Sinestesia


Não estou acreditando no que acabei de ver!!! Uma leitora aqui do Sinestesia deixou um comentário dizendo que achou meu blog pelo site da Lush.

Voltando um pouco no tempo: há um tempinho atrás, a Silvia, que colabora com o Lush Times, o informativo da Lush, enviou para comunidade do Orkut uma mensagem sobre uma matéria que iria escrever sobre fãs dos produtos da marca. Era para uma nova seção do jornalzinho, chamada Bloglush e, portanto, o ideal era que a pessoa entrevistada tivesse um blog.

Bom, não é segredo prá ninguém que eu sou apaixonada pelas coisas da Lush, basta entrar no meu banheiro para ver uma infinidade de produtos de lá, de sabonetes a tônicos, de hidratantes a desodorantes, enfim, parece uma invasão de Lush pela casa. Convenhamos, quem já usou um sabonete da Lush não consegue nunca mais usar um sabonete comum e achar bom.

Mas enfim, respondi o email dela dizendo que acharia bacana participar da matéria e ela me enviou algumas perguntas por email. Na época, eu imaginei que a matéria iria mostrar as opiniões de várias pessoas, mas acabei não perguntando nada. O tempo passou, eu tinha até me esquecido disso quando, depois do comentário aqui no blog, vou eu para o site da Lush, clico no link para o Lush Times e espero o arquivo em pdf abrir enquanto faço outras coisas. Quando finalmente vou olhar, na segunda página do pdf, começo a ler uma frase:

“Tudo o que eu queria hoje era entrar numa banheira, acender uma velas aromáticas, literalmente tomar um banho de Lush ouvindo boa música…” – e caiu a ficha!!!!! Um texto aqui do blog estampado numa matéria maior do que eu achei que seria, falando não só do blog, mas também sobre a minha sinestesia, minhas preferências entre os produtos da Lush, etc, etc, etc…

Fiquei TÃO TÃO TÃO contente, ao mesmo tempo passada, pensando em quanta gente vai ler aquilo e, o mais bacana de tudo, ter o meu nome de alguma forma estampado ali associado a uma marca que eu admiro e pela qual tenho verdadeira paixão!!! Foi um misto de surpresa, alegria, susto, euforia, enfim…

Queria agradecer à Silvia pela chance de fazer a matéria. Preciso agora dar um jeito de pegar um exemplar do Lush Times para guardar.

Ah, além da coisa toda ter sido muito bacana, esta foi a primeira matéria desta nova coluna. Tudo de bom, né??? :p

Abaixo um screenshot que tirei direto do pdf, com apenas uma ressalva: eu e o Marcelo “namoramos” há dez anos, dos quais somos casados há quase 8. ;-) Tem também no site um link para a matéria, prá quem não quiser abrir o pdf.

Matéria no Lush Times

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O que é Sinestesia?

Do grego syn (união, junção) – aisthesis (percepção), Sinestesia é uma condição neurológica na qual o estímulo em um dos sentidos provoca uma percepção automática em outro sentido. Há dezenas de modalidades de sinestesia. A mais comum é a visão de cada letra ou algarismo de uma cor diferente. E as cores designadas para cada letra do alfabeto também diferem de pessoa para pessoa. Alguns sinestetas “vêem” sons, outros sentem o sabor de palavras ou formas, o cheiro dos objetos que tocam, enxergam imagens ao ingerir certos alimentos, e outras misturas de sensações.

Sinestesia não é uma doença, é uma condição neurológica que é experimentada pelos sinestetas como natural, automática e prazeirosa (com raras exceções) – e não causa nenhum tipo de compromentimento funcional. Sinestetas não perdem as impressões sensoriais normais, apenas experimentam simultaneamente sensações adicionais a estímulos que não-sinestetas experimentam isoladamente.

Eu sou sinesteta de várias modalidades, mas predominantemente das modalidades 1) léxica>gustatória e 2) léxica>olfativa, formas menos comuns de sinestesia.

Hã? Eu associo e de fato sinto cheiro e gosto de várias palavras quando ouvidas em voz alta. Algumas vozes também provocam percepções olfativas e gustatórias. As outras modalidades incluem associação de cores e personalidade a letras, números, nomes, palavras, meses e dias da semana e percepção espacial de seqüências em geral (numéricas, do alfabeto, etc).

Não existe nenhum estudo específico sobre sinestesia no Brasil. Muita gente entra em contato comigo pedindo referências sobre o assunto em português, mas infelizmente o material no nosso idioma é praticamente inexistente. O que tem são algumas matérias de jornais e revistas, em geral superficiais, baseadas em informações de material de origem estrangeira. Todos os estudos sérios são feitos em outros países, com destaque para Inglaterra e Estados Unidos.

Para saber mais:

Sean Day
Richard E. Cytowic
Na Wikipedia
Matéria sobre sinestesia no Estadão

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