Tue 13 Mar 2007
Shoptime, dinheiro e uma enquete
Postado às 9:58 pm | Categoria: Cinema e TV , Compras e Presentes , Enquetes e Questionários[34] Comentários
Outro dia eu estava assistindo o Shoptime e várias coisas começaram a passar pela minha cabeça – vou falar delas neste post e finalizar com uma pergunta, uma pequena enquete. Paciência comigo, eu juro que chego lá.
Primeiramente, eu me peguei assistindo o Shoptime por mais tempo do que “deveria” (na verdade, mais tempo do que gostaria ou pretendia assistir). Eu não assisto muita televisão. Existem alguns programas específicos que eu gosto de assistir, mas não é um hábito diário ou regular. No entanto, se eu passo pelo Shoptime e estão falando sobre algum produto interssante e eu páro pra ver, quando vejo estou lá assistindo aquilo há um tempão. Este canal tem um efeito meio hipnotizante. Conversando hoje com a Paula, ela estava me dizendo que meu primo (marido dela) também faz isso. Outras pessoas com quem já conversei sobre isso, em outras épocas, também comentaram comigo que ficam meio “hipnotizadas” assistindo o Shoptime, sem nem perceber que estão ali às vezes há meia hora, uma hora, se não mais… Gente, é um canal que vende produtos… É só isso! Eu até compreendo que este efeito hipnótico aconteça com uma pessoa com um perfil mais consumista, mas eu não tenho este perfil. E, pra ajudar, eu tenho formação em propaganda e marketing, portanto entendo muito bem como estas coisas funcionam, entendo como funciona com outras pessoas. Mas por saber como isso funciona e não ter um perfil consumista, não entendo por que acontece comigo…
Mas enfim, sobre a parte que eu entendo: você fica ali vendo um monte de produtos. O Shoptime vende produtos de qualidade, – ou pelo menos é esta a percepção que eu tenho e a experiência que tive com os produtos que já comprei lá. Existem muitos produtos interessantes, alguns que você nem conhece. Aí, você começa a prestar atenção na descrição daquela máquina digital, daquele grill, daquele mixer (jurando que está só prestando atenção na receita e, quando fica pronta, ainda por cima fica com fome!), daquele kit de beleza, daquele conjunto de cama, daquela pipoqueira, daquele secador… Você nem estava pensando em comprar nada daquilo, mas de repente, sente vontade de comprar. Marketing do básico. Eu não vou entrar no debate sobre “criação de necessidades” porque já passei desta fase há muito tempo!
Mas vou dar um exemplo da minha experiência mais recente: eu preciso comprar roupa de cama e eu quero comprar uma câmera digital nova (uma necessidade e um desejo). Parei no canal para ver as roupas de cama. Em seguida, calhou de começar o programa de informática, então eu vi sobre câmeras digitais. Mas neste meio tempo, como cada programa mostra vários produtos, eu “fui obrigada” a ver também travesseiros, toalhas, edredons, colchas, multi-funcionais e monitores, entre diversas outras coisas. Já pensei: “Meus travesseiros estão velhos, eu bem que podia comprar uns travesseiros novos. Se eu comprar o kit de cama com colchas/edredons, vale mais a pena. Meus edredons estão velhos e nem são para cama queen size… Eu não estava com a intenção de comprar uma multi-funcional, mas gostaria de ter uma e, olha só, eles estão vendendo um pacote de multi-funcional com câmera digital e carregador de bateria por um preço excelente.”
Pronto! Da minha REAL necessidade inicial (roupa de cama simples), e da minha vontade e disponibilidade a comprar uma câmera digital, eu já estava querendo comprar um jogo de cama de percal 180 fios (!) ao invés de um de 120 fios (!!), pensando em comprar travesseiros, edredons, colchas, uma multi-funcional e, como vem no kit, um carregador de bateria novo (que eu não preciso, mas faz parte do pacote). Some tudo. Imaginou? Tudo em 12 parcelas sem juros entregues na sua casa em 2 dias úteis para as áreas metropolitanas.
“Compre, compre, compre!!!” (me desculpem os fãs, mas o programa do Ciro Botini é justo o que me tira da “hipnose”… Nada contra ele pessoalmente, nada mesmo, até tenho simpatia pela figura, mas o tal “Compre, compre, compre!” com aquela câmera chacoalhando toda hora é muito mala pro meu gosto! Tem quem goste, evidentemente. Diz a Paula que é o programa preferido do meu primo…)
Muito bem, juntando outros produtos pelos quais você começa a se interessar, as pessoas levantam do sofá com aquela sensação de frustração, pensando que não vai dar pra comprar tudo o que querem – e nem sabiam que queriam uma hora atrás. Os marketeiros adoram esta sensação de frustração, pois ela é o combustível do seu impulso de compra. Ela é o potencial aguardando a possibilidade. E as possibilidades vêm em forma de promoções, de parcelamentos, de 13o, etc.
Felizmente, talvez por conhecer esta dinâmica na teoria e na prática e por não ser uma pessoa consumista, muito embora eu de fato fique hipnotizada enquanto assisto, eu levanto do sofá numa boa e toco minha vida normalmente. Compro só o que realmente preciso e não fico me sentindo frustrada pensando nos outros produtos que gostaria de comprar.
Mas pensando nisso, me questionei como é que uma pessoa com uma determinada quantia de dinheiro disponível escolheria, entre estes produtos pelos quais se interessou, quais iria comprar? (considerando um cenário em que esta pessoa não tivesse dinheiro para comprar todos). Qual o critério utilizado por cada um? A grande maioria das pessoas têm lá suas limitações financeiras, algumas mais, outras menos, mas a menos que você seja o Bill Gates ou o Donald Trump, existe um limite sobre o quanto você pode gastar por mês. Este limite pode ser zero, pode ser 500 reais, pode ser 2 mil reais, 10 mil, 50 mil, mas ele existe. Todos nós precisamos pagar por determinadas coisas e queremos ou optamos por comprar ou investir em outras. Como é que as pessoas definem quanto vão gastar e em que? Qual é o critério que as pessoas usam? Qual o raciocínio que cada um faz quando quer ou precisa comprar ou fazer algo, ou quando quer/precisa comprar algo e não tem todo o dinheiro, ou quando quer investir em algo? Eu sei como é o meu raciocínio e o de algumas pessoas próximas, mas isso é algo tão pessoal que existem potencialmente milhões de formas de tomar estas decisões. E eu cheguei à conclusão de que há vários fatores envolvidos:
- A relação que a pessoa tem com dinheiro. Isso vai desde comportamentos aprendidos em casa (infância e adolescência) e através de experiências pessoais (fase adulta) até a percepção do que o dinheiro representa para a pessoa e como ele deve ser usado. Inclui opções de investimento, relação com riscos e benefícios, etc.
- Valores pessoais. Se mistura um pouco com o primeiro critério acima, mas é algo mais amplo. Representa o que cada pessoa acha que deve ser feito com dinheiro, pra que ele serve, qual o melhor e mais correto uso pra ele – incluindo questões morais, éticas, culturais, percepções pessoais, etc.
- Interesses e necessidades individuais e familiares (quando aplicável) – em outras palavras, depois de pagar o que precisa ser pago, com o dinheiro que sobra cada pessoa vai comprar aquilo que está de acordo com seus interesses pessoais e os interesses de seus familiares/dependentes e até mesmo amigos no caso de presentes. (Ou então guardar o dinheiro, mas isso se encaixa no critério de relação com o dinheiro).
- Fase de vida. O que um adolescente compra é difrente do que um pai de família compra. Não só isso, mas mesmo dentro de uma mesma faixa-etária, existem momentos diferentes: crises financeiras, férias, necessidade de fazer um curso, etc.
Existem outros fatores, mas não vou entrar em detalhes neste post pois este não é o foco.
E aí, como é bem o tipo de coisa que eu costumo elocubrar, fiquei pensando: seria interessante ouvir das pessoas o que elas fariam com uma determinada quantia de dinheiro e por que. Vendo os produtos no Shoptime, eu pensei comigo: jamais gastaria dinheiro nisso. No entanto, existem pessoas que gastam. Por que? Por causa das variáveis que mencionei acima. Imaginem o seguinte cenário: você tem 500 reais sobrando. O que você faz com eles? Guarda? Compra alguma coisa? O que? Gasta aonde e pra fazer o que? E por que?
Com 500 reais hoje eu compraria 2 conjuntos de cama, que são minha necessidade imediata (necessidade individual), escolhendo bons conjuntos de cama (valores e fase de vida). Iria comer em um bom restaurante, pois faz tempo que não saio para comer bem (fase de vida e relação com dinheiro). Se sobrasse dinheiro, guardaria (valores e relação com dinheiro). Uma outra pessoa, com exatamente a mesma quantia, faria coisas completamente diferentes. Eu fiz esta pergunta para a Paula hoje à tarde e tive uma resposta completamente diferente da minha.
Agora, vamos ampliar o cenário. Você tem mil reais para gastar. O que você faz com eles? E com 5 mil? E com 10 mil? E com 50 mil? E com 100 mil? Quanto maior a quantia, mais complexas as variáveis se tornam.
Então, a enquete é a seguinte: o que você faria com as quantias abaixo e por que?
- 500 reais
- 1.000 reais
- 5 mil reais
- 10 mil reais
- 50 mil reais
E se o cenário fosse que você tivesse necessariamente que gastar este dinheiro, excluindo pagamento de contas/dívidas e investimentos? Aguardo curiosa.


Agora sim, puxando a sardinha: o Clay apareceu com um visual novo, na minha opinião maravilhoso!!! A entrada dele no palco foi hilária, aconteceu enquanto um fã (um garoto que havia participado das audições, copiando o estilo do Clay nas audições do AI2) cantava – ou tentava cantar – “Don’t Let the Sun Go Down On Me”, sem jamais suspeitar de nada. A reação do garoto foi a coisa mais espontânea e engraçada do mundo (veja no vídeo logo abaixo). Eles cantaram juntos por alguns segundos, mas o Clay brilhou no palco com sua voz e carisma incomparáveis. A aparição dele no show e o novo visual deram muito pano pra manga, na mídia e nos blogs. Fazendo uma busca no Technorati, podemos perceber a 



