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A passo de tartaruga – mas com um empurrão aqui, outro ali de gente que gosta de ler o blog – voltei para atualizar o Sinestesia. Não sei dizer exatamente por que as atualizações estão tão espaçadas. Assunto não falta, vontade de escrever não falta, mas algo (provavelmente bem subjetivo) tem me impedido, consistentemente, de manter o blog como costumava manter.

Imersão maior na nova vida, talvez… Aproveitando o tempo que o marido fica em casa entre deployments, projetos e cursos em outros estados, curtindo coisas que ainda são novidade pra mim… Foco em outras coisas. Introspecção. Ou tudo isso junto. Esboçei um post que estava indo até que bem na noite anterior ao marido chegar, mas a cabeça estava tão a milhão que ficou difícil terminar e publicar. Aí, passou…

Mas vamos lá.

O assunto de hoje é uma das coisas que tem consumido bastante meu tempo. Em Março, duas semanas antes do marido voltar de 8 meses na guerra, houve uma sincronia de fatores que possibilitou o nascimento de um projeto que eu vinha cozinhando há tempos. A história completa, para quem se interessar em ler, está aqui. O timing pessoal para mergulhar de cabeça nisso estava longe de ser ideal, mas mergulhei ainda assim porque todas as outras circunstâncias foram ideais.

Uma semana depois, estava com uma equipe inicial de colaboradores e editores montada, além de uma pessoa na parte técnica para cuidar do back-end – que eu não tenho mais tempo hábil para cuidar -, domínio registrado, WordPress, tema provisório e plugins iniciais instalados, post inaugural no ar. Foi uma correria e o nome do projeto, embora adequado, não saiu dos mais criativos porque faltou tempo para um brainstorming bem feito. Mas como às vezes na vida precisamos usar a estratégia ready-fire-aim, dia 20/Março/2010 entrou no ar o 1001 Dicas Práticas.

Parei tudo depois de colocar o projeto no ar para, finalmente, poder curtir o marido depois de tantos meses e entrar de férias junto com ele. No final de Abril fomos para o Brasil, nossa primeira viagem juntos para lá. Fazia um ano e meio que não via minha família e amigos, com exceção da minha mãe que veio passar um tempo aqui comigo. Mais sobre essa viagem em outro post.

Voltando ao papo anterior: o foco deste novo projeto (que, originalmente, surgiu como complemento ao 101 Coisas em 1001 Dias, mas cujo escopo foi depois ampliado) é ser um repositório de dicas e idéias práticas nos mais diversos assuntos – de maternidade, a tecnologia, viagens, moda e beleza, carreira, finanças, organização, otimização de tempo, faça você mesmo e assim por diante – com conteúdo variado tanto em termos de assunto quanto em termos de formato – textos, imagens, vídeo, áudio, links.

O plano original era não divulgar oficialmente o novo blog até que atingíssimos uma massa crítica mínima de conteúdo e que todos os detalhes estivessem em ordem. O tema que estamos usando é provisório, o logo ainda está em fase de aprovação, falta a instalação de vários plugins que precisamos usar, a equipe ainda não está completa – e, portanto, a cobertura de assuntos ainda está deficiente. Mas estou falando sobre ele aqui hoje, apesar de ter planejado esperar até que tudo isso fosse feito, por dois motivos: 1) quero ouvir feedback e 2) quero divulgar as posições para editores e colaboradores, para fecharmos a equipe. Portanto, 1) passem por lá para ver como está ficando e 2) interessados(as) em participar da equipe, produzindo conteúdo com a gente, por favor entre em contato.

Bem, do ponto de vista mais objetivo da coisa, isso é o que mais tem consumido o tempo que dedico a escrever e aos meus blogs de uma forma geral. Com isso o Sinestesia acaba não sendo atualizado com a frequência que eu gostaria, pois minha energia neste momento está mais lá do que aqui. Estou bastante empolgada com este projeto, em especial com o que estamos planejando para conteúdo multimídia.

Não vou prometer nada com relação às atualizaçoes no Sinestesia por enquanto. Só posso dizer que sinto falta de escrever aqui, da interação com as pessoas que comentam e que, no meu tempo, vou continuar escrevendo. Enquanto isso, dêem uma passada no 1001 Dicas Práticas e me digam o que acharam – mantendo em mente que estamos ainda em “fase beta”. ;-)

[2] Comentários 

Dizem por aqui que os furacões são um preço baixo a se pagar para se morar no paraíso (em referência a essa região da Flórida que é maravilhosa). Essa percepção vem do fato de que, embora haja todo ano uma temporada oficial de furacões, raramente eles são destrutivos a ponto de as pessoas terem que evacuar a região ou causar danos significativos. Não é raro acontecer de um furacão de categoria leve passar e, por precaução, as pessoas serem liberadas do trabalho, mas sem a necessidade de evacuar a área. Aí vai todo mundo aproveitar pra fazer um churrasco. São as chamadas “Hurricane Parties” (segundo meu marido), que em outras palavras significa “vamos comer e beber bagarái enquanto chove e venta bagarái”.

Mas às vezes o buraco é mais embaixo. Às vezes passam furacões violentos por aqui (os mais recentes tendo sido Ivan em 2004 e Dennis em 2005). Ivan foi o mais destrutivo. Teve o tamanho do estado do Texas e atingiu categoria 5 (a máxima, veja aqui a escala) em nível de intensidade. Mas muito embora tenha causado muitos danos nessa região, os danos maiores foram em outros lugares.

De qualquer forma, fato é que os EUA são um país que convive com desastres naturais de vários tipos. Por aqui são os furacões, em outros estados são tornados, ou terremotos, etc.

Quando cheguei aqui não sabia muito bem o que esperar com relação a isso. Cheguei depois do término da temporada de furacões, então muitos meses se passaram até que o assunto entrasse em pauta com frequência nas conversas e na mídia. Mas em um lugar que precisa estar preparado para este tipo de coisa, existem sistemas de prevenção que ficam alertas o tempo todo. As TVs a cabo e por satélite interrompem o sinal periodicamente (mesmo fora da temporada) como teste de aviso metereológico, para gatantir que na hipótese de uma emergência, o sistema esteja funcionando corretamente e a população possa ser avisada.

Ao longo dos primeiros meses, via isso acontecer e não dava muita bola. E, sem conhecimento dos tipos de avisos, bela noite lá pela 1h da manhã a TV apitou e entrou um “warning” na parte inferior da tela com um mapa. Era um “severe weather – flood warning” (clima severo e aviso de enchente) para o nosso condado. Não fiquei assustada, mas acordei o marido pra ter certeza. Vai saber, não é? Eu sei que furacão e tornado são coisas diferentes, mas furacões às vezes trazem tornados de brinde e se você assistiu Twister fica ao menos com a pulga atrás da orelha ao ver um aviso destes pela primeira vez. Bem, ele ouviu, olhou a tela, deu um sorriso (provavelmente achando um pouco de graça), me tranquilizou e voltou a dormir. Daí pra frente me acostumei com os avisos na tela da TV – que aliás assisto muito raramente – e o clima correu tranquilo por vários meses.

Chegou Junho e a região começou a se preparar. Aí o assunto entrou em pauta na mídia, nas conversas e se via informação sobre isso por todos os lados. Fomos chamados para uma palestra sobre “Hurricane Preparedness” na base da aeronáutica, para aprendermos a estar preparados na eventualidade de um furacão significativo resolver passar por aqui. Eu quis ir porque estaria sozinha aqui na época em que isso poderia acontecer. Ficamos uma hora ouvindo sobre tudo o que se possa imaginar: estoque água e alimentos não perecíveis porque pode faltar água e energia elétrica, mantenha $500 em dinheiro na carteira porque os caixas e sistemas eletrônicos podem não funcionar, mantenha o tanque dos carros cheios porque falta gasolina e aí você não tem como ir pra lugar nenhum se a região tiver que ser evacuada, tenha reservas de alimentos para animais de estimação caso não possa sair de casa, tenha preparada uma pasta com todos os documentos importantes (pronta para ser colocada no carro), faça seguro das suas coisas, tenha documentos de compra e de propriedade dos seus bens incluindo aparelhos de valor significativo na sua casa, exija dos proprietários reforço nas janelas – ou coloque você mesmo se a casa for sua… – e assim por diante. Explicaram sobre as categorias de furacões, sobre a logística dos avisos. Falaram sobre tudo, distribuírm guias, CDs e um checklist. E avisaram: comecem a preparar isso AGORA, não esperem chegar o aviso de que um furacão está vindo na nossa direção porque você pode se enrascar.

Normalmente, quando um furacão vai passar por uma região, essa probabilidade é rastreada com 2 semanas de antecedência segundo me informaram. Então, a única coisa que você tem que fazer é ficar de olho na informação, seja pela TV ou pela internet. Embora estas tempestades possam mudar de curso e eles nunca tenham 100% de certeza com relação à trajetória, ela em geral é relativamente previsível. Como eu raramente assisto TV, instalei uma extensão pro Firefox do Weather Channel e assinei alertas para o celular. E via Twitter e Facebook também não tem como passar batido.

A temporada de furacões este ano foi relativamente tranquila. Este mês, no entanto, houve uma surpresa. Embora a temporada vá oficialmente até Novembro, nesta época já não se espera que nada aconteça. Dia 8 deste mês eu tinha ido passar o domingo numa cidade vizinha e, na volta, enquanto notava que o tempo estava mudando, ouvi no rádio uma estação local falando sobre o furacão Ida que estava vindo na nossa direção. Tomei um susto. Como era mesmo aquela história de que os avisos chegam com 2 semanas de antecedência?? Pois é, aparentemente não é SEMPRE assim. Eles conseguem rastrear tempestades que se formam na costa da África e vêm em direção à América do Norte, mas este furacão se formou inesperadamente já próximo da costa dos EUA. E no domingo, quando ouvi pela primeira vez sobre ele (embora já tivesse sido noticiado na sexta como tempestade) estava de repente com intensidade 2. Abaixo, um vídeo sobre o furacão ganhando intensidade:

Cheguei em casa e tratei de me informar. Nenhum aviso sobre evacuação e tudo indicava que ele estava se enfraquecendo. Apesar disso, na segunda-feira já tinha gente no Facebook dizendo que estava de malas prontas. Um baita exagero! Resolvi conversar com o vizinho de frente que mora aqui há muitos anos e passou pelos furacões de 2004 e 2005. Ele disse que não havia nada com o que se preocupar, que de fato o furacão tinha enfraquecido e seria apenas uma tempestade tropical. Me aconselhou, no entanto, a ficar em casa, checar as janelas e colocar pra dentro tudo o que pudesse ser arrastado pelo vento, inclusive latas de lixo. Fui no WalMart dar uma reforçada em algumas coisas só por precaução (embora tivesse tudo em casa) e aí entendi o porquê de eles aconselharem que você esteja preparado com antecedência: o supermercado estava bombando de gente, havia pouquíssimas caixas de água mineral restantes, estava tudo acabando. E isso é um misto de gente tentando se preparar pra ficar em casa e gente preparando as festas, porque até carne e cerveja estavam acabando.

No fim, foram dois dias de muita chuva e vento, mas nada sobrenatural – até porque, ao chegar aqui, o furacão tinha de fato perdido força e era só uma tempestade tropical. Ele fez estragos em outros lugares, mas não aqui. Mas, por precaução (pois estas coisas têm um certo grau de imprevisibilidade), fiquei em casa. Recebi um email da base da Aeronáutica dizendo que os aviões tinham sido transferidos para outros lugares,  que a base estaria fechada e os funcionários seriam liberados – com exceção daqueles que são responsáveis por cuidar justamente de problemas relacionados a furacões e outras atividades essenciais.

Correu tudo tranquilo e tenho certeza que muita gente aproveitou o fato de que o dia seguinte era um feriado para emendar festejando e descansando.

Mas é isso, morar em algumas regiões dos EUA tem este lado também. Felizmente essa temporada parece que terminou. Em teoria ela vai até Novembro, então nunca se sabe. Mas minha preocupação maior com relação ao tempo daqui pra frente é mesmo manter a casa quentinha, porque enquanto escrevo isso às 11:50 da noite em pleno 18 de Novembro já está fazendo 7 graus lá fora. Ano passado tivemos zero graus em alguns dias na Flórida em Dezembro e, como o frio começou cedo este ano, estou achando que este inverno vai ser de lascar.

[6] Comentários 

Desde que cheguei nos EUA, venho querendo escrever sobre algumas das diferenças que encontro por aqui quase que diariamente. Todo país tem seus prós e contras, não vou fazer apologia a país nenhum, mas este artigo é para falar sobre algumas coisas positivas do estilo de vida americano.

Minha experiência aqui ainda é curta (aproximadamente um ano) e minha amostragem é pequena (pois é baseada apenas em um estado), mas a conclusão à qual cheguei com base nisso, observando as pessoas aqui, foi a seguinte: o americano, acostumado a viver em um país rico, tem expectativas em termos de qualidade de vida e do que é considerado básico, diferentes daquelas em países mais pobres como o Brasil. Vou usar o critério de moradia como exemplo:

Onde eu moro, a grande maioria das pessoas vive em um dos 4 seguintes tipos de moradia: casas, apartamentos, “condos” ou “town houses”.

Apartamentos nessa região não são em prédios altos. Quando muito são construções de 2 ou 3 andares em algo que se assemelha a um mini condomínio. E são bonitinhos, parecem casinhas. “Condos” são condomínios de casas com áreas de lazer comuns com piscina, churrasqueiras, etc – e cada um tem suas regras, alguns deles são, por exemplo, para pessoas idosas ou aposentadas. As casas nestes “condos” em geral são muito boas e paga-se uma mensalidade de manutenção dos condomínios. Por fim, “town houses” são casas geminadas, em geral em duplas de sobrados. Os aluguéis das “town houses” são mais baratos, mas as casas são espaçosas e bonitas.

Independente de qual tipo de moradia estejamos falando, todas elas têm como ítens básicos: aquecimento e ar-condicionado, água quente em todas as pias, pelo menos uma banheira (em geral, todos os banheiros têm banheiras). Isso é o básico, é impensável uma casa pra eles aqui sem isso. Não entrei em um apartamento ainda, então não sei se eles têm banheiras, mas o restante sim.

Em cidades mais metropolitanas, como Nova Iorque, evidentemente é diferente por causa da concentração de pessoas e quantidade de prédios altos, mas numa cidade tipicamente americana na Flórida, todas as casas têm também jardim – na frente e nos fundos. Pense nas casas do bairro mostrado na série Desperate Housewives – é exatamente aquilo, embora o tamanho das casas varie. Onde eu moro na Flórida, uma casa que é considerada padrão tem 3 dormitórios, 2 banheiros, cozinha e 2 salas, garagem para um ou dois carros, com uma área construída de 250 a 300 metros quadrados (estou estimando isso de cabeça), fora a área externa, em geral com um deck ou pátio. A maioria já vem equipada com geladeira, fogão, lava-louças, lava-roupa e secadora. Esquece varal, dificilmente você vai ver alguém aqui pendurando roupas e depois passando, a não ser peças que precisam ser passadas (exceção). As únicas coisas que compramos pra essa casa onde moramos foram a lavadora de roupas e secadora que a casa não tinha, mas fogão, geladeira e lava-louças já faziam parte do pacote.

O americano de classe média vive assim. Quando digo que a expectativa deles é diferente, é porque se compararmos com o brasileiro de classe média, ele veria determinadas coisas como um luxo. O brasileiro classe média compra um apartamento de 80 metros quadrados, sem aquecimento ou ar-condicionado, sem banheira, sem vista e acha que está ótimo, porque finalmente conseguiu comprar sua casa própria. Se você oferecer pra um americano uma casa sem aquecimento, mesmo na Flórida (pois em estados onde neva é uma necessidade), ele vai rir da sua cara. Eles estão acostumados a outro padrão de vida.

E isso é resultado não só de se morar em um país rico, mas também um reflexo cultural de como o país trata determinados tipos de trabalho. Um dos exemplos que vejo mais de perto é o jardineiro aqui de casa. Já começa que eu sou a exceção: aqui o americano médio não contrata jardineiro, corta sua própria grama. Todo mundo faz isso. Meu marido faz, mas na ausência dele contratamos alguém pra cuidar disso.

Essa pessoa vem aqui uma vez por semana para manter a grama aparada e o jardim em ordem. Chega em uma caminhonete bacanuda, com cortador de grama daqueles que você dirige e outras ferramentas ou elétricas ou a gasolina. O cara não põe a mão numa tesoura de jardim. Cobra US$100 por mês pra vir aqui uma vez por semana e fazer um trabalho que não leva uma hora.

Consideremos que ele trabalhe em média 8 horas por dia, portanto fazendo 8 casas. Assumindo que ele cobre este valor em todas as casas (o que não é verdade, pois varia de acordo com o tamanho do jardim, portanto outras casas pagam mais e outras menos, então vamos manter a média em $100 para efeito de exemplo), ele tem 40 clientes por semana, o que significa que por mês ele tira 4 mil dólares. Cortando grama. Considerando que o aluguel de uma casa média nessa região varia entre $900 e $1300 dólares (menos se for um apartamento ou “town house”, por volta de $600-$700) e sem contar com o salário da mulher dele que também trabalha, um jardineiro aqui está muito bem de vida. Até onde sei, da última vez que ele tirou férias foi passear nas Bahamas, na anterior foi pra Europa. No Ano Novo do ano passado foi festejar em um passeio de barco com tudo do bom e do melhor e assistir os fogos da baía.

E isso vale também pra outros tipos de trabalho do gênero, como eletricistas, encanadores, pintores, carpinteiros, etc. Então o contraste social acaba sendo mínimo.

Dito isso, a crise econômica afetou todo mundo. E acho que eles sentem o tombo de outra forma também, justamente por estarem tão acostumados com este nível de estilo de vida. Muitas pessoas perderam suas casas, seus empregos, etc. A casa do lado da minha ficou fechada (abandonada) por um ano. Então o que estou vendo aqui agora é a realidade de um país em crise econômica, nem todo mundo está vivendo da forma como descrevi acima.

O consumo baixou bastante. Dia 26 de Novembro eles comemoram Thanksgiving, ou Dia de Ação de Graças – um dos meus feriados favoritos aqui. Para marcar o início da temporada de festas e estimular o início das compras para o Natal, no dia seguinte ao Thanksgiving (iniciando à meia-noite) eles têm o chamado “Black Friday“, que é tradicionalmente um evento nacional de ofertas altamente atrativas, especialmente no varejo. Produtos são vendidos a preços baixíssimos. Até onde sei, eletrônicos e brinquedos têm a maior procura e recebem os melhores descontos. Em momento de crise, isso é um prato cheio tanto para consumidores quanto para o varejo em si, que trabalha com uma margem de lucro menor, mas ganha na quantidade e desova estoque.

Eu planejava ir a algumas lojas para ver de perto este evento e aproveitar os preços baixos, mas ao que parece as filas são gigantescas e a multidão fica enlouquecida dentro das lojas (todo ano tem algum caso de gente ferida ou algo do gênero), então mudei de idéia. A boa notícia é que as lojas online também oferecem descontos interessantes, portanto, mesmo para quem está no Brasil, fica a dica: se você estava querendo comprar algo na Amazon ou em qualquer outra loja americana que faça envios internacionais, a hora é agora.

[4] Comentários 

Quem leu o post que publiquei aqui no blog alguns dias atrás leu – quem não leu, já era. Vou explicar o que aconteceu e depois fazer uma mini-versão novamente:

Recebi um email do Google dizendo que eles haviam removido o Sinestesia dos resultados de busca porque encontraram atividade de “cloaking” no blog.

Hã?

Fui atrás da informação para saber do que setratava. Enquanto isso, recebi no Twitter uma mensagem do Pedro Dias dizendo que no feed do último post havia aparecido um monte de spam e que o blog, provavelmente, havia sido hackeado.

Tentei resolver sozinha, mas não encontrei nada suspeito nos arquivos no servidor, então entrei em contato com a empresa de hospedagem para ver se eles sabiam como consertar o problema. Eles retornaram dizendo que haviam resolvido, então acessei o feed do blog para confirmar e notei que o artigo mais recente estava faltando. Acessei o próprio blog e ele também tinha sumido daqui.

Respondi à empresa de hospedagem perguntando se eles haviam usado um backup anterior para “consertar” o problema. Sim, foi isso mesmo que eles fizeram. Pegaram um backup anterior à publicação do artigo e reverteram o blog desta forma, SEM falar comigo, SEM me perguntar se havia alguma atualização recente e finalizaram o email dizendo “Você precisará republicar o artigo”.

Imaginem minha cara de “vocês só podem estar de brincadeira comigo” ao ler este email. Respondi explicando que tinha ficado um ano sem escrever no blog, que finalmente depois deste tempo todo tinha levado duas horas escrevendo este artigo como volta oficial ao blog e que eu não tinha o artigo em nenhum outro lugar – afinal, é justamente para isso que servem backups de servidor. Eu esbravejava! Exigi que eles revertessem o blog novamente, usando o backup mais recente contendo o artigo.

Mas isso não aconteceu: enquanto essa troca de emails se desenrolava, o servidor fez um novo backup e apagou o único backup ainda contendo o artigo. Para encurtar a história, o artigo já era. Tentei recuperá-lo de todas as formas alternativas que vocês possam imaginar – até mesmo através do cache do Firefox, através do Feedburner (e, no processo, descobri que o Sinestesia não estava publicando of feeds completos e sim parciais – lógico!), mas não houve jeito. Se você está pensando: “tentou o cache do Google?” – o Google retirou o blog dos resultados, lembram? Também não foi uma opção. E pelo archive.org? – Também não tinha nada lá, não houve tempo suficiente.

Então, resumindo, o artigo explicando minha ausência de um ano e o novo rumo que o blog vai tomar, já era. E, junto com ele, todos os comentários carinhosos que recebi. :(

Não vou reescrever o artigo todo, mas vou citar o que havia de relevante nele (e acrescentar algumas coisas) para que as pessoas que não tiveram a oportunidade de ler possam ter o mínimo de informação e para que a cronologia do blog não fique fora de contexto:

Minha ausência do blog se deveu ao fato da minha vida ter passado por diversas transformações significativas ao longo dos últimos 12 meses, que me fizeram ter que priorizar a vida offline:

Me mudei para os EUA em Novembro de 2008. Estou morando aqui desde então. Moro em uma região maravilhosa, minha casa fica a dois minutos da praia.

Em Dezembro, logo antes do Natal e três semanas depois de chegar aqui perdi meu pai. Ele teve um infarto, passou por uma cirurgia e não resistiu às complicações. Foi algo completamente inesperado para mim e para a minha família, um momento muito doloroso para todos nós. Minha irmã estava grávida de 5 meses e havia acabado de voltar para o Brasil com meu cunhado (eles vieram comigo de férias nas primeiras duas semanas). Precisei viver este luto de forma privada.

Em Abril nasceu meu sobrinho. Ele é lindo e muito saudável, estamos todos apaixonados por ele! Ainda não o conheci pessoalmente, mas procuro participar da vida dele à distância o máximo possível. Vejo fotos, escrevo cartas, mando presentes e às vezes “bato um papo” com ele pelo Skype. Houve, no entanto, uma complicação no dia do parto e ele precisou ficar na UTI da maternidade por vários dias. Foi outro momento angustiante para nós. Felizmente tudo correu bem e ele é 100% saudável.

Em Março deste ano, me casei com um americano. Tive o segundo mais curto noivado da história (3 dias – o record do primeiro mais curto noivado da história eu mesma detenho: 12 horas) e me casei na praia em uma cerimônia simples, como queríamos. Ele é da Aeronáutica e em Agosto foi mandado para o Iraque, onde vai ficar por mais alguns meses. Estou vendo de perto o que é o sistema militar americano e vivenciar isso tão de perto é um desafio para alguém como eu com opiniões tão contrárias a tudo o que o sistema militar representa. Provavelmente escreverei alguns artigos sobre isso.

Em Setembro minha mãe veio passar 3 semanas aqui comigo. Foi ótimo ter tido a oportunidade de curtir a companhia dela depois de tantos meses longe da família.

Entre Abril e Novembro, pasei pelo processo de obtenção do Green Card, recebi residência legal permanente na semana retrasada.

Bem, os pontos principais são estes, foram estes os motivos que me mantiveram afastada do blog durante este período e agora estou retornando à atividade em todos os meus projetos. Estou por fora de muita coisa, todos os blogs precisam de atualização em todos os aspectos (temas, versão de WordPress e conteúdo), então ainda leva um tempinho para colocar tudo de volta nos eixos (já estou trabalhando no novo layout deste blog). Mas estou de volta. :)

O Sinestesia a partir de agora vai, naturalmente, passar a refletir essa nova etapa da minha vida. Além dos temas que já abordava aqui no blog, novos temas serão acrescentados. Estou empolgada com a idéia de compartilhar novas perspectivas e novas experiências com vocês.

Bem, é isso. Vamos em frente! :)

[4] Comentários 

Vou começar agora a atualizar o WordPress com a “ajuda” do Ghedin (na verdade, “ajuda” é uma forma de não admitir publicamente que ele vai fazer tudo pra mim). Ah, eu fiz os backups e desativei os plugins, não conta? (“Mãe, quero ajudar a fazer o bolo!” – “Ok, mexe aqui pra mim” – tipo isso!) ;-)

Neste meio tempo, todos os plugins estão desativados, então se notarem qualquer comportamento estranho no blog, é por isso. Volto quando estiver tudo em ordem.

Update (21:47): Tudo atualizado e funcionando, rodando macio e sem nenhum acidente de percurso. :-) Valeu, Ghedin!

(sim, eu sei que atualizar o WordPress é fácil. Bla bla bla… Sempre atualizei todos os meus 5 blogs, mais os blogs de uma dúzia de pessoas toda vez que saía uma atualização. É fácil quando dá tudo certo. Mas da última vez rolou um “Houston, we have a problem” – que eu não consegui consertar até hoje em outro blog meu. Não quis correr nenhum risco com o Sinestesia, ainda mais na correria em que estou!)

O próximo passo é… tema novo! Sim, eu acho que vou mudar o tema do Sinestesia. Por mais apegada que eu seja ao meu filho Connections e por mais que o Sinestesia já tenha a cara do filme Before Sunset, depois de 4 anos está na hora de renovar o visual. Mas isso fica pra outro dia.

[3] Comentários 

Com uma semana de atraso (porque fiquei presa em São Paulo na semana passada após ter meu carro guinchado (!), mas isso é assunto pra outro post), finalmente vim falar sobre o Google Search Masters que aconteceu na quarta-feira passada, dia 24 de Setembro.

O evento foi gratuito, no hotel Ceasar Park Faria Lima. Eu fui como convidada de imprensa para cobrir o evento para o Meio Bit – cordialidade do Felix Ximenes, Diretor de Comunicação do Google Brasil.

Foi um evento maior do que eu esperava: auditório lotado com aproximadamente 600 pessoas. Organização impecável (como descrevi no artigo do Meio Bit), feita pela área de marketing do Google com apoio da Agência Ideal na coordenação da dinâmica entre imprensa/blogueiros e palestrantes.

Google Search Masters - Rajat Mukherjee

Antes de falar sobre o evento em si…

…quero contextualizar algo: como escrevi no post anterior, além das palestras propriamente ditas, eu estava também empolgada com este evento por outros motivos – pessoais e profissionais. Explico, agora, em maiores detalhes:

Para quem não sabe, eu comecei blogando em inglês e estabeleci um relacionamento com a blogosfera de fora que já vem de muitos anos. Uma das pessoas que conheci desta forma e com quem venho mantendo algum contato há alguns anos é o Adam Lasnik, evangelista do Google e um dos palestrantes do evento. Meu contato com ele vem de desde antes do lançamento do tema Connections em 2005 e, por vários motivos, eu sempre respeitei muito a opinião dele em diversos assuntos e admirei seu estilo de escrita e senso de humor.

Cerca de um mês e meio antes do evento, quando nem eu própria sabia que iria participar, trocamos uma série de emails, através dos quais eu dei diversas dicas a ele sobre lugares que ele poderia visitar quando estivesse no Brasil, com indicação de hotéis, etc. Sem a informação de que eu também estaria no evento, combinamos de nos encontrar em São Paulo. Mas aí, cheia de surpresas como é a vida, acabamos indo ambos parar justo no Google Search Masters, o que uniu o útil ao agradável. Combinamos, então, de almoçar no dia do evento e, se possível, nos encontrar também fora dele para um bate-papo.

Além do Adam, eu queria muito também conversar com o Pedro Dias. O Pedro é Português, trabalhando no Google na Irlanda como responsável por Search Quality para mercados de Língua Portuguesa. Eu não tive nenhum contato com ele anterior ao evento, mas evidentemente o Pedro era um dos palestrantes que mais teria a contribuir com suas opiniões e informações sobre o nosso mercado nacional. Portanto, meu interesse em trocar idéias com ele era grande.

Por fim, eu estava também feliz com a oportunidade de encontrar com o Hernani Dimantas (o “Marketing Hacker“) – que foi quem, aliás, me falou sobre o evento originalmente. Há muitos meses vínhamos tentando marcar um encontro (juntamente e, também, por intermédio de um amigo de longa data da minha era urbana e agências, o Celso Goya) que, por um motivo ou outro, não havíamos ainda conseguido coordenar.

Por estas três razões, além do meu interesse no conteúdo das palestras e, evidentemente, por cobrir o evento pelo Meio Bit (que é sempre um prazer, além de trabalho), fiz as malas na terça-feira passada e fui para São Paulo, empolgada com o Google Search Masters.

Agora sim, o evento em si:

O Google trouxe palestrantes de diversos países para falar sobre os seguintes assuntos: Google Search Appliances (Francisco Gioielli), Grupos U2U de Webmasters (Pedro Dias), Webmasters Tools (Ben D’Angelo), Central do Webmaster e Melhores Práticas (Adam Lasnik), Mecanismo de Pesquisa Personalizada (Rajat Mukherjee), O Futuro da pesquisa (Daniel Loreto) e Novos Produtos (Fernando Delgado). E, como é de costume, estavam também na abertura do evento o Alexandre Hohagen e o próprio Felix Ximenes.

Google Search Masters

No cadastramento, na entrada, recebemos uma pasta com brindes e um formulário para feedback do evento. A maioria das palestras foi em inglês, razão pela qual foi disponibilizada a tradução simultânea. Ao final de cada uma, espaço para perguntas da platéia. Entre as palestras, coffee-breaks muito bem servidos. Almoço descontraído: além de várias opções de bebidas, serviram uma bandeja com lanches e as pessoas formaram grupos sentados no chão para bater papo enquanto comiam. Achei isso genial! Este ar de descontração é a cara do Google e deixa eventos como este mais divertidos.

Lunch with Adam and bloggers - Google Search Masters Adam and I - Lunch - Google Search Masters

Almocei, conforme combinado, com o Adam e resolvemos ir sentar com um pessoal da lista de discussão Google Search Masters Brasil – que conheci também lá no evento. Durante este almoço, o Adam respondeu algumas perguntas dos meninos, que estavam interessados em falar sobre Google. Eu estava mais interessada no bate-papo informal e, finalmente, tivemos um tempinho para isso. Ele, com o senso de humor, simpatia e carisma que transparecem online e se revelaram fiéis na personalidade ao vivo. A maioria das pessoas neste evento provavelmente viu o Adam como o evangelista do Google. Mas para mim, o mais valioso neste encontro foi mesmo o contato mais pessoal.

Já tendo encontrado com o Hernani logo que cheguei ao evento, conversamos também um pouco durante o almoço. O Hernani desenvolve hoje um trabalho interessante como coordenador do Laboratório de Inclusão Digital e Educação Comunitária – Lidec, da Escola do Futuro.

Eu e Hernani Dimantas - Google Search Masters

Na parte da tarde, a Marina Zveibil, da Agência Ideal, me procurou para falar sobre as entrevistas com os palestrantes. Convidados de imprensa poderiam fazer entrevistas individuais com eles, mas eu optei por fazer algo mais informal ao final do evento para não retirar nenhum deles da palestra uns dos outros. Elogiei a organização do evento e ela, então, me apresentou à Diana Cerveira, do Google, responsável pela organização no local. Conversamos um pouco e aproveito para agradecer às duas pela atenção que me deram.

Depois da última palestra, então, fui conversar com o Pedro Dias. Não vou publicar aqui esta conversa porque estou preparando a entrevista dele que será postada no Meio Bit, mas o papo foi muito agradável, as informações muito coerentes e digo a todos os envolvidos com desenvolvimento para a web e produção de conteúdo no Brasil, incluindo blogueiros(as), que procurem ouvir o que o Pedro tem a dizer. Participem do Grupo de Ajuda a Webmasters do Google, uma das melhores fontes de informação no assunto.

Eu e Pedro Dias - Google Search Masters Eu, Rajat Mukherjee e Ben D'Angelo - Google Search Masters
(Eu e Pedro dias| Rajat, eu e Ben)

Falei sobre a questão do conteúdo das palestras lá no Meio Bit, mas vou repetir aqui. Os temas foram abrangentes. A profundidade do conteúdo… depende da pessoa para quem você perguntar. A platéia era heterogênea, pessoas com níveis de conhecimentos muito diferentes. Para o meu nível de conhecimento, o aprendizado foi pequeno. Ainda assim, ouvi algumas coisas que ainda não sabia e, verdade seja dita, em vários momentos me peguei pensando “Sei isso, mas não estou colocando em prática” Então, receber toda esta informação de forma estruturada me ajudou a montar um checklist de coisas a fazer em cada um dos meus blogs e projetos para otimizá-los. Mas, tomando por base as perguntas da platéia, acredito que o conteúdo tenha sido valioso para muitos.

Google Search Masters - Rajat Mukherjee Adam Lasnik - Google Search Masters
Google Search Masters - Daniel Loreto Google Search Masters

Saí muito satisfeita do evento, tanto com relação à organização quanto à qualidade dos palestrantes. O contato com as pessoas – tanto com os Googlers quanto com outros blogueiros e desenvolvedores – foi excepcional.

Para terminar, lembrando que eu e o Nando Kanarski do Undergoogle mantivemos a lista de discussão Google Search Masters Brasil para todos aqueles que se interessarem em falar sobre os temas do evento, incluindo busca, produtos do Google, melhores práticas e otimização, desenvolvimento, além de eventos da indústria. Façam seus cadastros no link abaixo:

http://groups.google.com/group/google-search-masters-brasil

MAIS SOBRE O EVENTO:

Fotos:

Blogs:

Vídeos oficiais:

Fotos Oficiais:

Outros vídeos no YouTube:

Os meus vídeos, se a conexão colaborar eu subo assim que sobrar um tempinho e atualizo o post com eles.

(Mande um trackback pra cá ou poste um comentário com o link caso seu post não apareça na lista.)

[2] Comentários 

Estou na correria e com alguns posts atrasados para escrever, mas vou passar este na frente para deixar, muito rapidamente (e não com a atenção que gostaria de dar), os links de duas iniciativas bacanas da blogosfera:

Outubro Rosa: via Sam Shiraishi e Kaka. Leia os posts e participe da blogagem coletiva.

Pesquisa “Quem é o blogueiro brasileiro?: iniciativa do Pedro Cardoso, com apoio da Tine Araújo (informações adicionais aqui). Se você é blogueiro(a), responda a pesquisa aqui e divulgue.

[6] Comentários 

Acontece no dia 24 de Setembro o Google Search Masters, evento gratuito promovido pelo Google no Ceasar Park Faria Lima, em São Paulo.

Google Search Masters 2008

A agenda do dia traz sessões voltadas a webmasters interessados em aprimorar seu conhecimento sobre a plataforma de busca e produtos do Google. O evento será aberto pelo Alexandre Hohagen, terminando com um misterioso”Anúncio Especial – Novos Produtos” e contará com a presença de especialistas de diversos países (Adam Lasnik, Rajat Mukherjee,  Pedro Dias, Ben D’Angelo, Francisco Gioielli e Daniel Loreto), que ministrarão as palestras.

Além de ter o interesse profissional no evento por motivos óbvios, estou também feliz com a oportunidade de conhecer pessoalmente o Adam, com quem tenho contato há alguns anos. Ele é um cara que eu respeito muito: não só é fera em tudo o que faz profissionalmente, como também escreve maravilhosamente e é aquele tipo de pessoa que se relaciona bem com todo mundo. Se a palestra dele tiver o mesmo senso de humor e o mesmo tom usado por ele em contatos informais e nos textos que escreve, o que é bem provável, sei que vou adorar! De qualquer forma, estou feliz com a oportunidade de conhecê-lo e poder bater um papo pós-evento.

As vagas para o Google Search Masters já estão esgotadas. Mas como resultado de uma troca de mensagens hoje no Twitter, o @nandokanarski  do Undergoogle criou  um grupo para todos os interessados em debater os assuntos relacionados às palestras, mesmo os que não estarão presentes. Se este for seu caso e quiser trocar idéias sobre otimização de busca e ferramentas do Google, faça seu cadastro aqui.

E, a quem for ao evento, vejo vocês lá.

1 Comentário 

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