monte de coisas diferentes, responder esta pergunta se tornou um problema. A resposta mais simples possível é “trabalho com internet”. Pra quem não entende nada de internet, esta resposta costuma ser suficiente (porém, um tanto quanto vaga, deixando um ar de interrogação na cara da pessoa) e para aqueles que entendem do “babado”, se querem entrar em detalhes, aí eu entro. Ainda assim a pessoa fica meio perdida, porque eu faço muitas coisas diferentes.

Exemplos práticos desta situação:

  1. Nas vezes em que dei alguma entrevista. Já aconteceu mais de uma vez. Na matéria o jornalista tem que identificar a pessoa entrevistada, então naturalmente faz esta pergunta. Eu já saí na mídia identificada como várias coisas difrentes. Se daqui a cem anos algum doido sem ter nada melhor pra fazer resolver pesquisar para saber quem eu era e o que fazia, baseando-se nas coisas que foram publicadas sobre mim, este coitado vai ficar bem confuso! rs
  2. Outro dia fui atualizar meu perfil no LinkedIn, onde TODO MUNDO tem um rótulo (ahem), digo, cargo. Pensei comigo “Que diabos, o que é que eu vou escrever aqui?” Finalmente, escrevi assim (em inglês): “Eu não quero um rótulo. E não preciso de um. Mas se você precisa, dê uma olhada na minha experiência e escolha o que quiser.”

E é bem isso. Tem gente que precisa destes rótulos, para si próprio e para os outros. Eu não quero e nem preciso de um rótulo para definir quem eu sou. E estou muito bem assim, obrigada. Tirando a dificuldade de responder algumas perguntas, isso não muda em nada minha vida. Ah sim, e para tirar visto para os Estados Unidos isso também, aparentemente, atrapalha um pouco. (hehe) Tudo perfeitamente contornável.

E tem mais, eu acho que se definir através de um rótulo é altamente restritivo. Como já dizia Lao Tse, “When I let go of what I am, I become what I might be.” (“Quando eu me desprendo de quem eu sou, eu me transformo em quem eu posso ser.”). (Aliás, precisamos de um rótulo para identificar Lao Tse? Acho que não, né?) É este tipo de liberdade que eu quero para a minha vida: ser o que eu quiser, no momento em que eu quiser, com direito a mudar de idéia, de evoluir, de crescer, de tentar coisas novas quando as antigas não me fazem mais sentido.

No entanto, pela primeira vez eu encontrei um rótulo capaz de me definir. Eu não preciso dele, mas seria um bom título para colocar no meu perfil do LinkedIn. :-) Explico: outro dia achei um post em um blog (tive que remover o link porque o domínio que era antes um blog hospeda agora um site “pouco familiar” – rs) falando sobre mim e comentando sobre este post que escrevi. Gino Netto escreve:

“Em 1995 eu tinha exatos 22 anos e nem me imaginava trabalhando com informática. Talvez fosse melhor nunca ter imaginado… Mas desde essa época a Patrícia Muller já navegava pela Internet. Essa mulher é uma multifuncional. (…)”

Gino, se você passar por aqui, meus agradecimentos. Você foi a primeira pessoa no mundo capaz de me definir profissionalmente em uma palavra! Coisa que nem eu mesma consegui! Ah, sim, e gostei também do post falando sobre os termos de buscas que levaram pessoas ao seu blog. ;-)

Perfeito! A partir de hoje, para todos os que precisam de um rótulo, eu sou a “Mulher Multifuncional”. :-) Para os demais, eu sou a Patricia, Patty para os íntimos.

E vamos em frente, porque como “Mulher Multifuncional” eu tenho um tanto de coisas a fazer. ;-)

Boa semana para todos!

[12] Comentários 

No mês de junho eu dei uma entrevista para a revista Soluções da Telefonica Empresas, que queria publicar uma matéria sobre blogs corporativos. Há umas 3 semanas eu recebi a revista em casa (obrigada ao Rubem Barros, jornalista que me entrevistou e gentilmente me enviou a revista), mas fica difícil escanear para colocar aqui, então quem tiver interesse em ler a matéria na versão digital, pode conferir aqui:

http://www.telefonicaempresas.com.br/revista/2k4/interna.asp?id=700

[5] Comentários 

Estou em falta com duas pessoas.

Uma é a Cris Zimermann, do Business Oportunities Brasil, que gentilmanete citou meu artigo sobre Blogs Corporativos. Obrigada, Cris, seu aval é sempre muito, muito valioso. :-)

A outra pessoa com quem estou em falta é o Rodrigo Ghedin, que criou um novo blog muito interessante, o BlogAjuda – onde, como indica o nome, ele posta dicas e ajuda para pessoas que já possuem ou estão criando blogs. Gostaria de destacar um post específico, onde ele fala sobre o AJFork, um “fork” (projeto criado com base em um produto/script já existente) do Cute News, um excelente e simples gerenciador de conteúdo/publicador de notícias que pode ser usado para gerenciar um blog. Eu connheço o Cute News e o AJFork já há um bom tempo, inclusive utilizo o Cute News no Chinchila Online. Estes dois scripts não requerem a utilização de uma base de dados MySQL, ao invés disso o conteúdo fica armazenado em “flat files” (arquivos de texto), tornando-os uma opção bem atrativa para as pessoas que que não têm acesso a MySQL. Entretanto, os arquivos de texto têm uma certa limitação e é recomendado apenas para sites de pequeno e médio porte. E a integração do sistema ao layout do seu site é bem simples. Fiquei muito feliz ao ver o post falando sobre estes sistemas, porque eles são excelentes e, infelizmente, não são muito divulgados aqui pelas nossas bandas. Pra saber mais visite o post do Rodrigo Ghedin sobre isso.

[5] Comentários 

Eu publiquei ontem aquele artigo sobre Blogs Corporativos, sobre o qual falei neste post. Como este artigo me foi encomendado com um propósito específico de esclarecer pessoas leigas no assunto, notem que eu procurei não me aprofundar muito. Foi proposital. Eu falo didaticamente sobre blogs em geral e depois faço uma introdução, discutindo sobre as possibilidades de se utilizar blogs no mundo corporativo e sobre a necessidade de as empresas estarem atentas ao fenômeno dos blogs. O artigo não tem a pretensão de esgotar o assunto ou de cobrir todas as possibilidades sobre blogs corporativos, mas apenas introduzir alguns conceitos a pessoas que não estão ainda familiarizadas com o mundo dos blogs, mas precisam se inteirar até mesmo por questões profissionais. Pra quem se interessar em ler, o artigo está aqui. Eu deixei a opção de comentários aberta, portanto comentários são bem-vindos. A intenção é mesmo dar a opção de continuidade na discussão, pois é um assunto atual e, acredito, bastante interessante. Especialmente para pessoas que vão, inevitavelmente, lidar com isso em algum ponto no futuro próximo, profissionalmente falando.

[4] Comentários 

Next Page »